Avenida Central

Sexo Verde

| 0 Comentários | Partilhar
What's inside an apple?
© Miss_Bro

A Greenpeace, organização sempre interessada nos melhores ambientes, encontrou uma nova forma de promover um mundo mais verde - o sexo ecológico. Na verdade, é preciso uma boa dose de imaginação para tornar ainda mais verde uma das formas mais ecológicas de ocupar o tempo.

Menos ecológicas mas igualmente verdes e excitantes do ponto de vista visual são as maravilhas que o blogue Environmental Grafitti expõe, dando projecção a uma invulgar forma de arte [via]. Merece uma visita.

Acelerador de Partículas

| 11 Comentários | Partilhar
CERN Globe
© phitar

Entrou hoje em funcionamento o famoso acelerador de partículas vulgarmente conhecido como CERN (o que é incorrecto já que se trata do acrónimo de «Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire», o laboratório onde está sedeado o acelerador). Trata-se de um marco simbólico na história da ciência, o único saber cuja humildade tem servido para mostrar aos Homens a verdade.

Prédio Ruiu na Rua dos Chãos [2]

| 1 Comentário | Partilhar
«No 98, dois números ao lado do prédio onde morreram os limianos, soterrados pela queda de uma parede do prédio devoluto, mora o engenheiro civil João Mota, que vai mais longe ao garantir que enviou para a autarquia um alerta escrito sobre a situação.» [Jornal de Notícias]

«Várias vozes têm atribuído responsabilidades à empresa de construção civil de Ponte de Lima, José Cândido & Filhos, Lda, dona da obra de recuperação do prédio da Rua dos Chãos, no centro de Braga.» [Público]

«O director regional do Norte da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) garantiu ontem, em Braga, ser ainda "prematuro" avançar com as causas da derrocada de um prédio que, anteontem, vitimou três operários da construção civil.» [Diário de Notícias]

«Alheia ao nefasto imponderável, a Câmara Municipal de Braga – conforme o fez já, de viva-voz, o seu Presidente – não pode deixar de lamentar as suas tristes consequências.» [Presidência do Município]

«O que os factos dizem é que, longe de ser alheia, a Câmara Municipal de Braga é desde já politicamente responsável pelo trágico acidente, por não ter exercido as prerrogativas legais que o poderiam ter evitado.» [braga.bloco]

Fast Forward Portugal 2008

| 0 Comentários | Partilhar


O Fast Forward Portugal 2008 está a chegar. Tal como pode ler-se no site da Velha-a-Branca, as inscrições decorrem durante um mês, entre 12 de Setembro e 12 de Outubro. Para participar, além de uma boa dose de imaginação, basta «juntar uma equipa capaz de escrever, filmar, editar e, claro, dar a cara no filme.» O festival nasceu em Chicago nos EUA e realiza-se actualmente também em Dublin (Irlanda) e em Braga (1ª edição em 2006; 2ª edição em 2007).

O Fast Forward é uma das inictiavas mais marcantes da agenda cultural bracarense, mobilizando dezenas de concorrentes ao longo de cerca de 24 horas. Deve salientar-se que, depois das críticas do ano passado, o Theatro Circo associa-se finalmente à iniciativa, acolhendo a exibição inédita dos trabalhos concorrentes na noite do próximo dia 18 de Outubro.

Transportes e Ambiente

| 10 Comentários | Partilhar
A Poluição dos Transportes
© Korail Korea Railroad

Este gráfico, que gentilmente me foi enviado pelo Dario, deve fazer-nos reflectir. Apesar das conclusões do Estudo de Mobilidade e ao contrário do que sucede nas Áreas Metropolitanos de Lisboa e do Porto e nos concelhos de Coimbra e Guimarães, Braga continua a investir os seus recursos no reforço dos eixos rodoviários, não se conhecendo um único avanço no transporte urbano ferroviário.

Tal como havia previsto aqui, o agravamento da situação económica do país levou a uma reconfiguração do uso dos transportes, com o sistema ferroviário a registar aumentos impressionantes em termos de número de passageiros e a fazer aumentar a utilização dos Metros de Lisboa e do Porto. Contudo, os cidadãos continuam sem opções na cidade de Braga - a inexistência de alternativas ao transporte rodoviário é incompreensível e inaceitável.

A Derrocada

| 10 Comentários | Partilhar
Os acidentes de trabalho mortais provocam, habitualmente, uma reduzida ou nula comoção social, atribuindo-se, de resto, aos desígnios fatais do destino o que, frequentemente, sucede por incúria e por demissão de quem deve garantir que ela não exista. Seja como for, se um qualquer fugaz figurante de revistas sociais morre num acidente de viação porque ia bêbedo ou drogado, o país afoga-se durante dias num choro convulso; se três trabalhadores da construção civil morrem soterrados, bem mais raros são os que experimentam alguma tristeza. Quem é que quer, afinal, saber do que acontece, por exemplo, a um, dois ou três "trolhas"?

Preocupados em registar os ditos do senhor comandante, do senhor presidente, do senhor governador ou do senhor secretário de estado, alguns jornais esqueceram-se de dizer quem eram os três trabalhadores que ontem faleceram em Braga, ignorando que eles se chamavam Agostinho Martins, Manuel Pontes e José Veríssimo. Há pessoas que nem na hora da morte parecem ter direito a um nome.

Meio Milhão

| 6 Comentários | Partilhar
Braga (23)
© francescovinci

500.000 páginas visitadas no blogue Avenida Central. Obrigado!

Dois Ponto Zero [5]

| 2 Comentários | Partilhar
A ler: [derrocada de braga] a imprensa, por Cláudio Rodrigues; Morreram Soterrados, por Fernando Martins; Mais eleitoralismo, menos bem-estar social, por Gustavo Marques.

A Desertificação do Centro de Braga

| 9 Comentários | Partilhar
Urbanismo em Braga
© Diário do Minho, 08.Set.2008

Há pouco mais de uma década e sob o epíteto «É Bom Viver em Braga», o executivo municipal promoveu uma revolução na cidade com a pedonalização de grande parte do centro histórico através da construção de um grande túnel e de dois enormes parques subterrâneos. Nas áreas limítrofes, a política era de «solo barato». O lema era construir em todos os locais e construir de qualquer maneira para baixar os preços das habitações, maximizando os lucros dos empreiteiros na mesma medida em que se hipotecava a qualidade urbanística das áreas habitacionais.

O fracasso foi evidente. A cidade foi pensada para o uso exclusivo do transporte rodoviário: o centro tornou-se num local de passagem rápida através dos grandes eixos viários; o túnel «matou a Avenida da Liberdade»; e os parques subterrâneos, caros, tornaram mais fácil e acessível ir ao shopping do que ao centro histórico. Reflectindo esta mesma realidade de abandono do centro, a Notícias Magazine publicava, em Outubro de 2007, uma excelente reportagem sobre a morte lenta da rua do Souto. O texto aflorava a desertificação, a pouca diversificação do comércio e a morte nocturna do centro histórico.

Perante a realidade sombria, decidiu o executivo de Mesquita Machado avançar para o prolongamento do túnel da Avenida da Liberdade, numa tentativa de minimizar os danos causados pelas suas próprias opções do passado. No mesmo sentido, pode ler-se outro curioso acto de contrição na capa do Diário do Minho de hoje, com a Câmara Municipal a assumir, ineditamente, que «Braga precisa de colocar a construção na ordem.»

Ironicamente, no dia em que começaram as obras do túnel e a câmara assumiu o caos urbanístico de que é principal responsável, a tragédia voltou a abater-se sobre o centro histórico. É que, embora sem qualquer nexo de causalidade, estes três acontecimentos reflectem tristemente o escacar da cidade.

Braga: Prédio Ruiu na Rua dos Chãos

| 7 Comentários | Partilhar
Derrocada na Rua dos Chãos
© Georden

Em actualização
17h00 - Um morto e dois soterrados é o balanço do desabamento de um prédio de habitação que se encontrava em obras na Rua dos Chãos. Segundo informações que me acabam de chegar do local, o prédio localiza-se nas imediações da International House.

17.30 - Operações de resgate dos soterrados parcialmente suspensas devido a obras de reforço da estrutura para evitar novas derrocadas.

18.50 - Os prédios e algumas lojas nas imediações do edifício que hoje ruiu no centro de Braga foram evacuados devido à necessidade de avaliar se as estruturas foram afectadas pela derrocada, informou o governador civil.

20.00 - Três mortos é o trágico balanço final da derrocada desta tarde em Braga. É tempos de reflectirmos sobre a degradação e abandono do centro histórico.

23.07 - O Jornal de Notícias publica a infografia do acidente.

Rua dos Chãos - Braga

Queda de prédio em Braga faz três mortos :: Jornal de Notícias
Bombeiros retiraram pessoa dos escombros do prédio que ruiu :: Público
Uma vítima mortal em desabamento de prédio em Braga :: RTP + Vídeo
Vítima retirada dos escombros sem vida, dois operários por localizar :: Sol
Prédio desabou, quatro pessoas soterradas :: IOL
Um morto em derrocada de prédio em Braga :: Sapo
Obras em prédio fazem um morto e vários feridos :: Sic + Vídeo
Derrocada em Braga faz um morto e obriga a evacuar prédios e lojas :: Público
Terceira vítima da derrocada resgatada sem vida :: Público

Braga Qu'Eu Gosto 11 | 5-Em-Linha

| 2 Comentários | Partilhar

Braga por um Túnel [4]

| 1 Comentário | Partilhar
Requalificação da Avenida da Liberdade
© CMB

«A aprovação dos trabalhados que hoje se iniciam foi condicionada pela Direcção Regional de Cultura do Norte à «realização prévia de escavações arqueológicas». Mas as informações que têm sido divulgadas pela Câmara de Braga vão num outro sentido: os trabalhos de construção e as escavações arqueológicas são para fazer em simultâneo.» [Diário do Minho]

«Bombeiros locais e lojistas das áreas abrangidas no âmbito da requalificação do topo Norte da Avenida da Liberdade receiam as consequências das obras. E queixam-se que ainda ninguém os informou sobre o que podem esperar.» [Jornal de Notícias]

«Ya, Um Dia Fomos Bater na Gisberta»

| 3 Comentários | Partilhar
Homeless kids in Odessa
© Alex Zhavoronkova
«Gabavam-se de conhecer "um travesti", que "até tinha mamas" e fizera "operações à cara". Tinha cabelos compridos, pintava os lábios, os olhos. Parecia "mesmo uma mulher". A notícia espalhou-se. Um dia, um lembrou-se de lhe bater. E os outros foram atrás. Deram-lhe murros e pontapés, atiraram-lhe pedras, bateram-lhe com paus, enquanto lhe chamavam "travesti", "paneleiro", "puta". E riam-se. Riram-se muito. [...] Ela saiu, suplicando que a deixassem estar, que não tinha para onde ir. F. e I. atiraram-lhe pedras para a cabeça, ela caiu. Quando se conseguiu levantar, D. passou-lhe uma rasteira e ela tornou a cair. Pontapearam-na, bateram-lhe com paus, baixaram-lhe as calças para ver se tinha pénis ou vagina.» [Público]

Inquietante, esta é a história de um ódio que germina com demasiada naturalidade diante da passividade de meio mundo. Mais do que vítima das mentes hediondas de um punhado de jovens deliquentes, Gisberta morreu às mãos de uma sociedade que continua a negligenciar-se, a consumir-se em demasiados preconceitos e frustradas (des)educações.

Num único invólucro humano, Gisberta reunia todos os atributos para ser odiada pelos filhos desta terra da reconquista. Num único invólucro humano, uma tuberculosa, uma puta, um travesti, um paneleiro, um emigrante, uma sidosa, uma indigente... Num único invólucro humano, todo o sofrimento do mundo, mas sofrimento suficientemente diverso para lhe não dispensarmos as tradicionais lágrimas de crocodilo que emprestamos às tragédias quotidianamente televisionadas.

Convém não esquecer que há uma Gisberta que morre sempre que o preconceito é instilado, sempre que negligenciamos uma educação inclusiva que promova a aceitação e o respeito pela diversidade e sempre que sonegamos o acesso de um qualquer cidadão a direitos civis fundamentais como a saúde, a educação, o casamento ou a segurança.

Dois Ponto Zero [4]

| 0 Comentários | Partilhar
A ler: Um Estudo Demasiado Conveniente, por Pedro Sales; Estamos a fazer progressos ou há aqui uma incoerência?, por Zèd; Professores, por Tiago Barbosa Ribeiro.
| 0 Comentários | Partilhar
Avenida Monumental

O Outeiro Lesenho





© MNA


Apesar de conhecer o monumento arqueológico há já algum tempo, pude recentemente ter um contacto mais próximo com este local extraordinário. O monte conhecido como Outeiro Lesenho ou Lesenho Grande, localiza-se na divisória dos concelhos de Boticas e de Ribeira de Pena, sendo um dos limites Sudeste do planalto do Barroso. Na zona mais alta da elevação, que atinge 1073 metros de altitude no vértice geodésico que a encima, estende-se um vasto povoado da Idade do Ferro, do qual a evidência que mais se destaca é o complexo defensivo.

O Castro do Lesenho consiste em vestígios de várias ordens de muralhas, espessas e maciças, que se dispõem, de forma não propriamente concêntrica, pelo que seria a área habitada do povoado. Este teria sido um local de grande simbologia para as populações que habitavam o Alto Tâmega no primeiro milénio antes de Cristo, não só pelo aspecto imponente da elevação, de configuração cónica, mas sobretudo pelos achados que este monumento já revelou.

As duas estátuas em cima, que figuram guerreiros proto-históricos, formam um ícone da Idade do Ferro do Norte de Portugal, e da denominada “Cultura Castreja”. Foram recolhidas no Castro de Lesenho, em data incerta, tendo sido colocadas no adro da igreja da localidade próxima de Covas do Barroso, de onde foram transportadas para Lisboa em 1785. Desde então, acabaram por se tornar numa imagem de marca da Arqueologia portuguesa, conotados, um pouco erroneamente, com os Lusitanos, com um mundo ancestral proto-histórico, do qual teriam descendido os Portugueses actuais. No entanto, a entidade colectiva e cultural na qual estavam inseridos, está hoje mais clarificada, até pelos achados de outras estátuas semelhantes, por todo o Norte de Portugal.

Já no início do século XX, duas estátuas mais, igualmente de guerreiros Calaicos, mas já sem as respectivas cabeças, foram recolhidas no Lesenho, e transportadas para Viana do Castelo, de onde seriam igualmente levadas para Lisboa. As quatro estátuas encontram-se actualmente no Museu Nacional de Arqueologia. Foram já admiradas por imensos investigadores e público geral, não só em Portugal, mas também em países distantes onde, apesar da sua proveniência ser indicada, não se tem uma ideia concreta do monumento de onde estas peças foram retiradas, o seu contexto inicial de inserção.

Boticas tem tentado imprimir alguma visibilidade ao Castro de Lesenho, bem como uma progressiva afirmação da proveniência dos guerreiros. Mas, por vezes, a interioridade é um obstáculo difícil de transpor.

Eleições em Angola [2]

| 1 Comentário | Partilhar
Como bem nota Francisco José Viegas a propósito das eleições de Angola, parece «que os negócios e a vidinha estão a atrapalhar bastante as convicções democráticas do pessoal».

Um AvePark com Asas para o Futuro

| 9 Comentários | Partilhar
AvePark 1
© AvePark

Foi finalmente inaugurado o AvePark - Parque de Ciência e Tecnologia de Guimarães. A promessa é criar 750 postos de trabalho até ao final do ano e duplicar esse número em 2009. Numa terra sem petróleo e onde a indústria têxtil foi chão que já deu uvas, a aposta na biotecnologia parece ser a chave para garantir o futuro. A aposta da Universidade do Minho e da Câmara Municipal de Guimarães é mais um exemplo das inúmeras vantagens que advém da conjugação de esforços entras as duas instituições. A simbiose tem sido exemplar e merecia ser replicada noutros concelhos do Minho.

Avepark deve gerar 2 milhões de euros por ano a partir de 2010 :: Público
Avepark é aposta no futuro e na tecnologia :: Jornal de Notícias
Avepark terá retorno económico e social :: Correio do Minho
Avepark cria 750 empregos em 2008 e chega aos 1500 em 2009 :: RTP
Centro de Competências para a Administração Pública no AvePark :: Sol
AvePark abre as portas a 600 postos de trabalho :: Agência Financeira
Governo quer Avepark ligado à nanotecnologia :: Diário do Minho
Parque de Ciência de Guimarães recebe Instituto de Excelência :: IOL
Incubadora da Universidade do Minho arranca sábado :: SIC
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

Pesquisar no Avenida Central




Subscreva os Nossos Conteúdos
por Correio Electrónico


Contadores