Do Surto de Gripe

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A decisão de equacionar o adiamento das cirurgias não urgentes para melhor responder ao surto de gripe é correcta. Sabendo-se que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem recursos humanos, logísticos e financeiros limitados e que o binómio 'promoção da saúde/combate à doença' é a pedra basilar da sua missão, parece justo e lógico que o critério da seriação para atendimento dos doentes assente na gravidade dos sintomas e/ou da patologia. Estes são os valores que felizmente têm presidido ao funcionamento do SNS e não vejo como seria possível funcionar de outra forma.

Não posso concordar com João Miranda quando fala em «sistema de valores pervertido» para qualificar a triagem de prioridades de acção. Num país que assume a prestação de cuidados de saúde como universal e tendencialmente gratuita, a missão do SNS está longe de se enquadrar nas filosofias de funcionamento e gestão das empresas de restauração.

3 comentários:

  1. Muitas vezes poderia acelerar-se a consultas face nomeadamente a surtos concretos, tipo gripe, em que a medicação é xapa 3, mas o problema é o risco de erro no diagnóstico, que gera cada vezes mais consequências nefastas para os médicos, o que leva a arrastar o tempo de consulta...
    Ás vezes atender como no restaurante, tipo comida fria e café gelado, também agilizava...
    Mas isto é lirismo...Toda a gente está à espera de um erro médico para protestar e pedir indemnizações e eles, então, têm que se defender...

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  2. Viva Pedro,

    Vai uma aposta que o próximo grande surto de gripe é já na próxima sexta-feira, numa correria desenfreada para obter o milagroso atestado médico?

    Quando à decisão de adiar cirurgias não-urgentes para fazer face ao "surto", nada mais a dizer a não ser: apoiado!

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