Google Street View em Braga

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Google street view
© ottosohn
Lisboa, Porto e [, no início do Verão,] Braga são as cidades que se seguem no Google Street View. Portugal surge assim como o nono país "registado" fotograficamente pelo serviço da gigante da Internet a nível mundial, e o quinto em termos europeus. [...]

Um caso recente é o do Reino Unido onde inclusivamente uma organização civil fez chegar uma queixa ao organismo britânico que trata a matéria da privacidade, não obtendo contudo resposta favorável. [TeK]

Não conheço estudos sobre o potencial impacto que o Google Street View tem/teve noutros (apenas) oito países, mas, servindo em parte como turismo virtual, imagino que poderá beneficiar bastante o turismo real bracarense.

Contudo, mesmo admitindo-se que não vá contra a lei (neste caso britânica), vão-se colocando (e não é pela legalidade que se deixam de colocar) alguns problemas a nível da privacidade (texto-carta original que o TeK refere). É um assunto que a representante da Google Portugal não deixa de abordar, mas que está bem presente e é sentido pelas populações.

Em todo caso, não é a mera privacidade que apoquenta alguns dos críticos: estes alegam que irá facilitar, por exemplo, o assalto a habitações. Recentemente, os habitantes de Broughton, uma terra relativamente perto de Londres, formaram um cordão-humano e "expulsaram" o carro da Google Street View, invocando esses argumentos. Será que vamos assistir a algo do género em Portugal?

Privacidade | 2

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The European commission has launched legal proceedings against the UK government for alleged breach of EU data protection laws caused by controversial internet advertising company Phorm.

Telecoms commissioner Viviane Reding said UK law will have to change to ensure the confidentiality of communications by prohibiting interception and surveillance without a user's consent. [Guardian]


No meu primeiro post aqui no Avenida Central abordei de uma forma geral a temática da privacidade, dando, entre outros, um exemplo do Reino Unido. É curioso que se dê mais atenção a isto no Brasil do que em Portugal (uma passagem por algumas edições online de jornais não revelou grande destaque; se é que o noticiam, nalgum "canto" do site), com notícias não só sobre a instauração do processo, mas também sobre outros casos relacionados [1, 2, 3].

Até porque os abusos, mais ou menos ocultos, também acontecem por cá, mesmo pela mais insuspeita das organizações, reafirmo que esta é uma preocupação que deve ser partilhada por todos.

O Reino Unido irá ser, porventura, obrigado a alterar as suas leis. As nossas serão melhores? O seu cumprimento é devidamente fiscalizado? Pode-se afirmar que são efectivas, quando é possível montar uma base de dados de 2.75% da população portuguesa, mediante o pagamento de uma multa até 15 mil euros?

Privacidade

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A questão da privacidade, quer na internet (ex: Google) quer noutras tecnologias (ex: Telemóveis no RU), quer na forma de mercado de dados, quer na de Big Brother, começa a merecer entrar na agenda política. Sobretudo se considerarmos que até a DECO abusa destes mercados de dados - e reincide -, para, através de intermediários, nos invadir com spam, como documenta o Paulo Querido.

Estão também com isto relacionados os recentes episódios em torno do Terms of Service do Facebook. O título deste post - "We Can Do Anything We Want With Your Content. Forever." - resume a ideia (via @PauloQuerido - Twitter (o que é?)).

Gerou-se um enorme buzz e uma onda de contestação que se espalhou pelas várias redes sociais. A verdade é que o Facebook não deseja a má publicidade e quer evitar uma fractura com o seu público-clientes, pois uma empresa e muito menos uma empresa deste género, não suporta o sacríficio (ou a fuga, se preferirem) que um confronto pode implicar. Por isso, passado poucos dias, o Facebook voltou atrás.

Este é um testemunho do poder da rede e da web social, contra uma empresa 2.0, que compreende o 2.0 como poucos; da mesma forma que os outros casos são exemplos da insuficiência lobista da rede contra ataques semelhantes fora da rede; mas, sobretudo, são um testemunho da inoperância e passividade que nós, como colectividade, aceitamos estes abusos e ataques à privacidade e propriedade intelectual de cada um.

Se o João Martinho questionava aqui na sua Avenida Ideal sobre o que seria a democracia: «a democracia é, ou não, verificável pelo facto de existir voto»?

A minha opinião é, claramente, a de que esta não se pode bastar pelo voto. Existem mecanismos quer de pressão social quer até legais (como a acção popular, a propósito das touradas em Braga, por exemplo) através dos quais se prossegue e exerce uma democracia. Chame-se cidadania ou acção cívica, se se quiser. Mas considero-o democracia e uma parte complementar mas fundamental desta, sobretudo em democracias de deficiente representatividade, como (considero) a nossa.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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