Juntas Médicas

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Os casos de Juntas Médicas polémicas repetem-se e, invarivelmente, aparecer na televisão dá direito a tratamento expresso. Independentemente da razão que esta senhora até aparenta ter, a verdade é que resolver o assunto depois de uns minutos de televisão faz transparecer para a opinião pública uma péssima imagem do serviço responsável pelas decisões anteriores.

Não querendo particularizar, é preciso ter cuidado com as análises emocionais que se fazem dos diferentes casos: as histórias apresentadas nunca são sujeitas a nenhum tipo de contraditório. E gente a tentar aproveitar-se do sistema para uma reforma antecipada é o que não falta em Portugal.

3 comentários:

  1. Sempre existiram casos, diria estranhos, no que respeita às baixas médias e às reformas antecipadas. Porém, estavamos todos habituados a um certo facilitismo na sua obtenção, i.e. verificarem-se situações contrárias "gente capaz que estava na baixa ou na reforma".

    Será que por pressões exteriores os médicos estão a apertar os critérios de atribuição de baixa ou reforma antecipada?

    Mesmo que estas pressões ou indicações, o que seja, existam, erros tão graves como os que têm vindo recorrentemente a público não podem acontecer.

    Estimado Pedro, a incompetência não pode ser escondida ou disfarçada. É de facto neste ponto que é lamentável e infeliz este post. sobretudo pela maneira corporativista como escreves que, como cidadão não me agrada.

    O primeiro passo é admitir que os médicos também erram e podem fazer análises menos correctas. "Um doente só aceita a recuperação quando se consciencializa de que de facto está doente..."

    Quem acaba por levar com o peso das consequências e toda a imagem negativa é o governo quando deveria ser a Ordem dos médicos.

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  2. Caro anónimo (21.42)

    Vê nas minhas palavras intenções que não tive quando escrevi este post. A solidariedade com os casos gritantes de injustiça e incompetência não pode deixar imunes às tentativas de quem se quer aproveitar do sistema.

    Devemos reflectir e ponderar sempre que uma história nos é "vendida" na televisão. É só isto que quis dizer com este post.

    Sei que é arriscado colocar o dedo na ferida quando toda a gente pensa do mesmo modo. Mas também é necessário faze-lo.

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  3. O que este caso demonstra, independente da justiça ou não da decisão da junta médica, é a falência dos serviços públicos.

    Um ministro das Finanças não pode ir ao ponto de tomar uma decisão destas porque viu o caso nos jornais e na televisão.

    É preocupante que país seja governado casuisticamente em função do que aparece nos meios de comunicação social.

    Depois dos elogios à actuação do governante – que leva um a subir no Público pelo seu “gesto de humanidade” – que autoridade terão as pessoas que vão analisar este caso? Arriscar-se a ser enxovalhadas na praça pública e desautorizadas por outro ministro qualquer?!

    Cada vez mais as reclamações particulares são feitas nos meios de comunicação social. Ao mínimo problema lá surge a ameaça de chamar os jornalistas, aparentemente sempre prontos para um bom “barraco”, especialmente se for servido com muitas lágrimas à mistura...

    A lógica de exposição da vida privada é acompanhada pela desautorização das instituições. Os tribunais não funcionam, os médicos são uns incompetentes, as finanças erram sempre, a polícia faz sempre tudo mal...

    E o mais grave é quando os membros do executivo, que supostamente são os “patrões” de tudo isto, assinam por baixo.

    Mas agora já sabemos: temos de pedir a intervenção do Correia de Campos da próxima vez que um médico ousar recusar um baixa porque temos uma borbulha no meio da testa e isso nos deixa incapacitados para o trabalho. Das duas uma: ou ele encerra o serviço ou temos a baixa garantida!

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