Avenida Central

Conversas Improváveis: Jornalismo & Poder

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«O Café Blogue organizou, segunda-feira, na Velha-a-Branca, uma “Conversa Improvável” entre a jornalista Luísa Teresa Ribeiro e o deputado Miguel Laranjeiro. Sob o tema “Jornalismo e Poder”, os participantes concluíram que “não há inocentes” quer no jornalismo, quer na política. A conversa abordou o panorama actual do jornalismo e os interesses que movem tanto os jornalistas como os políticos. De todas as conversas improváveis organizadas pelo Café Blogue, esta foi, no entender do deputado pelo Partido Socialista, “a menos improvável”. Sublinhou Miguel Laranjeiro que a relação entre jornalismo e poder é muito importante e deve ser pensada, uma vez que “não há inocentes” tanto de um lado como do outro. Por seu lado, a jornalista do Diário do Minho e docente do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho falou num “efeito dominó” entre os diversos órgãos de informação que obedecem a lógicas concorrenciais e põem em causa os valores-notícia. A qualidade do jornalismo pode, no entender desta profissional da área, ser prejudicada por imperativos de mercado, tentando os poderes “domesticar as pessoas.” Teresa Ribeiro chamou também a atenção para o actual estado do jornalismo e os seus extremos. Enquanto que, por um lado, temos “o tempo dos pés de microfone”, o jornalista torna-se acrítico pela objectividade extrema, temos no outro extremo o “jornalista vedeta”, que dá opiniões pessoais. Trata-se de um “equilíbrio difícil”, o de manter a proporção entre a objectividade e a opinião. A distinção entre tempo mediático e tempo da política foi defendida por Laranjeiro, referindo que seria um desastre se fossem iguais. Para o também bacharel em jornalismo, tem de haver uma “adequação” dos tempos e a percepção por parte do público de que a “maturação” da política é diferente do imediatismo do jornalismo.» Excerto da reportagem de Rita Araújo no ComUM

[Fotografia de Luís Tarroso]

Conversas Improváveis: Jornalismo & Poder

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Os blogues minhotos voltam a descer à cidade para uma Conversa (altamente) Improvável entre Jornalismo e Poder. O deputado Miguel Laranjeiro, eleito pelo Partido Socialista no círculo de Braga, e a jornalista Luísa Teresa Ribeiro, do Diário do Minho, protagonizam a terceira Conversa Improvável do Café Blogue. A iniciativa terá lugar na próxima Segunda-Feira, dia 31 de Março, pelas 21h30m, no Estaleiro Cultural Velha a Branca.

Café Blogue no Diário do Minho

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A propósito da segunda Conversa Improvável, Luísa Teresa Ribeiro fez jornalismo no Diário do Minho (edição de 27 de Março):

A região de Braga tem um posicionamento geográfico que lhe permite aspirar a ser, tal como aconteceu no passado, uma centralidade no noroeste peninsular. No entanto, o caminho para a prosperidade exige a valorização do património, algo que tem sido descurado. A cidade, à semelhança do país, precisa de elites menos acomodadas e de uma população com mais formação e com espírito competitivo.

Este quadro foi traçado pelo arqueólogo Sande Lemos e pelo docente de Economia Fernando Alexandre, na segunda “Conversa Improvável” promovida pelo Café Blogue, que decorreu na passada segunda-feira à noite no Espaço Cultural Pedro Remy.


O antigo presidente da Unidade de Arqueologia da academia minhota defendeu que «os centros de decisão não estão totalmente em Lisboa» e que «se Braga não está melhor é pela incapacidade local». «As regiões têm muito poder, mas resignam-se. Braga e o Minho não se podem resignar» afirmou.

Sande Lemos alertou para o facto de o domínio “Bracara Augusta” ainda não ter sido registado pela Câmara ou pela Universidade do Minho, pelo que agora, quando se faz uma pesquisa deste termo, aparece a indicação de uma albergaria.

Em seu entender, «a marca é o primeiro problema», pelo que se deve estabelecer «um consórcio» que seja responsável pela sua promoção.
«Há muita informação científica que não é suficientemente usada e difundida. Não há uma indústria do património em Portugal. O património é visto como um ornamento, o que é uma perspectiva errada. Espanha, ao contrário de nós, tem uma estratégia para o património», declarou.

Como exemplos da actuação local, este académico referiu o caso do Museu D. Diogo de Sousa, que era «considerado um elefante branco tanto em Lisboa como em Braga», e o facto de o projecto de Leite de Vasconcelos para a Fonte do Ídolo ter demorado 102 anos a ser concretizado. Em seu entender, deve haver um investimento para «criar uma imagem forte e a longo prazo da cidade» de Braga, para aumentar o turismo e para oferecer uma «atmosfera cultural» interessante a quem vem de fora, nomeadamente para os que vão chegar por causa do Instituto de Nanotecnologia.

Elites são piores do que no século XIX
Sande Lemos defendeu que o país precisa de elites que «comecem a pensar o território e como é que o podem desenvolver». Só que, na sua opinião, Portugal não tem neste momento «elites capazes». «As do século XIX eram muito melhores», afirmou. Como exemplo dessa falta de perspicácia, o arqueólogo referiu o desmantelamento do Instituto Geológico Mineiro porque era uma área que supostamente não interessava, quando agora há empresas a procurar ouro, pois o preço deste metal precioso subiu em flecha.

Fernando Alexandre argumentou, por seu turno, que «cada povo gera as elites que consegue», uma vez que elas advêm do «povo, das estruturas e das instituições». Na sua opinião, à semelhança do que se passa na sociedade em geral, nas elites portuguesas ainda vigora a ideia de que «ter um olho é ser rei», quando se deveria privilegiar a partilha de informação e a ambição. «Ninguém consegue processar toda a informação para tomar decisões, pelo que se deve fazer com que a informação circule e haja transparência nas instituições», afirmou.

«Os portugueses são muito hábeis a desperdiçar recursos e informação», corroborou Sande Lemos, admitindo que se surpreende com o facto de haver decisões que são tomadas «sem dados». O economista explicou que outro dos problemas nacionais se prende com a baixa escolaridade: na região Norte, 30 por cento da população activa tem quatro anos de escolaridade. Em 2003, 50 por cento dos encarregados de educação dos alunos da Universidade do Minho tinham apenas o primeiro ciclo. O cenário da qualificação não tenderá a melhorar substancialmente, com 40 por cento dos jovens a deixarem os estudos no 9.º ano.

Fernando Alexandre explicou que Portugal tem, desde o final do século XIX, um rendimento de 70 a 75 por cento da média dos países europeus, o que não é fácil de manter. Usando a terminologia aplicada por um aluno, o docente referiu que «Portugal tem muitos “nabos”, mas também um conjunto significativo de pessoas que não são “nabos”».

O universitário argumentou que «os portugueses são pouco competitivos. Vêem a competição como negativa, quando é boa». «É preciso ter grandeza de espírito», declarou, embora reconhecendo que «se calhar, o problema
está mesmo no povo».

A próxima “Conversa Improvável” realiza-se no dia 31 de Março, a partir das 21h30, no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, e junta “Jornalismo e Poder”. O Café Blogue é uma iniciativa dos blogues Avenida Central, Colina Sagrada, Disputa, Fontes do ídolo, Mal Maior e Mesa da Ciência.

Sugiro também o excelente artigo de Pedro Romano no Comum Online: A LER AQUI.

É hoje!

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Mais Cultura no Espaço Pedro Remy

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O Espaço Pedro Remy continua a promover um programa cultural diversificado e de qualidade.

Na próxima Sexta-Feira, 22 de Fevereiro, é a vez do Quarteto de Hugo Alves subir ao palco daquele espaço invulgar para trazer sons do Jazz à noite bracarense.

Na Segunda-Feira seguinte, 25 de Fevereiro, é dia de Conversas Improváveis. História e Economia encontram-se em registo informal, ao sabor do Café Blogue. Os convidados desta segunda conversa são Fernando Alexandre, Professor da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, e Francisco Sande Lemos, Professor Jubilado de Arqueologia da mesma universidade. Entrada Livre.

Mais dois pedaços da Braga Qu'eu Gosto.

Café Blogue: Urbanismo & Saúde Mental

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Na noite de ontem, a casa maior da cultura independente de Braga encheu-se para a primeira das Conversas Improváveis. Num registo descontraído, o Professor Miguel Bandeira e o Dr. João Bessa cruzaram argumentos sobre Urbanismo e Saúde Mental: do stress como agente causador de patologia mental à solidão (e ao suicídio) potenciada(os) pelos (des)arranjos urbanísticos que temos; do medo como catalizador da paranóia consubstanciada na 'big brotherização' das nossas vidas à necessidade do planeamento como agente potenciador de saúde colectiva; da luz como promotora de sanidade mental aos fluxos de tráfego caótico e multiplicador de ansiedade; da Braga jovem e dinâmica, pensada como cidade-jardim, à Braga cinzenta e doente que se imola na destruição do património e do espaço públicos; no fundo, um roteiro sobre como a cidade nos pode tornar doentes mentais.

Correio do Minho atento ao Café Blogue

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Segunda é Dia de Café Blogue

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Conversas Improváveis: Urbanismo e Saúde Mental

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A primeira Conversa Improvável terá lugar no próximo dia 28 de Janeiro, pelas 21.30, no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, com um diálogo entre o Urbanismo e a Saúde Mental. Os convidados são Miguel Bandeira, Professor de Geografia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, e João Bessa, Médico Interno de Psiquiatria e docente da Escola de Ciências da Saúde da mesma universidade.

Para receber todas as informações sobre o Café Blogue no seu e-mail, envie uma mensagem com o assunto "subscrever" para cafeblogue@gmail.com. Poderá consultar todas as informações adicionais em http://cafeblogue.blogspot.com.

Conversas Improváveis no Diário do Minho

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Ano Novo, Avenida Nova

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Gerir esta Avenida não tem sido tarefa fácil. A partir de hoje (já ontem!), mais difícil será. O início da formação médica pós-graduada implica novas responsabilidades e novos desafios, a que responderei com a mesma entrega e motivação.

Apesar dos novos compromissos pessoais e profissionais, o blogue Avenida Central continuará a ser um palco de discussão em torno dos grandes temas deste Minho, num Portugal e num mundo em mudança. É, pois, com enorme prazer que vos anuncio duas novidades.

A partir do dia 28 de Janeiro, o blogue Avenida Central terá o segundo cronista residente
. Pedro Romano, estudante de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, aceitou o desafio de compor a «Avenida Marginal» todas as Segundas-Feiras. O autor do blogue O Número Primo junta-se a Vitor Pimenta, estudante de Medicina, e colaborador do Avenida Central desde Setembro de 2007.

Também a 28 de Janeiro, iniciam-se as Conversas Improváveis no Café Blogue, uma iniciativa promovida pelos blogues Avenida Central, Colina Sagrada, Disputa, Fontes do Ídolo, Mal Maior e Mesa da Ciência. Porque a discussão virtual não tem a alma da conversa viva em que o pulsar das ideias se sente no vigor das palavras entoadas e dos argumentos cruzados, os blogues minhotos descem à cidade para Conversas Improváveis em que se propõem conjugar temas tantas vezes desencontrados. Ao longo de seis meses, sempre na última Segunda-Feira de cada mês, pelas 21.30, três bloggers conversam com duas personalidades de áreas (mais ou) menos interligadas no quotidiano dos dias. As Conversas Improváveis do Café Blogue alternarão entre a Velha a Branca e o Espaço Pedro Remy.

Espero que continuem a apreciar esta Avenida.

Conversas Improváveis

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Como conjugar Urbanismo e Saúde Mental? O é que a História e a Economia têm em comum? Quais as relações entre Jornalismo e Poder? Porque é que Comércio e Cultura devem andar de mãos dadas?

Em breve.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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