Avenida Central

Contra a Demagogia

| Partilhar


É impressionante a forma como a sociedade pode construir imagens absolutamente erradas acerca de uma temática. Sejamos objectivos: Portugal tem uma das maiores taxas de médicos por habitante do mundo, estando acima da média da União Europeia e dos Estados Unidos. Sejamos honestos: não é entupindo o mercado de médicos que se resolvem os problemas do Sistema Nacional de Saúde nem é criando universidades privadas que os portugueses passam a ter melhores serviços de saúde. Sejamos claros: A falta de médicos em Portugal não passa de um mito.

29 comentários:

  1. Verdade! Mas acho que quando se diz isso, se está a querer dizer que há falta de médicos portugueses.

    Mas não te deixes enganar pelos 290:1. Não que estrangeiros, sobretudo espanhóis, não tenham competência técnica e cientifica. É evidente que têm. O que não têm, na maioria dos casos, é capacidade de comunicação, com um domínio demasiado arcaico da língua portuguesa. O pode diminuir bastante a qualidade de atendimento, gerar confusões, enfim, tudo o que pode advir de problemas de comunicação.

    ResponderEliminar
  2. Caro jam,

    O que sucede muitas vezes é que os médicos estrangeiros são contratados porque são menos qualificados que os portugueses e, por isso, mais baratos.

    ResponderEliminar
  3. Que chevere el mapa, gracias por postearlo.. informacion full interesante!

    Saludos desde los EEUU

    ResponderEliminar
  4. isso é conversa de medico que esta com medo de perder o lugar cativo!!

    toca a abrir as universidades privadas e as portas aos medicos estrangeiros!

    ResponderEliminar
  5. Em relação a contratar médicos espanhóis, acho que isto não abona muito a favor da inteligência dos governantes já que se gasta um balúrdio a formar um médico e depois contratam-se outros menos capazes e eficientes (mas mais baratos).

    ResponderEliminar
  6. Aliás a principal carência é ao nível dos médicos de família, cujo ingresso na carreira devia ser incentivado de outra forma, sem complexos. Todos conhecemos casos de pessoas que ingressam na especialidade sempre com a perspectiva de repetir o exame e trocar.

    ResponderEliminar
  7. Caro Pedro Morgado

    Tenho imensas dúvidas quanto ao seu comentário, não me parece, nem acho que faz sentido que algum médico seja mais "barato" de contratar porque tem menos qualificações, até porque na maior parte do países da União Europeia, custa mais formar um médico. E a área médica está muito mais desenvolvida do que aqui, logo não me parece que qualidade também lhes falte.
    Veja-se o caso da Rússia que mesmo não sendo um país extremamente rico, tem um bom sistema de educação, e forma excelentes médicos.
    Quanto a um outro comentário, parece-me mais certo pensar que nalgumas regiões do interior do País faltem médicos portugueses mesmo por estes não querem ir para um "terriola" onde não se passa nada, mas no entanto não se importam de ficar no desemprego.
    Um pouco como a construção civil...O pessoal queixa-se de emprego apesar de não ter nenhuma qualificação, mas trabalhar nas obras não!!! Isso não é digno. Isso é para pretos e ucranianos.
    Enfim....mentalidades.

    Abraço

    ResponderEliminar
  8. Caro LDS,

    Referia-me aos médicos de fora da UE. Na realidade, em Portugal pretende-se que todos os médicos em formação tenham uma especialidade. Os médicos que vêm de fora da UE em muitos dos casos não são especialistas o que significa que têm menos qualificações e, como tal, são mais baratos.

    ResponderEliminar
  9. Caros amigos,
    Parece-me que as pessoas que fizeram os comentários de que os médicos espanhóis são menos capazes e eficientes não sabem absolutamente nada do assunto. Eu sou portuguesa e estudo Medicina em Espanha e posso assegurar-vos que o curso não é mais fácil que em Portugal e que os médicos espanhóis não são menos qualificados que os portugueses. Parece-me muito injusto o comentário, e eu diria até xenófobo.
    Pedro Morgado: realmente o que você têm é medo de perder o seu lugar cativo de médico. Não concordo consigo, pois acho que deviam abrir as universidades privadas, porque é muito frustrante ter de ir estudar para outro país só porque ficaste a uma ou duas décimas da nota que SUPOSTAMENTE DEFINE UM MÉDICO (que foi precisamente o que me aconteceu). Sim , porque realmente o que define se uma pessoa vai ser um médico competente e eficiente é 18 ou 19 de média!!! Um pouco de bom senso, por favor!

    ResponderEliminar
  10. Cara BB,

    Eu nunca disse que os médicos espanhóis eram piores que os portugueses. Conheço médicos espanhois extremamente competentes.

    Quanto às frustações, lamento mas o que está em causa é a saúde dos portugueses e não os anseios de quem quer ser médico.

    Ou não acha frustante alguém não poder ter a profissão que deseja porque não tem dinheiro para estudar numa privada? E aqueles que têm média de 12 e queriam ser advogados ou arquitectos e também não conseguem??? Temos pena, mas esse não é um problema que o Estado deva resolver.

    ResponderEliminar
  11. Adicionalmente acho lamentável que digam que tenho medo disto ou daquilo. Esse tipo de comentários só revela uma inaceitável fuga ao debate dos factos.

    Temos ou não um excelente número de médicos por habitante?

    Tudo o resto são questões laterais.

    ResponderEliminar
  12. já só nos faltava andarmos a financiar a formação de médicos só porque os meninos queriam ser médicos e não tinham média.

    é como diz o outro: estudasses!!!

    ResponderEliminar
  13. Caro Pedro,
    Então se não é o estado, quem é deve resolver esse problema?
    Claro que acho frustrante que alguém não possa ter a profissão que quer só porque não tem dinheiro para pagar uma universidade privada, mas acho que quem o têm, tem direito de tirar o curso que quer no seu país.

    ResponderEliminar
  14. Cara b.b.
    "Então se não é o estado, quem é deve resolver esse problema?"
    São as próprias pessoas. O Estado é para servir o bem comum. A saúde e a Educação são bens comum. Como tal o Estado deve garantir a formação dos médicos necessários a prestação de cuidados de saúde e nem mais um.

    Imagine que eu gostava de ser astronauta... Acha que o estado deveria comprar a NASA só para satisfazer o meu desejo?

    ResponderEliminar
  15. Volto à questão inicial: temos ou não temos um excelente número de médicos por habitante?

    ResponderEliminar
  16. Temos sim um excelente número de médicos por habitante.
    Mas acho que a b.b. trouxe à discussão um ponto importante: apesar do excelente número de médicos por habitante, a maioria de médicos do país não são excelentes médicos.

    ResponderEliminar
  17. (cont.) O que digo em relação à competência dos médicos também se aplica a muitos outros profissionais.

    ResponderEliminar
  18. 1) Esse número estará mesmo correcto?

    2) Quantos desses médicos estão no serviço público, quantos no privado e quantos fazem jogo duplo? E todos exercem? (Há para aí muito médico presidente de câmara.)

    3) E a distribuição pelo país? É esse número em todas as regiões, ou moram todos em Cascais e na Foz?

    4) Há desemprego entre a classe médica? Não? Então provavelmente ainda há lugar para mais. E não seria saudável haver algum desemprego? O que implicaria uma maior selecção? E não o actual é médico logo tem emprego? Situação que não acontece em nenhuma outra classe profissional?

    Questões para além do simplismo fácil e enganador dos números..

    ResponderEliminar
  19. 5) Notar ainda que a necessidade de cuidados médicos varia muito de país para país. Há populações mais envelhecidas, outras menos, com hábitos mais ou menos saudáveis, com doenças típicas ou sem elas... Cuidado com as comparações simplistas!

    ResponderEliminar
  20. queres ver que por não haver desemprego significa que há falta. LoL

    ResponderEliminar
  21. Ui ui, estou a ver que neste blogue o liberalismo é muito bonito desde que não afecte os meus interesses. Ora explique lá, numa perspectiva liberal, porque raio não hão-de abrir faculdades privadas de medicina se há iniciativa privada disposta a isso mesmo?

    ResponderEliminar
  22. A ver se nos entendemos. O que eu escrevi foi "nem é criando universidades privadas que os portugueses passam a ter melhores serviços de saúde".

    Ou seja, atirar licenciados para cima dos problemas do nosso Sistema de Saúde não os resolve.

    Quanto às privadas, se tiverem um projecto de qualidade e se houver condições que garantam a formação pós-graduada de todos os futuros licenciados, porque não?

    O problema é que (1) ainda não houve nenhum projecto com qualidade para ser provado e que (2) não existem condições para ampliar muito mais as vagas da formação pós-graduada dos médicos.

    ResponderEliminar
  23. «Volto à questão inicial: temos ou não temos um excelente número de médicos por habitante?»

    Pedro, é verdade que temos... Mas os médicos são apenas uma peça na engrenagem.

    Um exemplo? O TAF de Braga, desde o início que tinha o nº previsto de juízes. Contudo, entre funcionários e juízes era manifestamente inadequado. O que no fundo significa que aquilo "entupia" tudo e funcionava mal, não por haver falta de juízes, mas por faltarem outras peças.

    Transcrevo aqui um excerto de uma entrevista no site da OA:

    «Ordem XXI - Referiu um ponto interessante. Que comentários lhe suscita o rácio número de Juízes/ cidadão e número de funcionários/ cidadão?
    Pedro Raposo - Se por um lado, somos o terceiro país com mais Tribunais de 1ª Instância, por outro, é nestes que os processos se eternizam, somos o quinto país com mais Juízes, mas temos Juízes a acumular tarefas e juízos sem Juízes, somos o país com mais funcionários judiciais por habitante e todos os dias ouvimos falar que faltam funcionários e que estes não conseguem despachar de forma conveniente todos os processos que lhes estão confiados.
    Ou seja comparativamente com os outros países, não só aplicamos menos recursos financeiros à Justiça, somos o quarto país com mais processos por habitante e o décimo em despesa, como gerimos mal os recursos que temos.
    Eventualmente, teremos funcionários a mais, Juízes a mais, Tribunais de 1ªInstância a mais, e claramente gestão a menos.»

    A mesma lógica pode ser aplicada em relação a qualquer sector. Não interessa o nº, interesse a eficácia e a produtividade. Não interessa que existam 300 médicos se faltarem outras peças à engrenagem, quer elas sejam humanas (funcionários, enfermeiros), materiais (falta de recursos e condições) ou que o sistema tenha problemas, no geral.

    Mas respondendo à tua questão. Sim temos um óptimo rácio de médicos por habitantes. Essa pode ser a questão inicial, mas não é a essencial. Nem responder à questão inicial leva a conclusão alguma.

    ResponderEliminar
  24. A tal entrevista que referi pode ser consultada aqui: http://www.cdl.oa.pt/cfonline/ordemxxi/ordemxxi10.htm#Reportagem

    ResponderEliminar
  25. Não sei se é por falta de médicos mas o que sei é que quando quero ser bem atendido por um, tenho de esperar meses por uma consulta ou então tenho de andar a pedir favores. Depois pago um dinheirão pela consulta! Quando se vai a uma urgência espera-se tempo sem fim e somos mal atendidos por médicos muitas vezes muito mal dispostos!
    No SNS nem se fala! É uma questão de ir a Enfias às 6 da manhã para ver as filas. Muitos não conseguem tão preciosa raridade!
    Não é por falta de médicos? Se eles existem em quantidade suficiente então muitos não andam a trabalhar como deve ser!
    Já agora, por que é que a classe médica é uma classe privilegiada da nossa sociedade?

    ResponderEliminar
  26. A verdade é que a classe médica foi a única que conseguiu impedir a concorrência e, por essa via, manter o elevado estatuto social. Esta questão é corporativista. Aliás, é o melhor exemplo de corporativismo em Portugal. Brincar com números é fácil, só que o elevado número de portugueses sem médico de família, o interior sem médicos, etc., não é fácil de desmentir. Compreendo a posição do médico, mas o estado não pode pensar em interesses particulares. Há falta de médicos sim. E dentro dos médicos há falta de algumas especialidades.
    A verdade é que enquanto existir dificuldade em recrutar médicos haverá um problema na formação de médicos. E já agora, nas estatísticas usadas todos os médicos são formados em Portugal?

    ResponderEliminar
  27. F...-se! Então não há falta de médicos?
    Como já li aqui neste blog: os números são como o biquini, mostram muita coisa, mas escondem o essencial!
    A verdade é que se eu comer dois frangos e tu nenhum, em média até comemos um cada um e nenhum de nós passou fome. O que não é propriamente verdade, não é?
    Se não há falta de médicos, porque é que estou hà 8 meses à espera de uma consulta de otorrino? Se não hà falta de médicos, porque é que doentes oncológicos têm listas de espera de 2 anos? Já para não falar dos nossos idosos que vão cegando, sem que haja quem lhes acuda!
    Haja paciência!!
    Além de priveligiados, ainda GOZAM connosco à custa de números!
    Quem tem filhos, que os feche num quarto a marrar até que tenham o curso de medicina na mão (ai deles que falem em querer ser economistas, arquitectos ou engenheiros!!!). Só assim têm acesso à saúde.

    ResponderEliminar
  28. Meu caro anónimo,

    A sua intervenção é demagógica. Está esse tempo todo à espera de consultas porque o sistema é ineficiente e não porque haja falta de médicos. Aliás, se estiver disposto a pagar arranja uma consulta de um dia para o outro. O que eu desejo é que o Serviço Nacional de Saúde seja cada vez mais eficiente.

    ResponderEliminar
  29. Sejamos objectivos, em Portugal há regiões onde é difícil recrutar médicos. Sejamos honestos foram os médicos que estrangularam a formação de novos médicos. Sejamos claros os médicos não querem mais médicos, como os advogados não querem amis advogados, etc., só que apenas os primeiros conseguiram evitar a formação e são os mais interessados em nos fazer acreditar que está tudo bem assim.

    O SNS não é eficiente? A culpa deve ser dos maqueiros, dos enfermeiros, dos ..., valham-nos os médicos graças a Deus.

    Se existir uma universidade privada interessada em criar um curso de medicina não deve abrir? Claro que sim. E apenas me interessa garantir os critérios da qualidade da formação. O resto são interesses de classe.

    Já agora arranja o mapa da distribuição em Portugal?

    ResponderEliminar

Antes de comentar leia sobre a nossa Política de Comentários.

"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

Pesquisar no Avenida Central




Subscreva os Nossos Conteúdos
por Correio Electrónico


Contadores