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Esta entrevista desvenda mais alguns bons motivos para se escolher a Universidade do Minho para estudar ou trabalhar.

26 comentários:

  1. Parabéns a quantos, vindos parar à capital do Minho ou daqui saídos para o Mundo, dão cartas nos seus "métiers".
    Parabéns à Universidade do Minho e quantos dela fazem uma referência nalgumas áreas do saber. Nem todos, é certo. Mas o saldo parece-me positivo.

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  2. Sim, quem quiser algo na área da Saúde, é na Uminho... já que o orçamento vai todo para lá. Nisso tens razão. Mas também é normal que não tenhas essa - a - perspectiva de quem não andou em Medicina...

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  3. Caro JLS,

    Lamento a tua profunda desinformação. Agradecia que trouxesses dados credíveis para a discussão e que não lançasses esse tipo de insinuações que, ainda por cima, são falsas.

    Quanto é que recebe a Escola de Ciências da Saúde em 2007? E em 2008?

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  4. meus amigos, também tenho o tico e o teco a funcionar, aliás até consigo escrever em português e sei ler uma receita médica escrita em inglês e não tive que frequentar a Um. Pode não parecer, mas o Ensino Superior em Braga não é um exclusivo da UM. Adorei as Humanidades da FacFil/Católica.
    Beijinhos

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  5. Caro(a) anónimo(a),

    Alguém disse que era?

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  6. Concordo com JLS! Enquanto para alguns há sempre financiamento, para outros esse nem se vê, designadamente as áreas das ciências sociais! Pelo menos o meu curso tem um leque de professores reduzido ao mínimo dos mínimos!
    Mas mesmo assim a Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho (ECS-UM) e a investigadora no Instituto de Ciências da Vida e Saúde (ICVS)merecem os nosso elogios.

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  7. Por favor fundamentem as vossas afirmações sobre financiamento.

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  8. «Por favor fundamentem as vossas afirmações sobre financiamento.»

    Não precisas disser isso, basta ver a importância que se deu ao vosso curso no seio da universidade desde a sua criação.

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  9. Caro(a) E.

    Essa impressão a que alude é coisa distinta de se dizer que os fundos são desviados para a ECS, o que, aliás, é manifestamente falso.

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  10. «Essa impressão a que alude é coisa distinta de se dizer que os fundos são desviados para a ECS, o que, aliás, é manifestamente falso.»
    Não sei se os fundos são desviados, mas que vocês têm condições que uma grande parte dos cursos não tem, isso é verdade. Quer seja o vosso edifício e os equipamentos para docência/investigação que muitos cursos deviam ter e não têm! Não sei se conheces bem os outros cursos, mas pelo menos no meu o quadro docente como já aduzi é muito reduzido e as verbas para actividades extra-curriculares nunca as vemos. Talvez seja essa a sina dos cursos com poucos alunos e pouco valorizados pela reitoria e a sociedade!
    Não julgues que tenho nada contra a ECS, só penso que todas as áreas de conhecimento da UM deviam ter esse patamar de excelência e reconhecimento que a reitoria sempre vos depositou!

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  11. Caro Pedro,

    Contra factos não há argumentos. Não sei quanto é que a ECS recebe no papel. Sei que o investimento por aluno é verdadeiramente obsceno, quando comparado com qualquer outro curso. Por exemplo, sei que até os alunos de LEI/LESI ficaram durante anos a anhar enquanto os meninos de medicina tinham um PCzinho novo para cada um. Sei que tem-se adiado o investimento nos bares do CP1 e CP2 e o bar da ECS é o que é, serve o que serve e serve quem serve - porque não é um edifício onde qualquer pessoa possa entrar.

    Sei que a Escola de Direito já existe à cerca de 15 anos e o edifício começou a ser construído depois do de Medicina e encontra-se (ou encontrou-se até à pouco tempo) embargado. Medicina teve 6 anos sem edifício, é certo, mas nem por isso deixou de receber um investimento fortíssimo. Disso há hoje sinais, há resultados. Tu és um deles. O que referes no psot é outro sinal e a ECS é hoje, certamente, bastante prestigiada.
    Nisso nada a dizer. Souberam aproveitar.
    Mas Pedro, a desproporção de investimento para com outros cursos é brutal... Se a ECS recebe "por fora" investimentos directos de empresas, não sei. Sei que ECS anda de Ferrari e o resto da Universidade anda de Fiat 500. Se pode ser dificil fazer uma comparação com Ciências Sociais, com as tecnológicas, como LEI essa comparação pode ser feita de forma bem objectiva.

    Sei que a Biblioteca está para ser expandida à anos. A Escola de Psicologia até já saiu de lá, mas essa parte do edifício está vazia. Certamente à espera de investimento. Sei que a Biblioteca continua a fechar às mesmas horas e só com o investimento ocasional da AAUM é que o horário é alargado.

    Em comparação, a ECS foi beneficiada, não se pode ter duvidas disso. Se a ECS recebesse investimento ao mesmo rtimo que todas as outras escolas e todos os outros serviços da UM recebem, não teriam o que têm hoje. Talvez não tivessem também o prestígio que tão rapidamente adquiriram e por isso merecem, os responsáveis, os parabéns. Não terão feito mais do que a sua obrigação.

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  12. «Em comparação, a ECS foi beneficiada, não se pode ter duvidas disso. Se a ECS recebesse investimento ao mesmo rtimo que todas as outras escolas e todos os outros serviços da UM recebem, não teriam o que têm hoje. Talvez não tivessem também o prestígio que tão rapidamente adquiriram e por isso merecem, os responsáveis, os parabéns. Não terão feito mais do que a sua obrigação.»
    Percebe Pedro o que queremos disser, é que a ECS parece uma unidade de elite, de topo, quando comparada com o resto da universidade, ainda mais quando nos últimos anos esta tem vindo com carências orçamentais!

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  13. 1. A ECS é uma unidade de topo dentro da Universidade do Minho - estamos de acordo. O que foi conseguido foi à custa das verbas a que a ECS tinha direito. Os responsáveis pelos resultados são, portanto, os seus dirigentes e não os supostos desvios de verbas de outros projectos.

    2. A questão do edifício deriva de uma opção de financiamento governamental e não de redistribuição de verbas dentro da Universidade.

    3. A ECS não recebe mais verbas do que aquelas a que tem direito. Pelo contrário, deveria receber mais se a distribuição fosse feita pelo número de alunos e tendo em conta o ratio docente/aluno preconizado pelo MCT.

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  14. «3. A ECS não recebe mais verbas do que aquelas a que tem direito. »

    Não sei se tinha ou não direito a tudo o que recebeu, mas não questiono que esteja a receber mais verbas do que aquelas a que tem direito. Questiono sim que as outras escolas estejam a receber aquilo a que têm direito.

    E não fales em rácios... a Escola de Direito tem cerca de 900/1000 alunos. Descontando os que usufruem de bolsas e acrescentando pós-grads, cursos avançados, mestrados e doutoramentos, só esses alunos contribuem com cerca de 1 milhão de euros por ano de propinas. Se bem te lembras, as propinas servirão para "acrescentar" valor. Não devem servir como base.

    Também referes que a ECS foi paga pelo governo central. Acredito que sim. Mas porque não são as outras?

    Acreditas genuniamente que as outras estão a receber aquilo a que têm direito? Quem observar de fora até pensará que sim. Que outra universidade constroi um driving range de golfe?

    De qualquer modo, eu lancei esta questão porque promoves a Uminho como um bom local para estudar ou trabalhar... e acredito sinceramente que estás equivocado. Por exemplo, pergunta aos muitos jovens investigadores, também das áreas das ciências, o que eles acham sobre isso. Pergunta-lhes o que acham dos contratos e das condições que têm. Mas uma coisa é certíssima, a UM vende muito bem o seu peixe.

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  15. Ainda gostava de saber o que é que vocês estão a discutir. Dinheiro ou qualidade de formação? Além disso, o que sabem vocês disto? Acham mesmo que têm alguma informação sobre a organização secreta que é a nossa universidade?

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  16. Olá Pedro,
    Antes de mais devo dizer-te que conheci o teu blog ontem através de um link no site do público. Parabéns, tens aqui um blog muito interessante acerca da cidade de Braga, da qual muito gosto, apesar de ter os olhos abertos a tudo o que de mal aqui se faz.

    Quanto a este tópico, não consegui calar.
    Eu fui estudante de estágio no ICVS ainda antes do novo edifício e já aí se notava desproporcionalidade nas condições e políticas dessa escola/instituto relativamente ao resto da universidade. Cheguei a ter que fazer algumas "visitas" ao departamento de Biologia e não há comparação possível (saliento mais uma vez que ainda não havia o novo edifício, agora deve ser bem mais notório).
    Concordo plenamente com os outros leitores em que a ECS/ICVS estão a receber condições que mais ninguém na UM tem, não sei se por culpa do governo ou da universidade. Mas tive já informações de pessoas directamente envolvidas na gestão da universidade que afirmam que foi retirado dinheiro a outros departamentos para construir o novo edifício da ECS (salvaguardo aqui a possibilidade de esta mensagem ter sido exagerada). Como consequência, este instituto tem mais do que obrigação de se distinguir dos outros da UM nos resultados que obtém, e efectivamente tem-no feito.
    Não escolheria a UM para trabalhar. Estive no ICVS e não gostaria de voltar porque considero que (praticamente) toda aquela escola (professores, investigadores, os próprios estudantes de doutoramento...) ficou a achar-se superior ao resto do mundo (seja esse mundo o Mundo, o País, a Cidade, a UM, conforme as pessoas) quando na realidade não o é. Os próprios alunos são incentivados a sentir-se mais que os outros desde que lá entram, porque têm condições excepcionais, porque têm um tutor que toma conta deles, no fundo porque são tratados como uns reizinhos. Apesar de os alunos de medicina serem de um modo geral vistos como uma elite, não me parece que esta diferença seja tão acentuada noutras universidades.
    Além disto, acho que, de um modo geral na investigação da universidade (e verifiquei isto no grupo onde estive), os professores estão demasiado ocupados em tomar conta dos alunos e em preparar cursinhos e em parecer "bem" (isto particularmente no ICVS) do que em fazer investigação. Isto não acontece tão acentuadamente nos institutos de investigação do Porto e Lisboa que são um pouco mais independentes da universidade. E estes têm, na minha opinião, uma investigação de melhor qualidade.

    Aqui há pouco tempo cheguei a considerar voltar para a UM, mas só a ideia dá-me a volta ao estômago. Tentarei adiar isto o mais possível, se possível até ao infinito...

    Atenção que eu gosto muito de Braga, e reconheço qualidades à UM, que soube crescer em tão pouco tempo de vida. Talvez tenha crescido depressa demais e isto lhe esteja a subir à cabeça. Gostaria muito de poder elogiá-la mais e vê-la como tu vês, até porque me permitiria voltar a "casa", infelizmente não consigo.

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  17. «Ainda gostava de saber o que é que vocês estão a discutir. Dinheiro ou qualidade de formação? Além disso, o que sabem vocês disto? Acham mesmo que têm alguma informação sobre a organização secreta que é a nossa universidade?»

    Simplesmente que a UMinho é muito recomendável para quem pretende ir para a ECS, mas claramente não tão recomendável para quem quer ir para outra Escola.

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  18. Quando vejo nos media publicidade cientifica, avanços na investigação, novas drogas, tratamentos etc., fico sempre abespinhado. Desconfio que alguém quer vender produtos, tem amigos jornalistas ou somente quer reconhecimento inter pares.
    Pergunta:
    Em relação às outras escolas nacionais a ECS tem mais artigos citados?
    Tem mais doutorados?
    Tem mais "prémios"?
    A relação custo/aluno é igual a outras escolas?
    Dos recém formados quantos foram (comparativamente com as outras escolas) convidados a trabalhar ou colaborar com o resto do Mundo?
    Quantos dos que estão na ECS sairiam se fossem convidados mesmo a nível nacional?

    Fica bem o bairrismo escolástico mas não seja saloio ao ponto de publicitar coisas normais e "banalidades". Tentar fazer o melhor é o mínimo das obrigaçoes de qualquer mortal.

    Toninho Regadas

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  19. Regadas,
    Concordo e acrescento:
    Quantos dos que constantemente elogiam a sua instituição (neste caso a ECS/ICVS) já conheceram a realidade de outras instituições, nacionais e/ou estrangeiras?

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  20. Moisés Martins:
    “Não há condições para se ter ideias nenhumas”

    Presidente do ICS crítico quanto ao processo de adopção do novo regime de gestão das Universidades pela UM

    No âmbito da tertúlia dedicada ao debate sobre as estratégias de desenvolvimento seguidas pela Universidade do Minho (UM) perante o novo regime de gestão das Universidades proposto pelo Governo, Moisés Martins foi bastante crítico para com a acção da Reitoria em todo o processo. O presidente do Instituto de Ciências Sociais (ICS) comentou a aparente “unanimidade” em torno da aceitação do modelo proposto e a ausência de discussão sobre o tema.



    Moisés Martins aludiu à falta de debate em torno das questões fundamentais na UM. Foto: Rosa Azul
    A propósito da mudança na gestão dos estabelecimentos de Ensino Superior, Moisés Martins lamentou a falta de debate dentro da UM. “Hoje, o debate é dificultado a partir de cima. É um debate que eu vejo que deveria ter outras condições de existência”, sublinhou o docente.

    O sociólogo lamentou a insistência no modelo matricial de organização da UM que, embora possa ter servido num momento inicial, deixou de ter utilidade para a universidade minhota, uma vez que “exacerbou o seu funcionamento autoritário”, trazendo com isso “problemas seríssimos”: “A Universidade é a casa das ideias, mas vejo que não há condições para se ter ideias nenhumas”.

    Um dos principais problemas deste modelo matricial é, para Moisés Martins, a “vasta fragmentação das escolas, de grandeza diversificada”, situação que favorece as escolas maiores que “sempre fizeram o que quiseram”.

    Para alterar este estado de coisas, devia-se, no entender do académico, “reconfigurar a matriz de modo a estabelecer equilíbrios que ela não tem”, sustenta o docente, dando o exemplo da reformulação dos cursos do ICS aquando da entrada de Bolonha, ao referir que se perdeu uma oportunidade para apresentar uma reestruturação mais alargada dos cursos. Moisés Martins acrescentou que dizer-se que a transição foi feita de acordo com o modelo é “risível” pois fez-se “tudo menos isso”.

    O tributo que se paga à virtude
    Moisés Martins reconhece alguns aspectos positivos do modelo proposto, como a partilha de recursos entre as Escolas. Porém, não deixa de considerar que o uso que se tem dado “ao modelo tem sido cada vez mais retórico. Muitas vezes há a ideia do modelo matricial quando importa fechar o debate.”

    “O modelo matricial é o tributo que o vício paga à virtude. É do vício que vivemos”, argumentou o presidente do ICS.

    O candidato derrotado nas últimas eleições para a Reitoria deu ainda conta do papel menorizado a que têm sido votadas as Escolas e Institutos da UM: “Deveriam servir as Escolas para apoiar os projectos pedagógicos. Mas, damos conta de que as Escolas têm sido formalmente esvaziadas em competências. O funcionamento democrático interno não tem poder efectivo.”

    Preocupações com o novo modelo
    Na tertúlia também esteve o professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto – e membro da Assembleia Estatutária da Universidade Técnica de Lisboa –, José Ferreira Gomes, que alertou para o perigo da “introdução de um regime de governo de topo” das universidades.

    “O que se cria é uma instituição que existe para fazer serviço público – as universidades são propriedade do Estado. O Estado entendeu que o serviço público com dinheiros públicos era melhor gerido se mantivesse autonomia face à hierarquia do Estado, mas que funcionaria melhor se tivesse um conselho geral que representasse o interesse público. O Conselho Geral pretende governar a Universidade”, salientou Ferreira Gomes.

    Que papel para as Universidades?
    O Director da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico do Cavado e do Ave (IPCA), Luís Moutinho, preferiu levantar questões relativas aos objectivos que se pretendem com a reforma: “Que é que queremos atingir? Queremos ser bons em quê? Qual o papel que nós poderemos fazer dentro de um sistema?”

    O dirigente levantou a questão da “cooperação ou interdependência” das universidades. “Existem muitas áreas em que sabemos que aquela não é a nossa área de interesse. É para mim impensável que o IPCA se preocupe com física atómica. No entanto, é quase inconcebível para mim que exista uma unidade de Ensino Superior de saúde na UM, que eu tenha um curso de Informática da Saúde e que o nosso contacto seja nulo.”

    Luís Moutinho antevê o desafio principal: “Ou a instituição [a UM] se organiza de maneira a responder a tudo aquilo que lhe é pedido – ao nível da organização interna – ou não vai responder a tudo aquilo que a sociedade pede de si. Tem de procurar a sua natureza, a sua forma de intervenção.”

    Sobre o novo regime proposto pelo Estado, Luís Moutinho sublinha a “cegueira” do mesmo em relação ao “modelo cultural das pessoas a quem este sistema é suposto aplicar-se.” “Quando se fala do papel das entidades externas nas universidades, esquece-se que esses modelos funcionam bem em países onde essa cultura é diferente – como os Estados Unidos – pois dentro dessas culturas é comum que a participação nas universidades seja muito grande”, sublinhou.

    No painel esteve também o docente do Departamento de Engenharia, Joaquim Neves, que lançou um alerta: “o sistema [de gestão das universidades] está desactualizado”.
    17/04/08
    Phillipe Vieira
    (http://www.comumonline.com/index.php?option=com_content&task=view&id=1092&Itemid=78)

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  21. Sr. Pedro... Hoje está particularmente activo por sinal... gostava no entanto que fizesse seu o conceito de fundamentar afirmações.
    Fica no entanto, que neste caso em particular, a sua defesa à ECS é particularmente forte.

    A verdade é que "de crise em crise" a ECS parece estar a ser claramente beneficiada, até pelas afirmações que faz (que parecem ser de quem bem conhece a causa).

    Não é preciso pesquisar muito para verificar o abandono da Escola de Engenharia.

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  22. Senhores o Ensino "tendencialmente gratuito" é hoje uma quimera em alguns cursos, as propinas são caras, já excluem muitos jovens do ensino superior, e alguns cursos não necessitam de laboratórios ou pesquisa, caso de Direito.Daí ser possível, direi desejável em Braga uma Universidade Privada ou mesmo a católica, com este e outros cursos, a preços compatíveis com os praticados no ensino público.Faz falta em Braga este tipo de ensino, até porque se derem conta, vai mal este Curso na UM, as polémicas continuam e os alunos são e serão as vitimas.

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  23. A UM é uma instituição respeitável e apenas se lamenta factos como agressões e perseguições, como as noticiadas relativamente a determinado Curso.Os apoios são carreados para quem os merece e ninguém dúvida Medicina está no topo.Tratamento Vip, talvez e justificado.Quanto aos outros cursos, façam pela vida e demonstrem nas horas dificeis, a vossa revolta.Parem de bater palmas e encher auditórios, para agradar aos Docentes.Basta de escovice, assumam-se sejam verdadeiros estudantes a quem a rebeldia assenta bem e é sinónimo de cultura e progresso.

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  24. O silêncio demonstra haver muito por esclarecer sobre as noticias e o ensino na UM.Será realmente tema o apoio ao curso x ou y? Dúvido.O reitor e todas os órgãos directivos que o apoiam, não permitiriam favorecimentos de um determinado Curso, outra coisa seria, as verbas serem determinadas para objectivos especificos.Será o caso? Confesso não sei.A verdade é que ter um filho na UM a estudar começa a ficar demasiado caro e só possível para alguns, que são cada vez menos.

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  25. A partir da chamada de atenção de um artigo sobre a investigação levada a cabo pela excelente Joana Palha, acabámos por desembocar na questão da repartição das muito escassas verbas da Universidade do Minho.

    A repartição das verbas está a ser abordada com pinças quando ela precisa de ser analisada com clareza. A questão é se queremos continuar a repartir migalhas por todos ou se queremos apostar em áreas de ponta. Esta tem de ser uma opção “política”, assumida até às ultimas consequências.

    O que não faz sentido é querer apostar em determinadas áreas e dizer que se dá a todos por igual ou querer continuar a “correr em todos os campeonatos”, mas depois só alguns é que sobem ao pódio. Haja coerência e transparência.

    A ECS tem mérito. Mérito de ter introduzido um modelo inovador, de ser um case study (http://umonline.uminho.pt/ModuleLeft.aspx?mdl=~/Modules/Eventos/EventoView.ascx&ItemID=819&Mid=11&lang=pt-PT&pageid=24&tabid=3), de ter produção científica e até de ter criado a imagem elitista, que lhe dá à partida uma aura de superioridade.

    Também tem tido o mérito de saber tirar partido dos recursos que têm sido postos à sua disposição, quer através da apresentação de projectos de investigação a concursos altamente competitivos, mas inegavelmente à custa de muito sacrifício por parte da UM.

    “Apenas com o recurso a receitas próprias da Universidade foi possível garantir a componente nacional do financiamento necessário à construção do edifício [da ECS]. Só o tremendo esforço financeiro de toda a Universidade permitiu aqui chegar e celebrar o sucesso deste projecto”, disse o reitor da inauguração do novo imóvel (notícia no Comum http://www.comumonline.com/index.php?option=com_content&task=view&id=53&Itemid=78 e discurso do reitor na página da UM http://umonline.uminho.pt/ModuleLeft.aspx?mdl=~/Modules/Eventos/EventoView.ascx&ItemID=1249&Mid=11&lang=pt-PT&pageid=24&tabid=3).

    O esforço voltou a ser sublinhado no aniversário da UM:

    “[Em 2007] A Universidade suportou, a partir de receitas próprias, um total de 5 milhões de euros de comparticipação nacional nos investimentos associados à construção dos edifícios da Escola de Ciências da Saúde e Escola de Direito e demais arranjos e infra-estruturas”. (http://umonline.uminho.pt/ModuleLeft.aspx?mdl=~/Modules/Eventos/EventoView.ascx&ItemID=1468&Mid=11&lang=pt-PT&pageid=24&tabid=3)

    Depois de ler estas afirmações, causa alguma estranheza ver notícias como esta: “Os alunos da licenciatura de Medicina da Universidade do Minho não estão contentes com a distância que separa a nova Escola de Ciências da Saúde e o restante campus universitário de Gualtar. Os estudantes consideram que perdem muito tempo nas viagens para a nova escola e dizem, ainda, que estão “isolados” da restante comunidade académica” (http://www.comumonline.com/index.php?option=com_content&task=view&id=463&Itemid=78).

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  26. Terão de ser os alunos a suportar as despesas? Que ensino pretendemos ter? A quem compete a tarefa de desenvolver meios para formar individuos culturalmente? Qual o papel do Estado no ensino superior? A Constituição não devia constituir, nestas matérias elemento fundamental a cumprir?Porque se diz que não existem verbas, sempre que o objectivo propinas está próximo de qualquer debate?Aos que pretendem entender as Universidades são apenas o reflexo da sociedade e só servem os mais favorecidos económicamente, respondo sempre com una só palavra, aprendam a ver o Mundo Global, entendendo a cultura como um direito de todos.

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