Um Cenário de Guerra

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«O medo nos olhos de muitos, apesar da festa. A polícia não nos deixa abandonar o cordão e aconselha-nos a voltar a Matosinhos nos autocarros. Eram 7, passam a ser só 6. O motorista do autocarro 6 foi atingido, depois do jogo, por uma...bola de bilhar. Tudo isto acontece sem a presença de um delegado da Liga, de um dirigente de qualquer um dos clubes, ou seja, a malta do beberete foi para casa nas calmas e nós, o sustento do futebol, ficámos ali entregues ao CI. Que cumpriu bem a sua missão. Imagem inesquecível: os "adeptos" do Vitória contidos em dois cordões policiais, espumando-se, enquanto nos encaminhavamos para os autocarros. Ainda tentamos, à nossa responsabilidade, furar o cordão e regressar ao nosso carro. Um homenzarrão com barba de 5 dias e 120 quilos de peso e com uma barra de metal na mão fez-nos voltar para trás. Autocarro a abarrotar, viagem de pé, com o comboio de autocarros a passar sentidos proibidos. Primeiras pedradas à saída de Guimarães, mais algumas nos primeiros viadutos da auto-estrada. Saldo final, todos os seis autocarros com vidros partidas mas nada mais a lamentar para além do susto.»

Trago aqui o retrato do sucedido no último Guimarães-Leixões feito por um adepto leixonense. Diga-se, em abono da verdade, que a violência havia sido iniciada pelos leixonenses na partida a primeira volta. A festa do futebol dispensava estas cenas lamentáveis. Bastava-nos o espectáculo dado pelos 24.000 adeptos que preencheram as bancadas do Estádio D. Afonso Henriques.

O futebol precisa de uma volta de 180 graus. Sempre que assisto a cenas de violência no desporto pergunto-me: Porquê? Alguém sabe porquê?

6 comentários:

  1. Esta é uma guerra que já vem de há algum tempo atras, e o que se passou na 1ªvolta em matosinhos ainda aqueceu mais as coisas..
    Quando Braga ia lá jogar era a mesma coisa com os autocarros das claques, no entanto como era um jogo de alto risco e em que toda a gente já sabia que algo de ia passar, nunca se passou nada nestes anos mais recentes. E tudo porque a PSP e o seu corpo de intervenção montaram uma operação digna da visita do Bush a Portugal.

    Ruas cortadas, circulação em contra-mão, auto-estrada reservada só para nos, patrulhas nos montes e viadutos ao longo da auto-estrada são exemplos do que foi feito conosco.. Fui a Guimaraes nos ultimos 3 anos que o Braga lá jogou, e o único problema que tivemos foi com o corpo de intervenção, porque esses tambem estao sempre prontos para arranjar problemas!
    Na sexta feira, parece que as coisas não correrem tao bem com o pessoal do Leixoes... Mas tambem essa de ir de carro nao lembra a ninguem!

    Ir a guimaraes é ir à Selva...

    BragaSempre

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  2. Ó Pedro, desculpa lá, mas estás a "puxar a brasa à tua sardinha"... Eu nem ligo ao futebol, por causa destas coisas, da corrupção, e dos salários milionários vs. sócios com poucos recursos a pagar bilhetes caríssimos, mas tenho de comentar este teu post. Quando aconteceu o contrário, que me lembre, não escreveste nada. Eu sei que o blogue é teu e que nele escreves o que te apetecer (e ainda bem!), mas se querias dar um exemplo de violência no futebola nacional não te teria ficado nada mal teres-te ficado pela violência antes do Benfica vs. Porto, que abriu o Jorbal da Noite (os outros canais eu não vi). Mas tu é que sabes, claro, e se te apeteceu postar sobre isto acho muito bem, afinal os bloggers são livres, mas não posso deixar de expressar a minha opinião de desacordo porque tenho quase a certeza absoluta que a escolha foi propositada. Acho que alimentar rivalidades entre as nossas terras começa a não ser muito bom, só isso.

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  3. Quanto ao fim da violência no desporto, 100% de acordo! Rivalidade, ok. Violência, (???).

    :) E para a próxima pega num relato de violência escrito por um vitoriano...

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  4. Não é de agora. Isso já vem dos tempos, eplo menos, do "Leão da Estrela"...

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  5. Caro Spika,

    Escolhi este texto porque é uma descrição da violência invariavelmente bem redigida.

    Confesso, muito sinceramente, que desconhecia os factos da primeira volta e, quando tive conhecimento deles, fiz questão de referir que esta situação foi uma reacção dos vimaranenses ao sucedido em Leixões.

    Nestas coisas de rivalidade sou-te muito sincero: sinto-me mais próximo e gosto muito mais dos adeptos civilizados do Vitória do que dos adeptos violentos do Braga.

    Espero voltar ao tema Vitória para vos saúdar pelo regresso à Primeira Liga já no próximo mês de Maio.

    Saudações minhotas.

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  6. Faltou-te apenas dizer que é o tal adepto do Leixões. Esse tal, que continua a ser um capataz de Pimenta e que se espuma de ódio pelo Vitória não ser já presidido pelo seu amigo. Pessoas como Eugénio Queirós, merecem zero! Mas muitas histórias haveria para contar sobre esse mau carácter, amigo de ladrões e interesseiro. Quando lhe fecharem a torneira pode ser que esse pseudo-jornalista deixe de dizer barbaridades. Ser capaz de relatar o que se passou em Guimarães e não ter condenado o que se passou em Matosinhos, isso sim grave, isso sim um clima de terror e mais sem que tivessemos um controlo policial apertado tal como os adeptos do Leixões, e bem, tiveram em Guimarães.

    Uma última palavra Pedro, para condenar os 2 adeptos do Braga, se é que se podem chamar adeptos que resolveram assistir ao jogo conjuntamente com os adeptos do Leixões, num jogo que não lhes dizia respeito e no final ainda se darem ao luxo de gozar com os adeptos vitorianos. Consequência... aquilo que se previa e nesse campo, digo-te, não condeno minimamente. Quem procura acha. Sou contra todo o tipo de violência, mas a estupidez tem limites. Felizmente, que nem todos os adeptos bracarenses são assim.

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