Avenida Central

Eleições em Angola [1]

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Impedido o trabalho da imprensa internacional, o caminho está aberto para todos os atropelos à Lei. A democracia já chegou a Angola?
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Avenida do Mal

Um Ano de Mal Crónico

Amanhã (e espero que não dê azar) contam-se 52 semanas com quase tantas Avenidas do Mal. E nada como celebrar com um festim do ego. Estou satisfeito e por aqui me fico no panegírico. Escrevi de tudo e sobre tudo, sobretudo também, com mais ou menos razão ou nenhuma, com mais ou menos estilo. Coisas chatas de ler, outras nem por isso. Outras que ninguém ligou nenhuma, mas escrevi ao sabor da pena, com toda a liberdade da Avenida Central. E agradeço ao Pedro as chaves desta que é uma das portas abertas da cidade de Braga.

E como é dia de aniversário, e de Arraial em Arco de Baúlhe, os leitores que me permitam, faço folga. Como tudo, também só se celebra o primeiro, o quinto, o décimo, os 18, os 25 os 50 e os 75, 100! Se os contar todos, por essa altura, a Avenida Central já deve saltar do ecrã.

Happy As A Pig In Muck

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Happy As A Pig In Muck
© AdamsWife

«Exciting countries get exciting acronyms, at least in financial circles. Fast-growing Brazil, Russia, India and China, for example, are called Brics, the very initials implying solid growth. Other countries are less fortunate. Take Portugal, Italy, Greece and Spain, sometimes described as the Pigs. It is a pejorative moniker but one with much truth.» [Finantial Times]

O facto de um jornal inglês utilizar o acrónimo PIGS (em português, porcos) para denominar o conjunto dos países da Europa do Sul (Portugal, Espanha, Itália e Grécia) não é suficiente para se inferir da bondade de todo um povo. Ainda assim, a arrogância e um intolerável complexo de superioridade que leva à menorização dos parceiros no projecto europeu, fazem parte da idiossincrasia e do modo de estar dos ingleses que eu detesto.

Contudo, apesar da infelicidade e mau gosto da expressão, este episódio está longe de se constituir como um incidente diplomático. Um país que acredita na liberdade de expressão não pode dar valor de heresia de Estado à opinião versada por qualquer opinion maker nas páginas de um jornal.

Ócios Que Valem a Pena...

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O Zine Ócio está novamente no ar com imagem completamente renovada. O Blogue de Tendências, Design e Cultura Urbana do Minho continua a ser uma pedra no charco de águas insalubres em que está transformada a cultura minhota.

A Linha É Tua

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Avenida Ideal

Capítulo 8: sagrado bairro, segunda parte

A crónica que escrevi na semana passada despertou uma interessante discussão que não merece ficar perdida nos arquivos do blogue. Por isso, em vez de responder nos comentários ao Fernando e ao Pedro, aproveito para lhes responder aqui. O Fernando questionava-se se "a pobreza é, sobretudo, uma questão económica", se seria "um simples não querer trabalhar", se a pobreza não é "uma doença do querer". O Pedro escrevia sobre a necessidade de se reformularem as políticas sociais.

A meu ver, a pobreza é, sobretudo, uma questão económica. Sobretudo, porque o que separa a pobreza da riqueza é o capital económico, mas apenas sobretudo, porque o capital económico é sempre influenciado por outros capitais não-económicos: capital cultural, capital social, etc. Aliás, o Fernando fala da pobreza como um estado contagioso, uma ideia que eu acho bastante interessante, mas que vou optar por não comentar aqui.

Por outro lado, não acredito que a pobreza seja esse "não querer trabalhar" que tantas vezes é apregoado. Considero, isso sim, que a pobreza é "uma doença do querer" e que este querer é provocado, muitas vezes, pelas mesmas pessoas que dizem que a pobreza é para os quem "não querem trabalhar". Se um pobre é aquele que vive abaixo do padrão médio estabelecido para determinada sociedade, penso que os números do Marco, que dizia existirem em Portugal cerca de dez milhões de pobres, não andarão muito longe da realidade, já que o padrão médio sobe todos os dias e está já fora do alcance de muitos portugueses. Mais uma vez, pouparei esta ideia para os vossos comentários.

Finalmente, as políticas sociais não são perfeitas e têm de ser repensadas. Concordo com o Pedro quando ele afirma que os subsídios podem ter efeitos contraproducentes, mas não concordo com a ideia de que estes efeitos contraproducentes se devem, exclusivamente, aos subsídios. As políticas sociais falham porque são, quase sempre, pensadas na vertical: de ricos para pobres.

Perdoem-me a ousadia, mas fará sentido a nossa democracia repudiar a xenofobia, quando as nossas leis são as primeiras a guetizar cidadãos portugueses?

Mesquita Machado Recandidata-se

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Os dados mais recentes confirmam que Mesquita Machado será candidato a um último mandato na Câmara de Braga. Depois de muitos avanços e recuos, a Câmara Municipal assume que o Túnel e Requalificação do Topo Norte da Avenida da Liberdade avançam e que as obras estarão terminadas num prazo de oito meses. Isto significa que tudo será inaugurado até 8 de Maio de 2009, mesmo a tempo das próximas eleições autárquicas.

Olhando para o ziguezaguear do processo, convém não esquecer que a súbita autorização da Administração Central (Ministério da Cultura e Igespar) contrasta com posições assumidas em situações análogas (quarteirão dos antigos correios ou Túnel de Ceuta no Porto), fazendo pairar todas as dúvidas sobre uma possível (provável?) destruição de mais património arqueológico do subsolo de Braga.

Por fim, não é expectável que o Partido Socialista tenha agendado o comício nacional da "rentreé" para Braga para anunciar a despedida de um autarca. Será bem mais provável que nessa data se assinale a recandidatura.

Joves Memórias, Na Serra da Falperra.

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Acontece no Minho [4]

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Troley Braga
© Museu da Imagem (envia recebida por e-mail)

Os Tróleis de Braga (1963-79)

[Sábado, 6 de Setembro, 21h. Velha-a-Branca, Braga]
«Numa época em que se questiona, cada vez mais, o uso massivo dos combustíveis fósseis, não só face à sua escassez mas, sobretudo, face aos maus desempenhos ambientais que revelam e aos seus custos que, inexoravelmente, continuam a aumentar, o moderno troleicarro tem vindo, progressivamente, a ser [re]implementado nos mais diversos locais por esse mundo fora – nomeadamente na Europa – , sendo amiúde preferido em detrimento de outras soluções que, sendo mais “tradicionais” são porém muitíssimo mais caras. Silencioso, limpo e, ademais, económico e fiável o moderno troleicarro é, efectivamente, um meio de transporte [para gente] inteligente: se não é o transporte do futuro é sem dúvida um transporte com muito futuro.»

Recital de Violino e Violoncelo

[Sábado, 6 de Setembro, 22h. Centro Cultural Vila Flor, Guimarães]
«Gerardo Ribeiro interpreta a famosa sonata A Kreutzer de Beethoven através da sua maestria e da sua enorme expressividade, acompanhado pela pianista Elsa Silva. Xavier Gagnepain junta-se a António Saiote e a Joan Lluna para nos oferecer duas pérolas da música de câmara desta formação – a enorme simplicidade da arte de Beethoven e a galanteria de Glinka.»

A colmeia humana entre Malthus e a Guerra das Estrelas
[Segunda, 8 de Setembro, 21h45m. Velha-a-Branca, Braga]
«A ideia é a de percorrer o já longo itinerário do pensamento científico ocidental que irmana a população e o território, através dessa disciplina científica que dá pelo nome cruzado de geodemografia (ou, demogeografia dependendo do ponto de vista) e que, curiosamente, tem recorrentemente sido vertida para opinião pública como um domínio de medos, perspectiva de catástrofes, senão, quantas vezes de antecipação de cenários mais ou menos apocalípticos.»

Braga por um Túnel [3]

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«As obras de prolongamento do túnel da Avenida da Liberdade, em Braga, arrancam na próxima segunda-feira. Depois de vários meses de atraso, aquela que é uma das obras mais importantes do actual mandato autárquico vai finalmente para o terreno. No entanto, o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) afirma que a obra só poderá realizar-se depois de concluída uma pesquisa arqueológica naquele espaço.» [Samuel Silva, Público]

O prolongamento do túnel da Avenida da Liberdade, em Braga, está a tornar-se numa autêntica novela mexicana. Depois de ter sido anunciado como a grande obra do mandato de Mesquita Machado, a empreitada foi adjudicada a uma empresa por um valor muito baixo em termos de mercado de construção civil, o que motivou a reclamação dos dois outros concorrentes.

Mais tarde, veio a saber-se que a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho estava a investigar desde Janeiro, secretamente, os vestígios romanos daquela área, o que implicaria adiar o início das obras por tempo indeterminado.

Por tudo isto, e sobretudo pela posição assumida pelo Igespar, será necessário olhar para o anúncio do Público com toda a prudência. Ainda que este momento seja extremamente oportuno para o comércio tradicional do centro (lembro que grande parte das obras decorreriam numa altura em que as novas grandes superfícies ainda não estão implantadas), a verdade é que ele é eleitoralmente inconveniente, uma vez que a sua construção dificilmente estaria concluída a tempo das próximas eleições.

Aguardemos, pois, os próximos capítulos da novela.

Dois Ponto Zero [3]

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A ler: Escândalo(s), por João Marques; O Factor Experiência, por Pedro Vieira; Em Tempos de Silêncios, por Paulo Gorjão.

Jornalismo!?

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O Sporting de Braga é o 68º clube do mundo e o 3º de Portugal no ranking da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS). Para o jornal (?) A Bola, o terceiro clube nacional melhor colocado no ranking simplesmente não existe... Percebemos a azia dos jornalistas do pasquim do Benfica por verem o seu clube ultrapassado pelo Sporting de Braga, mas se têm uma cédula profissional deviam tratá-la com mais respeito.

Houve por aí muito amante de Lisboa e dos seus clubes que se indignou quando falei do futebol mafioso que as rádios, as televisões e os jornais continuam a alimentar. Pois bem, aqui têm mais um capítulo.

Uma Viagem Para Ti, Um Voto Para Mim

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Não há Câmara Municipal nem Junta de Freguesia no Minho que não providencie uma viagem anual à Quinta da Malafaia (ou Santoínho) para os idosos e mais uns quantos lá da terra. Bem diz o povo que «não há jantares grátis» e, como se sabe, a festança, custeada a expensas do erário público, é uma excelente oportunidade para a promoção dos presidentes em exercício.

Confesso que não vejo grandes diferenças entre o caciquismo que se faz com ofertas de electrodomésticos e o que se faz com festarolas desta índole que, em meu entender, extravazam de sobremaneira as funções do Estado, delegadas no poder autárquico.

Deve o Estado financiar a viagem da senhora Y à Quinta da Malafaia? E porque não financia a viagem do jovem H ao Festival do Sudoeste? Ou do senhor X à Festa do Avante? Ou da senhora Z ao concerto da Madonna? Responda quem souber.

Liga Sagres: A Pressão Resolve [3]

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Penalti Sporting

Infelizmente nem todos têm nobreza de carácter para o assumir. Apesar da má qualidade da imagem, o pénalti é evidente.

Frase do Dia

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«As infecções urinárias podem ser causadas por bactérias, fungos, vírus e outros microorganismos.» [jornalista da RTP no Bom Dia Portugal]

A que outros microorganismos se refere o jornalista?

Liga Sagres: A Pressão Resolve [2]

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Injusto. O Sporting teve o mérito de marcar na única oportunidade do jogo, mas sai de Braga com o ónus de manchar o futebol nacional com um desfile de anti-jogo, de simulações de lesões e de falta de desportivismo desde o terceiro minuto da partida. Tudo com a complacência do árbitro Bruno Paixão que, depois de ter anulado um golo limpo ao Braga no jogo da época passada, se esqueceu de expulsar Hélder Postiga por tentativa de agressão e de marcar um penálti evidente sobre Meyong.

Paulo Bento é um treinador medíocre e a exibição do Sporting, inversamente proporcional ao resultado, é a imagem do treinador. Não me surpreende que hoje não fale de árbitros e, em sentido inverso, pressione a comissão disciplinar da Liga para castigar o Benfica precisamente no jogo contra os leões.

A contestação que se ouviu no Estádio Axa foi justíssima. Todavia, são gritos surdos perante um futebol mafioso que as rádios, as televisões e os jornais continuam a alimentar. Amanhã, nada disto constará das crónicas e reportagens dos brilhantes jornalistas portugueses, mas se fosse ao contrário...

Adenda - O Jornal de Notícias denuncia a mafia: «E para que a cara dissesse com a careta, também o árbitro foi mau. Bruno Paixão tem mesmo um dom especial para complicar. Marca faltas e faltinhas sem nexo, borrifa-se para a lei da vantagem, deixa passar faltas brutas e enerva toda a gente, jogadores, público... E ficou com as orelhas bem a arder quando deixou passar um penálti claro contra o Sporting, quando Hélder Postiga atropelou Meyong dentro da área. Ali mesmo em frente ao lance, Bruno marcou falta ao avançado do Braga.»

Adenda [2] - «
É fantástico que Bruno Paixão tenha descortinado uma falta ao Meyong.»

Adenda [3] - Quando o Paços de Ferreira faz anti-jogo e simula lesões, trata-se de uma ofensa ao futebol. Quando as equipas de Paulo Bento fazem o mesmo, trata-se de uma excelente forma de gerir o resultado. Brilhantes jornalistas desportivos, os nossos. Caciques do que todos sabemos: o futebol mafioso a norte e a sul.

Política Espectáculo

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2008 Democratic National Convention
© cqpolitics

O sucesso mediático de Barack Obama tornou as eleições americanas numa espécie de referendo à sua eleição. Pela forma como constrói e destrói ideias, mitos e heróis, a comunicação social merecia uma lição do voto popular. Temo tanto quanto não desejo que essa lição chegue com a derrota de Barack Obama.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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