Da Mulher de César | 3

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Domingos Névoa, empresário bracarense condenado por tentativa de corrupção, foi nomeado para a Presidência do Conselho de Administração da Braval, uma empresa intermunicipal de recolha e tratamento de lixo. O Bloco de Esquerda reagiu com veemência, exigindo a destituição do dono da Braga Parques, mas o PS desvalorizou o assunto.

Entretanto, Manuel Alegre e os restantes partidos da oposição (mais João Cravinho e Saldanha Sanches) vieram à praça pública apelar ao afastamento de Domingos Névoa da Braval. Todas estas pressões levaram o Ministro Santos Silva a isolar politicamente Mesquita Machado, tornando insustentável a manutenção do dono da BragaParques na liderança daquela empresa intermunicipal.

2009 está a ser um annus horribilis para Mesquita Machado. Depois das notícias sobre os negócios da autarquia com familiares do Presidente e do polémico arquivamento das investigações, o edil bracarense incendiou o mundo desportivo com suspeições sobre a alteração da nomeação de um árbitro para o jogo do Braga com o Benfica. Apesar disso, o autarca não compareceu nas inquirições e o processo acabou arquivado com o Sporting de Braga condenado.

À medida que as polémicas se somam, Mesquita Machado parece ter-se tornado incapaz de deter a erosão da popularidade entre os bracarenses. Ainda sem candidatura assumida, o autarca deve estar a fazer contas às hipóteses de renovar mandato, sendo certo que as pressões do sector da construção civil podem revelar-se decisivas para a decisão final.

3 comentários:

  1. A Roma portuguesa começa a arder.Quem foi o incendiário?Não acredito que foi o empreiteiro-mor do reino.Ele até nem se"afiambrou"ao lugar.

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  2. faltou referir a idiotice de se ter posto de fora da entidade de turismo armado em típico bracarense quinta coluna do centralismo. provavelmente andou a ler certos blogues de referencia .->

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  3. Desculpa Pedro, mas hoje não concordo nada contigo.
    Este assunto do Névoa já cheira mal e embora não seja um defensor do Francisco Mesquita Machado, acho que ele foi a única pessoa que não se meteu ao barulho e se manteve afastado da confusão.
    Parece que vou ter que me habituar a estas coisas do dizer mal por tudo e por nada, verdades e mentiras, porque está na moda em Portugal.

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