Legislativas 2009: O Que Está em Causa? | 3

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Quando for votar no próximo dia 27 de Setembro terá nas suas mãos a decisão sobre o futuro do país. A governabilidade deve ser uma preocupação de todos os eleitores, conhecida que é a perspectiva de não existir qualquer coligação viável para além do Bloco Central. Como LR defende, o crescimento das franjas radicais e populistas como BE e CDS-PP (e também MEP e PPV) constitui-se como a via mais directa para o Bloco Central.

Adicionalmente, como o método de eleições por círculos distorce a composição da Assembleia da República, há distritos em que o voto responsável é aquele que contribui para a estabilidade do país. Se um eleitor de esquerda votar no Bloco em Viana do Castelo, está a desperdiçar um voto na esquerda já que o Partido Socialista é o único partido de esquerda em condições de eleger deputados naquele distrito. Votar Bloco em Viana do Castelo é aumentar a probabilidade do país passar a ser governado por uma coligação entre o PSD e o CDS. O mesmo se aplica aos votos do CDS-PP no distrito de Bragança, por exemplo, onde votar CDS é desperdiçar um voto e contribuir para que o PS se mantenha no governo.

Num momento em que o país precisa de estabilidade para fazer face aos graves problemas estruturais que a conjuntura económica veio expor e agravar, a governabilidade do país não pode ser negligenciada no momento de votar.

21 comentários:

  1. A sugestão do Pedro Morgado é que só existam dois partidos, PS e PSD?
    Mas o que aconteceu em 2002, quando PSD e CDS tiveram maioria no Parlamento? O Primeiro Ministro deixou Portugal!
    E em 2005, o PS teve maioria absoluta, e quatro anos depois Portugal está pior!
    Pelos vistos o voto útil, como o Pedro defende, nestes 10 últimos anos não foi bom para Portugal.
    O que precisamos é que cada um voto nos partidos que defendem as suas ideias e valores.
    O que compete a cada partido é que seja responsável nas decisões que toma e participe na Construção de Portugal!

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  2. Convido os leitores a "comprovarem" o "radicalismo e populismo" da mensagem do MEP aqui assacado pelo Pedro Morgado. É visitar o nosso sítio: http://mep.pt

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  3. Claro, claro... O CDS e o BE podem ser apelidados de radicais e populistas. O MEP é que não!!!

    Devo dizer, com toda a frontalidade, que prefiro mil vezes a clareza do Portugal Pró-Vida às meias palavras do MEP.

    Enquanto os conservadores do PPV assumem a matriz católica que está na génese do partido, outros há que usam na penumbra os meios da ICAR para angariar associados e difundir mensagens. São opções.

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  4. Caro Jorge Sousa,

    O seu argumento morre à nascença. Se tivesse havido voto útil em 2002, o PSD governaria sem o CDS e, com toda a certeza, com mais moderação, evitando-se a saída de Durão Barroso.

    O apelo ao voto útil é, precisamente, para evitar a situação em que vivemos em 2005.

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  5. O Pedro está a dizer que Durão Barroso saiu por causa do CDS-PP??

    E qual foi a vantagem do voto útil no PS de 2005?? Se calhar é melhor perguntar aos pais e professores ou aos trabalhadores no desemprego?? E a situação na saúde está melhor??

    O Pedro já leu os programas eleitorais do PS, PSD e do MEP para afirmar quem usa meias palavras??

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  6. Sim, já os li todos. E foi nessa perspectiva que decidi o meu voto.

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  7. O MEP defende o que defende, não aquilo que o Pedro Morgado sonha que deve ou tem de defender para que o possa encaixar na gaveta que lhe destinou antes ainda de termos solidificado a nossa proposta política, algo que fomos construindo colectivamente ao longo de quase dois anos.
    Parece que nem com o aparecimento do PPV o Pedro percebe o ridículo da sua argumentação. Como disse, não há melhor prova do que passar pelo sítio do MEP para comprovar o tal "radicalismo e populismo" de que nos acusa.

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  8. "Claro, claro... O CDS e o BE podem ser apelidados de radicais e populistas. O MEP é que não!!!"

    Caro Pedro Morgado

    Se as palavras ainda têm algum valor, deve explicar onde é que o MEP é radical e onde é que é populista.

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  9. "Enquanto os conservadores do PPV assumem a matriz católica que está na génese do partido, outros há que usam na penumbra os meios da ICAR para angariar associados e difundir mensagens. São opções."

    Que há católicos no MEP, tal como há agnósticos no MEP, não há dúvida. Agora para imaginar que o MEP é um partido católico é preciso não conhecer o MEP ou a ICAR.

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  10. Jorge Sousa:

    O Pedro Morgado apenas aponta a hipótese "menos má". Ou seja, se entrarmos em populismos, a situação ainda piora mais. Infelizmente, o melhor que temos é fraco, muito fraco. Mas é a realidade...

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  11. Há discussões que são inúteis em período de campanha, mormente na sua fase decisiva. Quem tem o voto decidido... já não "ouve", já não "dialoga", para além daquilo que possa cumprir o objectivo de chamar "votos tresmalhados" para junto do seu. Qualquer argumento que não contribua para isso é liminarmente arrasado, se possível de forma contundente e definitiva, pois não "serve o superior interesse"!
    A coincidência deste post (na sua substância) com o apelo do PS a uma "estrondosa maioria" (novo efemismo para "maioria absoluta") será apenas coincidência?

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  12. Não são os eleitores que têm de votar útil: são os eleitos.

    Os eleitos têm de ser úteis aos eleitores, votando útil na Assembleia pelos eleitores. Daqui a 4 anos, os eleitores agradecerão votando... bem.

    Votemos convictos: temos 15 opções.

    Por favor, voto útil não!

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  13. Eu confesso que ainda não decidi em quem vou votar! Estou um pouco indecisa. Mas de uma coisa tenho a certeza, no BE nunca!! Como é que um partido destes pode ser a 3ª força política? As pessoas não estão muito conscientes do que significa este partido. Aliás, o meu maior receio é uma coligação PS-BE. Por mais que o Louça diga que não, há alí alguma coisa... Espero que se o PS vencer não seja parvo ao ponto de fazer uma asneira destas para o país.

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  14. Votar no partido socialista em Viana é votar a favor na introdução das portagens na A28. O voto útil é a negação da democracia. Os partidos devem ter os votos que efectivamente merecem, pelo seu programa, pelas suas actuações, pelos resultados das suas políticas, e sobre os eleitores não deve recair qualquer tipo de chantagem emocional. E quem lhe diz que o Bloco ou a CDU) não pode eleger nenhum deputado em Viana? Já são conhecidos os resultados antes das eleições? isso não é uma forma de constranger o voto livre das pessoas? "Meus deus!"

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  15. Em primeiro lugar, cada um vota de acordo com os seus ideiais: se alguém é do BE em Viana... votará BE independentemente da utilidade do seu voto.
    Alias, como concertar esta estratégia? Não pode haver uma situação em que todos aqueles que iriam votar CDS em Bragança seriam suficientes para eleger um deputado? Se todos pensarem útil, auto-destruiram-se.

    As eleições não são propriamente o Dilema do Prisioneiro :)

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  16. Sem me querer meter nos critérios editoriais do blogue, acho que este assunto pediria, quem sabe, mais um post sobre política de verdade:

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1402237&idCanal=62

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  17. Ao Pedro Morgado incomoda a liberdade de voto e as opções "inúteis" dos seus concidadãos? Porventura não serão reflectidas as suas opções ou não estarão iluminadas pela lógica que abençoa o nosso caro blogger? Como aguenta a frustação da ignorância dos seus conterrâneos??

    A mim incomoda-me que os seus argumentos para discutir o futuro do país se esgotem num jogo de "elegibilidade" de acordo com probabilidades de vitória, que nem um Totobola eleitoral.

    Fora esse "argumento" sobra sempre o recurso de qualificar desdenhosamente de populista as vítimas dos seus, ironicamente, argumentos populistas...

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  18. Dizer que o MEP faz parte de uma franja radical é porque se tem medo que o MEP possa obter uma votação surpreendente. Esta classificação só pode ser feita por quem não conhece o nosso programa (estruturado em nove pilares e mais de 160 propostas concretas) ou porque está de má fé. Apelo a você, leitor deste blog, que aceda ao site www.mep.pt e verifique por si. Não se deixe ir por rótulos impostos por outros, porque o MEP tem esperança e acredita que os portugueses são capazes de fazer melhor e o merecem .

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  19. Parece-me muito pouco tolerante que achem que as pessoas que discordam das vossas ideias o façam apenas por ignorância ou desconhecimento. É, contudo, uma postura que não me surpreende.

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  20. Uma pequena observação:

    "Enquanto os conservadores do PPV assumem a matriz católica que está na génese do partido..."

    Aposto que haverá quem... proteste.
    Tererá querido dizer "matriz cristã", certamente.

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  21. Pedro Morgado

    Como não fundamenta as suas ideias e elas colidem com a realidade dos factos, é normal que haja quem pense que se trata de simples ignorância.

    A minha dúvida é qual o significado que atribui a conceitos como "intolerância", "populista" ou "partido católico". Se "intolerância" é pedir ao outro que justifique o que diz, se "populista" é não fazer demagogia e se "partido católico" é aquele que tem meia dúzia de católicos, então até talvez possa estar de acordo consigo.

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