Avenida Central

Podcasts

| 0 Comentários | Partilhar
A RUM disponibiliza os podcasts dos debates e das entrevistas aos candidatos às Câmaras de Braga e de Guimarães.

Chatices da Democracia

| 3 Comentários | Partilhar
A campanha de Mesquita Machado foi pautada por um fuga sistemática não só ao escrutínio das suas acções e omissões enquanto Presidente da Câmara neste mandato que cessa, mas também uma fuga ao debate sobre o futuro que se pretende para Braga.

A este propósito, é curiosa, senão mesmo escandalosa, a forma como o Correio do Minho deu a volta ao texto, num recente episódio: «As limitações que Mesquita Machado referiu relacionam-se com a sua actividade de presidente em exercício da Câmara Municipal de Braga. Daí que a sua participação na campanha eleitoral lhe deixe pouco tempo de sobra. Por isso não tem, praticamente, tempos livres.»

Eu que ouvi as palavras proferidas pelo próprio Mesquita Machado através da RUM sei que o que o CM noticia é um completa subversão da realidade. Daí, aliás, este nem sequer citar. O que o Mesquita Machado disse foi algo mais nesta linha: "Optei por dar prioridade aos munícipes. A Câmara Municipal não me deixa tempo livre. Por não ter tempo livre, não fiz campanha." Uma subversão seguramente consciente e deliberada, de tão gritante que é.

Mais do que arrogância, este momento simboliza uma total desconsideração pela democracia, pelos outros candidatos e, curiosa e ultimamente, pelos munícipes. Uma desconsideração que já tinha sido mais do que sugerida aquando das faltas aos debates, sendo este o culminar desta não-campanha.

Por muito que, para alguns, o seu passado tenha valor - aliás, o seu ou de qualquer outro candidato a eleições -, numas eleições está sempre em causa o futuro, um programa para os próximos quatro anos. Não basta plasma-lo numa folha de papel. Em quase qualquer outro município do país, semelhante conduta levaria a um resultado devastador. Seria incrível que conseguisse um mísero voto. Nem o próprio candidato se convenceria a si próprio, com tamanho desinteresse.

Em parte pela manutenção do status quo, em parte por um certo "clubismo" político, seguramente terá um resultado imerecida e injustificadamente expressivo. Quem quer que saia vencedor, Mesquita ou Rio, estou convencido que terá uma vantagem curta.

Nós somos um Rio

| 4 Comentários | Partilhar
Ricardo Rio Comicio Braga 2009

Assim reza uma das estrofes de um dos hinos do PSD. Isto pouco importa para o que se decide no próximo Domingo, mas serve para ilustrar um sentimento pungente na cidade de Braga.

Ao longo dos últimos seis anos, Ricardo Rio foi muito mais do que um candidato a um cargo autárquico. Quer se goste ou não se goste, o que é certo é que o trabalho de um homem, obviamente auxiliado por uma equipa valorosa, demonstrou como é fácil destruir um castelo de areia assente na baixa política, nas relações de favores e nas influências e negócios pouco claros.

O nosso concelho esteve anos demais fechado sobre si mesmo. Aqui se alojou um buraco negro que tudo sugou e que vem impedindo que uma cidade maravilhosa possa cumprir todas as potencialidades que se lhe reconhecem. Braga lembra a alegoria da caverna de Platão, vivemos anos a fio olhando para a parede, mas Ricardo Rio ousou olhar defronte para o sol. Felizmente não esteve só. Com ele, a par e passo, muitos outros bracarenses perderam o medo da luz. Hoje sobejam rabos de palha, controleiros aflitos por saber para que lado do barco se hão-de debruçar.

A mudança é uma realidade palpável, mensurável pelo grau de terror que assusta todas as ratazanas sedentas de uma Braga decadente, triste e amorfa, que troque a massa crítica pela massa verde, o ser pelo parecer, o augusta pelo "augustus". Não devemos nada a Ricardo Rio, note-se, o que ele fez deveria ser o padrão de um autarca dedicado, infelizmente bem sabemos que não é assim. Mas há algo que devemos a Braga e às gerações vindouras. Devemos-lhes a certeza de que a cidade que os viu nascer é dos cidadãos e não de uns barões de polichinelo, que de bracarenses nada têm.

Eu, como bracarense que sou, nascido e criado na terra que amo, estou certo de que acordarei na próxima segunda-feira com um novo Presidente de Cãmara e, certamente, um novo futuro.

Braga Vai Ganhar | 2

| 1 Comentário | Partilhar
«Braga é, em tudo, a Madeira do continente... e não deixaria, por isso, de ser irónico que fosse um candidato do PSD a pôr termo ao indecoroso rega-bofe socialista à moda de Braga...» [Ademar Santos]

Guimarães 2009: As Propostas

| 0 Comentários | Partilhar
Guimarães - Portugal por Francisco-PortoNorte.
© Francisco-PortoNorte

O blogue Memórias de Araduca, pelas mãos de António Amaro das Neves, tem dedicado alguma atenção às propostas eleitorais para a Cultura dos vários concorrentes vimaranenses, sendo uma óptima leitura para quem ainda não decidiu em quem votar. E para quem já decidiu também.

Capítulo 39: as eleições autárquicas, parte três

| 6 Comentários | Partilhar
(continua daqui)

Por outro lado, se Ricardo Rio apostou em mostrar-se, Mesquita Machado apostou em esconder-se. Primeiro o tabu sobre a recandidatura, depois o tardio anúncio da recandidatura e, finalmente, a recusa em participar nos vários debates com os restantes candidatos. Não deixa de ser curiosa esta estratégia, tendo em conta as mensagens de campanha dos três outdoors que Mesquita Machado espalhou pelo concelho nos últimos meses.

A primeira, "Muito Mais", com os "émes" a vermelho sugeriam proximidade: "Palavras para quê? Já me conhecem e já sabem o que tenho para vós", pensaria Mesquita Machado naquele cartaz de olhos arregalados e fixos nos cidadãos bracarenses; A segunda, derivações das frases "Diz o que faz. Mostra o que faz.", apresentava um presidente de câmara com obra feita e que não foge aos compromissos que assume durante a campanha. Parece aqui apontar subtilmente o prolongamento do túnel como prova do trabalho; A terceira, "Sempre Presente", afirma-o como um bracarense que não foge aos compromissos nem aos problemas. Esteve sempre no cargo e assim quer ficar, como dizia estes dias em entrevista televisiva: "Braga é a minha esposa e continuo apaixonado" (cito de cor).

Depois das polémicas sobre a Braval e o enriquecimento aparentemente injustificável de familiares e colaboradores de Mesquita Machado, a imagem do presidente da câmara parecia irremediavelmente abalada, podendo ter sido essa a razão do tabu em relação à recandidatura e do constante adiar do anúncio da mesma. Fica a impressão de que a concelhia socialista bracarense não teve outra alternativa a não ser apoiar a recondução de Mesquita no cargo. De notar, ainda assim, a inclusão de Vítor Sousa como número dois, sugerindo que o próximo mandato, se socialista, poderá ser repartido em duas etapas: a despedida do primeiro e a entronização do segundo.

Ora, se a imagem de Mesquita Machado, que já estava desgastada por mais de trinta anos de poder, ficou ainda mais com estas polémicas, a estratégia não podia ser outra: evitar os confrontos públicos com os outros candidatos e apostar em confrontos públicos com os cidadãos, seja directa ou indirectamente. Entre inaugurações e brindes, Mesquita Machado mostra-se sem se deixar ver.

Como a História do nosso concelho mostra, este jogo de esconde-esconde costuma dar resultados nas urnas. Falta saber é se a própria História não se reescreve Domingo, no tabelar constante da confiança que os bracarenses depositarão num ver sem saber bem o quê ou num não ver mas saber bem demais o quê.

_____
Peço desculpa pelo grande atraso da publicação da terceira parte, mas não foi possível fazê-lo antes.

Braga Vai Ganhar

| 16 Comentários | Partilhar
Fato e Gravata
© Direitos Reservados

Braga é uma autêntica cidade de betão. Os prédios proliferam como ervas daninhas que lhe consumem a graça e lhe corroem alma; o património histórico edificado é vítima da incúria e do facilitismo que o destrói e empobrece; o centro histórico esvazia-se pela ausência de coerência nas intervenções que se vão anunciando de forma avulsa; o comércio tradicional definha por manifesto abandono; o trânsito automóvel entope a cidade pela evidente ausência de alternativas ecológicas eficientes; as crianças crescem em jardins de betão, numa cidade em que o espaço verde é escasso e desqualificado; as freguesias rurais crescem desgarradas e sem qualquer projecto de desenvolvimento; o desemprego avoluma-se; a criminalidade aumenta.

Braga é uma cidade mergulhada no imobilismo e no isolacionismo, não havendo qualquer estratégia municipal consistente para enfrentar os desafios do futuro. Não é possível desenvolver a cidade enquanto a perspectivarmos entre a Rotunda do Santos da Cunha e a Variante do Fojo. Braga tem que assumir a liderança da região, empreitada falhada pelo exacerbado umbiguismo daqueles que nos governam ao longo destas décadas. A perda da Bracalândia, os erros cometidos a propósito da Capital Europeia da Cultura e o fracasso da mais que plausível candidatura a Património da Humanidade foram derrotas pessoais do actual Presidente da Câmara que muito prejudicaram os interesses da cidade.

Por tudo isto, porque gosto verdadeiramente desta cidade e porque confio na democracia, acredito que Braga vai responder afirmativamente ao apelo suprapartidário de mudança que lhe habita a alma desde há vários anos. Ricardo Rio tem conseguido congregar apoios à esquerda e à direita, no sentido de trazer a Braga uma nova esperança. É um imperativo democrático votar nestas eleições porque a democracia não é compatível com a cristalização do poder num único partido ou numa única pessoa. O futuro é já no próximo dia 11 de Outubro e, aconteça o que acontecer, Braga vai ganhar.

Dois Ponto Zero | 31

| 1 Comentário | Partilhar
A ler: Juntos Conseguimos, por Sérgio Gonçalves; Rádio acusa PS/Braga de "boicote", no Diário de Notícias; ora bem, o casamento católico visto pela sic-not, por Fernanda Câncio.

Braga 2009: Ricardo Rio a Subir

| 34 Comentários | Partilhar
2006_braga_CMB
© VRfoto

No dia em que se conheceram duas sondagens para as eleições do próximo Domingo em Braga, Ricardo Rio lidera uma em situação de empate técnico e Mesquita Machado lidera outra com margem confortável.

A Eurosondagem atribui a vitória a Mesquita Machado com 44,8 a 49% dos votos, enquanto Ricardo Rio obtém 35 a 38,8%. A sondagem tem uma margem de erro de 4,25% e contou com 530 entrevistas. Contudo, esta sondagem foi realizada nos dias 1 e 2 de Outubro, antes da polémica recusa de Mesquita Machado em participar nos debates com os outros candidatos.

Na sondagem da IPOM, Ricardo Rio lidera as intenções de voto, embora a diferença entre os dois candidatos mais votados seja inferior à margem de erro do estudo, pelo que é correcto falar-se numa situação de empate técnico. Esta sondagem foi realizada nos dias 5 e 6 de Outubro, através de 794 entrevistas e tem uma margem de erro de 3,5%.

Braga 2009: As Sondagens da Eurosondagem

| 4 Comentários | Partilhar
Em 2005, a Eurosondagem realizou uma sondagem para as autárquicas no concelho de Braga em que previa uma vitória de Mesquita Machado com 50% dos votos contra 33% da Coligação Juntos por Braga. Contudo, os eleitores não lhe fizeram a vontade e o resultado foi de 45% versus 39%, uma diferença inferior à estimada pela Eurosondagens em 11%!

Em 2009, o cenário repete-se. Quando todas as sondagens apontam para uma situação de empate técnico entre Ricardo Rio e Mesquita Machado, a Eurosondagem volta a apresentar um estudo que garante uma vantagem de 6 a 10% para o PS. Contudo, esta é uma sondagem em que não dá para acreditar.

A quem serve a Eurosondagem afinal?

Viana 2009: PS Lidera Sondagens

| 2 Comentários | Partilhar
Antigos Paços do Concelho, Viana do Castelo
© ivogomes

A sondagem Intercampus para a TVI e o Rádio Clube prevê a vitória do candidato socialista José Maria Costa com 48,9% dos votos contra 40,5% da Coligação Juntos Por Viana que reúne PSD e CDS-PP. A CDU atinge os 5,5%, enquanto o Bloco de Esquerda segura 3,9% dos votos. Esta sondagem foi realizada entre os dias 3 e 6 de Outubro por simulação de voto em urna fechada.

Braga 2009: Evidências

| 13 Comentários | Partilhar


Mesquita Machado disse ao Correio do Minho que «Ricardo Rio certamente não conhece as contas da Câmara e deveria conhecer.» Veja o vídeo e retire as suas próprias conclusões.

A Fraude dos Votos no Estrangeiro

| 7 Comentários | Partilhar
No dia em que se conheceram os votos dos portugueses residentes no estrangeiro há uma reflexão que se impõe. Apesar do PS ter sido o partido mais votado com 9.135 votos, o PSD, com os seus 8.706 votos, elegeu três vezes mais deputados (3 do PSD contra 1 do PS). Esta situação é a face mais insólita de um sistema eleitoral verdadeiramente decrépito.

Se tivermos em conta os votos registados no território nacional, verificamos que o PS elegeu um deputado por cada 21.548 votos enquanto ao PSD bastaram 21.103 votos para eleger cada mandato. Os pequenos partidos necessitaram de um esforço maior: o CDS-PP só elegeu um deputado por cada 28.188, a CDU por cada 29.745 e o Bloco de Esquerda precisou de mais de trinta mil votos (34.818) para eleger cada um dos seus parlamentares. Saliente-se que apesar de ter conquistado 52.632 votos, o MRPP não elegeu nenhum deputado.

Sem prejuízo da reforma profunda que é inevitável fazer-se, penso que a questão dos emigrantes se resolvia facilmente com a distribuição dos seus votos pelo último círculo eleitoral onde residiram em Portugal. Seria mais justo e evitaria as distorções que agora se denunciam.

O Rei Vai Murcho | 3

| 6 Comentários | Partilhar
Ao que parece, houve uns miúdos que quiseram repetir a graçola do Darth Vaders de Lisboa e colocar uma bandeira monárquica no mesmo local onde havia sido hasteada a bandeira da República Portuguesa no saudoso 5 de Outubro de 1910. Ironicamente, as cópias nortenhas e contrafeitas dos promotores lisboetas da causa monárquica colocaram a bandeira no edifício errado.

Se estivessem quietos, estes miúdos teriam evitado mais uma anedótica exposição dos monárquicos portugueses e, acima de tudo, teriam poupado Guimarães ao ridículo de andar a reboque de Lisboa também na causa monárquica. Façam como diz o Carlos e rasguem o protocolo de vez.

Res Publicae – “Coisa Pública”

| 6 Comentários | Partilhar
Proclamação da República Portuguesa 5 de Outubro

Inicio a crónica semanal “Futura Avenida” sem deixar de aproveitar a actualidade. Ontem comemorámos 99º Aniversário da Implantação da República, ao mesmo tempo que está em curso a campanha eleitoral para as Autarquias. Ora estes são dois temas que estão associados.

Ontem, em Fafe, o Presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (Artur Santos Silva) defendeu que estas comemorações devem inspirar a sociedade para a renovação cívica, assente numa ética republicana do século XXI que reforce a cidadania e a devoção pela causa pública.

Diria que temos de aproveitar estas comemorações para reflectirmos sobre a forma de credibilizar as instituições da República e os seus agentes, reforçando sempre a democraticidade, a cidadania, o mérito, a transparência e a qualidade. Penso aliás, que um bom exemplo a seguir é o do político Barack Obama.

Quero que no futuro da República (re)surjam mais políticos que lutam pelas suas convicções e projectos, como foram os políticos Mário Soares, Sá Carneiro e Cunhal, usando a comunicação para ouvir, mas também para convencer os restantes concidadãos, e não o contrário.

E considerando que imagem da República é uma mulher ostentando um barrete frígio, que simboliza a Liberdade, e uma vez que a Lei da Paridade está totalmente instituída, só podemos esperar por uma República com novas protagonistas que possam dar contributos diferentes e dar um olhar diferente à democracia.

Este é um desafio que a geração do pós-25 de Abril (da qual me incluo) deve assumir e deve liderar. Diria mais, tem a responsabilidade de assumi-lo. Mas para isso é necessário pensar e debater que Futura Res Publica queremos e posteriormente agir. Sem esquecer que fruto da limitação de mandatos, em 2013 forçará uma renovação semelhante à que foi provocada pelo 25 de Abril e esta acção exigirá iniciar esta reflexão depois das eleições autárquicas. E a reflexão que falo é da renovação cívica, assente numa ética do século XXI, que credibilize as várias instituições juntos dos cidadãos e os provoque a participarem.

A Que Se Obrigam os Candidatos?

| 4 Comentários | Partilhar
Programas dos partidos candidatos à Câmara Municipal de Braga, por ordem alfabética:

BE (João Delgado) aqui
CDU (Rodrigues Dias) aqui
Juntos Por Braga (Ricardo Rio) aqui
MPT (Miguel Brito) não está disponível online
PS (Mesquita Machado) aqui

ADENDA EM 2009-10-07
Miguel Brito disponibilizou o programa aqui

Comício Histórico em Braga

| 8 Comentários | Partilhar
Comício Juntos por Braga

«Debaixo de chuva incessante, Ricardo Rio recebeu ontem um banho de multidão, no arranque para a última semana de campanha autárquica em Braga. A tenda gigante colocada no centro da Avenida Central foi pequena para toda a gente que se juntou ao comício da coligação PSD/CDS/PPM. O candidato à câmara fala num "momento histórico de libertação" da cidade.» [Público]
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

Pesquisar no Avenida Central




Subscreva os Nossos Conteúdos
por Correio Electrónico


Contadores