A Arte da Guerra

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Como se sabe, a democracia madeirense não é bem uma democracia. Há um controlo completo dos meios de comunicação social por parte Governo Regional e existem alguns negócios que envolvem governantes e que são, no mínimo, duvidosos. O que é certo é que a Madeira se tem desenvolvido e isso é, em grande parte, obra dos Governos de Alberto João Jardim.

De qualquer modo, não será só pela obra feita que Jardim vence. O social democrata sabe que a guerra contra um inimigo externo reforça a coesão interna e aumenta a confiança no líder. E é isso mesmo que João Jardim permanentemente faz: instila o ódio contra o continente, queixa-se de tudo e de todos e vitimiza-se (está visto que os portugueses adoram a vitimização), fazendo renascer ciclicamente o estigma da colonização.

Pois bem, eu que não sou colonialista proponho que se acabem, de uma vez por todas, com os benefícios dos madeirenses relativamente aos resto dos portugueses. Que se acabem as entradas na Universidade Pública sem mérito, que se acabem os subsidiozinhos de insulariedade, que se acabem os impostos mais baixos, que se acabem as viagens mais baratas, que se acabe com o fantasma do colonialismo... E, se não se acabar com tudo isto depressa, que se transforme a Madeira no sexto País Africano de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

10 comentários:

  1. Deviamos era ter tanto como eles. Não quero o mal dos habitantes da Madeira, quero é ter melhor qualidade de vida.

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  2. Caro anónimo,

    Se todos tivessemos entrada facilitada na Universidade ninguém teria. O que não se compreende é o regime de privilégios.

    Eu também não quero mal aos madeirenses e tenho muitos amigos na Madeira. Não suporto é o discurso do colonialismo.

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  3. Pedro,

    Já sabes o meu repetido repúdio com a questão de "torne-se independente a Madeira". Posto isso é verdade que há uma latinização da política regional e se substituirmos os EUA por Lisboa, parece que os discursos de AJJ estão cada vez mais parecidos com os discursos de alguns líderes latinos. Até o entendimento da Democracia, na região, é cada vez mais latino.

    Cumprimentos,

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  4. P.S. Ao anónimo: Relembro que Democracia Representativa não é tentar aglomerar o máximo de transferências do exterior mas sim criar condições para que a região que represente crie riqueza de forma sustentada. Se todas as regiões fizessem o mesmo o país era ingovernável e ineficiente. Cumprimentos,

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  5. Caro Ricardo,

    Compreendo o teu repúdio. E, de facto, não posso deixar de comparar Jardim e Chavez sempre que os ouço ou vejo.

    Espero que a Madeira mude depressa.

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  6. Caro Pedro, o poder enquistado de Jardim encontra em leviandades destas o alimento que lhe garante a perpetuação. Se visitar o meu blogue, saberá onde me posiciono, como madeirense, no contexto político regional. Porém, e também como madeirense, não posso deixar de lamentar as suas sugestões, entre as quais a abolição de "subsídios de insularidade" e das "viagens mais baratas" Meu caro, sabe o que é viver numa ilha? De que viagens fala? Venha até à Madeira para sustentar as suas asserções. Para sair da Madeira, despendo, no mínimo, 60 euros. Noto, porém, que nem sequer me evado ao arquipélago, porque os 60 euros só me permitem roçar as areias voluptuosas do Porto Santo. Para chegar a Lisboa, qualquer madeirense desembolsa perto de 200 euros. Repito: 200 euros! E considera você que a Madeira desfruta de benesses neste capítulo?
    Sobre uma realidade que desconhece, evite resvalar para a demagogia.
    Saudações

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  7. Conheço bastante bem a realidade madeirense e mantenho tudo o que disse. Sabe porventura quanto tem que desembolsar um transmontano que vai trabalhar para o Algarve em viagens? E quanto tempo dispende para ir a casa?

    Porqie motivo hão-de ser privilegiados os estudantes da Madeira relativamente a outros de regiões bem mais deprimidas?

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  8. E quando despende um transmontano para chegar à fronteira mais próxima? Não me parece, com todo o respeito, que conhece bem a realidade madeirense. As culpas pelas debilidades do que florescem no Portugal profundo não podem ser assacadas à Madeira. Apesar de esconjurar os discuros separatistas de Jardim, não posso toletar, por probidade intelectual, que uma ilha e a sua população - até ao estertor do Estado Novo uma mera excrescência de Portugal - sejam fustigada quando se quer atingir um homem. Acha, por acaso, crível que os madeirenses abdiquem do seu aeroporto por solidariedade, uma vez que no norte do País, para além do Porto, não existe qualquer infrastrutura aeroportuária? Por favor, alguma lisura...

    Quanto aos estudantes, os insulares dispõem de maires facilidades devido às vicissitudes, amiúde castradoras, que caracterizam a vida insular. Porém, e não dispondo de um conhecimento profundo sobre os recessos destes privilégios, reconheço que existe alguma opacidade. Mas, atenção, os contingentes especiais abrangem as duas Regiões Autónomas.
    Saudações

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  9. caro Vitor Sousa,

    não se chateie. é um puto com um brinquedo novo. fala demais e julga que conhece o mundo. no fundo é apenas um pobre ignorante. há que ser compreensivo.

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  10. Vamos ao números para tentar meter alguma luz em cabeças demasiado obscurecidas pela propaganda dos media lisboetas.

    últimas contas regionais consolidadas fornecidas pelo INE (2004)

    - PIB per capita da Madeira 16,6 milhares de Euros;
    - Rendimento primário per capita (rendimento depois de descontado os pagamentos ao estrangeiro) 9,9 milhares de Euros;
    - Rendimento disponível per capita(redimento que na realidade fica em poder das pessoas depois de adicionadas as trasferencias por parte do estado e descontados os impostos pagos) 8,9 milhares de Euros.

    Conclusão: cada madeirense contribuiu com 1000 euros para o todo nacional. Os números não enganam. Só a má fé e a desonestidade intelectual pode sustentar o contrário.

    Fonte: Instituto Nacional de Estatística http://www.ine.pt

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