São Bentinho da Loja Aberta

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O santuário debruça-se piroso sobre a paisagem da Caniçada, artificial como uma "suíça dos pequeninos" com os barquinhos, os chalés e pensões mofentas a vender montanha. A igreja velha onde o povo faz bicha para lamber a redoma ao santo, tem agora um aumento do lado esquerdo a quem o olha, incrustado na ingremeza do sopé do Gerês, com arquitectura de fazer inveja no gosto ao Colombo e pago no dinheiro trazido com fé, bolhas e pés inchados.

Não vai há anos, o primaz de Braga e laranjas, foi abençoar o aumento, qual armazém Grandela para dar cobertura e vazão a mais almas domingueiras, as mesmas que depois de rezada a missa, enchem parques de merendas e logradouros à sombra estrada acima, com o vinho, o rissol, o frango estufado e os "caralhos" mandados à canalhada a bulir no que não deve. A madrugada que se fez arreganha-se com o estômago tarde em diante, os homens a jogar às cartas e as mulheres, assim que arrumados os tamparuéres, ora deitadas a dormir ora sentadas no corta-e-cose, de mamas dobradas sobre as pernas ao comprido.

Acima e abaixo, segue uma romaria de sovaco pelo mercado de inutilidades várias, mercadores do mel a espantar clientela, santinhos de tamanho: xs, s, m, l, xl; rosários, terços e terçolhos e outras bugigangas da religiosidade, inúteis de igual modo. Não faz mal, ali tudo é Deus tudo é Mercado. Na loja de recordações da confraria ou que nome lhe deitam, comparam-se réplicas do orago de diferentes feitios, com imans e medalhinhas, no mesmo respeito e devoção, calados os clientes como se dentro da igreja circulassem, que o preço vale imediato à carteira e aquilo só vale de oratório depois de benzida a figura. Em redor do templo, terreno de vendilhões mais declarados, abunda a corcunda e o bócio, este que maior milagre faria iodo em melhor altura que agora um pescoço de cera prometido a S. Bento, mais dado a curar cravos e outros defeitos de pele. De resto, com tantos membros e partes do corpo postos a derreter, voltas rezadas, os milagres ali são mini. Mas também do que se consta, não houve ainda aparição maior, em gruta ou azinheira, que fizesse crescer carne e osso de volta aos cotos.

36 comentários:

  1. Qual é mesmo o objectivo deste post? Escarnecer da igreja, ou do povo? Ou são duas coisas inseparáveis e igualmente hediondas?

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  2. Não posso dizer que o autor objectivou escarnecer ou nao a Igreja ou o Povo.
    Sei que os ensinamentos de Cristo vão contra tudo isto - ou não foi ele que expulsou os vendilhões do templo?
    Aprofundando ainda mais, parece uma degeneração oportunística para uma espécie de paganismo e de politeísmo, colocando S. Bento ao nível de um semi-deus. São os próprios dogmas da ICAR que estabelecem que só há um deus único (apesar de ser uma trindade: Deus-Pai, Deus-Filho e o Espírito Santo).
    E o Povo, esse alinha quase sempre por ausência de um senso crítico, e por estarem emergidos num ambiente e num clima social profundamente assente no aspecto religioso.

    Mais uma vez, não sei qual a opinião geral do autor. No entanto, de uma forma geral, não me parece tratar a um apelo ao ateísmo, a renegação do culto pessoal ou algo similar. Eu entendi como um crítico apontar do dedo a uma situação errada no seu próprio contexto.

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  3. nao percebi o objectivo do post.
    e muito menos o dos comentários.
    no entanto deixo mais um comentários sem razao de ser: "afinal onde está a tal porta aberta?"

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  4. Caro Jorge Coelho, tem o objectivo que lhe quiser dar. Sirva-se.

    Anónimo das 10:48, falar de ermidas e de rissois, dá-lhe de imediato fantasias com gays? Veja lá se tanta devoção não o torna um deles, diz que se pega quando se lhe mexe em demasia. Tenha cuidado.

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  5. Este post é abjecto, um simples insulto. Não me interessam as motivações, basta-me o resultado. É uma simples demonstração de ódio e preconceito cultural. Um "letrado" a ensair-se em gente de letras. Já antes outros escreveram sobre estas demosntrações de fé em que não acreditavam. Miguel Torga possui algumas entradas no seu diário que o autor do post devia ler. Percebo-lhe os tiques de escritor em formação, mas não chega ter técnica. Há uma diferença entre a opinião e o insulto, uma diferença que a dignidade ajuda a perceber. Ontem era um post que criticava a autoridade por aplicar a lei, hoje um ataque de bilis. Anda giro este blogue.

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  6. Qual a relação entre "Igreja", "Deus", "Fé" e "Religião"?*


    * as respostas, a quem interessar, podem versar qualquer Igreja, qualquer Deus, qualquer Fé, qualquer Religião.

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  7. Caro Vitor Pimenta, já o fiz. As questões eram retóricas, como certamente reparou.

    O que leio nas entrelinhas deste post mostra-me uma pessoa de mal consigo própria e vagamente indignada com terceiros indefinidos.

    O horror ao piroso e ao popular não ficam bem a ninguém. Imagino até que a observação que deu origem a este post tenha sido feita à distância, através de um monóculo manuseado com luvas de pelica, para não se deixar contaminar...

    Pois muito bem. Espero que este exercício tenha ao menos servido para baixar os níveis da bílis. Talvez dê para aguentar mais algum tempo até que transborde novamente em forma de post.

    Por mim, vou passar a olhar com mais cuidado para o autor dos posts antes de os ler.

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  8. Este post não vai contra as regras deste blog? Trata-se de xenofobia. Digo eu!

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  9. Eu não gosto muito de romarias e da maioria da arquitectura das novas igrejas. Passo muitas vezes pelo S. Bento e poucas vezes paro. As lojas e tendas não me oferecem nada que queira comprar. Não partilho da devoção que devora os joelhos, agora almofadados. Apesar disso não percebo o seu nojo pelo os que andam nas "romarias de sovaco".
    O Victor Pimenta deve sentir horror a povo. Não se sente à vontade com gente anómina e vulgar que somos. No fundo sente que não merece este país. Ou melhor, este país não o merece. Não perdoe a injustiça de ter nascido aqui, entre os amantes do "vinho, o rissol, o frango estufado".
    A pergunta anterior é pertinente: este post não é xenofobia?

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  10. LOL. Acho que vou sair desta caixa de comentários com uma análise do meu perfil psicopatológico sem ter de pagar nada por isso. E ainda bem que não pago.

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Aqui vai a minha aposta:

    “Deus” é a entidade que é considerada como interveniente em maior ou menor grau na criação do mundo, na vida de cada ser humano e no que pode ser o post-vida de cada pessoa.
    “Fé” é a relação pessoal de cada ser humano com o seu “Deus”
    “Religião” é o conjunto de preceitos e relações inter-pessoais tendo por veículo a Fé.
    “Igreja” é a estrutura de suporte, com um maior ou menor grau de exclusividade, que tipicamente regula as questões da “Fé” e a organização da “Religião”

    Já agora, e se me permitem uma certa publicidade, tenho este blog (http://peaodotempo.blogspot.com) no qual realizo pequenas análises despretensiosas e sem fundamento científico ou religioso sobre a vida e sobre as questões da morte. Tenho a dizer que a compreensão do quão exíguo é o tempo de uma vida me tem levado a tornar mais tolerante relativamente aos Outros.

    Cumprimentos

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  13. "“Religião” é o conjunto de preceitos e relações inter-pessoais tendo por veículo a Fé"

    Era isto que eu procurava. Mas, uma dúvida, quem estabelece e com que direito os "preceitos"? E com que validade? E com que objectivo?*

    *novamente, aplicável a qualquer Religião.

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  14. Bem Dário, só me posso basear no pouco que sei, e no pouco que entendo.

    De um modo simplista, diria que tudo começa pelas tentativas de explicar o universo (cosmologia) e a existência de cada indivíduo.
    Dentro das sociedades, começam a formar-se grupos de alinhamentos tendo em conta a reverência prestada a certos indivíduos (os mais fortes, os anciãos, as mulheres, etc).
    Provavelmente seguem-se fazes de darwinismo, em que existe competição entre as várias correntes, e no qual vamos tendo a presença de marketing para atrair aderentes.
    A dado momento deve entrar na equação a característica humana do controlo: será que uma religião que é contestada por qualquer um tem hipóteses de sobreviver? Surgem os movimentos de controlo, pela definição de regras, de penalidades (proscrição, morte, etc…) e de elaborados esquemas montados para explicar falhas na Religião.
    O Budismo, por exemplo, parece-me extremamente descentralizado na questão da administração dos preceitos, talvez assente mais numa questão de tradições suficientemente inofensivas e suficientemente atractivas para manter os seus fiéis. (Estou a falar sem saber muito do Budismo, atenção).
    No caso do Cristianismo Católico e Ortodoxo, a estrutura é muito mais dominadora de todos os preceitos, resistindo com grande intensidade a mudanças, só as aceitando quando não existe mais qualquer possibilidade de as evitar (e.g. heliocentrismo, e o geocentrismo nem era um dogma originalmente cristão). Mas a estrutura tem já os mecanismos fundados para incorporar as mudanças, no tal sistema de explicação de falhas da própria Religião. Parece-me que o Cristianismo Protestante é muito mais descentralizado, e removeu alguns aspectos considerados acessórios do corpo da Religião, deixando-os ao domínio de cada um – suponho que um Protestante possa admirar a pessoa de S. Bento sem problemas – mas sendo contrário a que eles voltem a ser introduzidos.
    O Islamismo também aparenta ser mais ‘leve’ nas questões de controlo por parte da hierarquia, mas como teve uma raiz muito literal na leitura do seu livro sagrado e (ainda?) não passou pela separação que ocorreu no mundo Cristão, o livro sagrado acaba por fazer o papel que na ICAR está reservado à Cúria e ao Papa.
    Penso que é possível identificar que os livros sagrados na ICAR têm um papel relevante, porém não são lidos literalmente mas sim como um conjunto de ensinamentos e regras gerais. As principais regras são mesmo controladas pelo corpo da Igreja.

    Como Católico Romano, causa-me imensa confusão toda a questão sobre o limbo: como é possível uma entidade não divina falar com tanta autoridade sobre uma matéria que se encontra no Céu, o domínio de Deus? Em termos simples: quem lhes deu o direito a proclamar a existência de um limbo? Pelo que sei, nem se tratou de alguém que disse: “tive uma revelação”. Só pode ter sido uma questão de controlo, por via dos tais mecanismos de compensação de falhas, para permitir a conciliação entre o baptismo (requisito para entrar no Céu) e os profetas e inocentes que não tinham sido baptizados (não iriam para o Céu?).

    De minha parte, tento fazer da minha Fé a minha Religião, e vou aceitando o que quero aceitar. Devo estar, por definição, excluído da Igreja.

    Cumprimentos

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  15. Sobre o texto pode-se discordar da forma mas não do conteúdo.

    A igreja (instituição actual) não se compactua com a igreja (reunião de crentes) no contexto da Bíblia. Foi erigida sobre a pedra (Jesus) uma Igreja que não é a bíblica e não é a desejada.

    Temos uma Igreja que permite volúpia e ganância invés de cumprir os votos de abnegação e amor ao próximo.

    Temos uma igreja longe do dogma monoteísta e que cria deuses e deusas à toa, mediante fenómenos de necessidade popular e surrealismo.

    Temos uma igreja que ergue templos e mais templos em detrimento da satisfação das necessidades mais básicas dos seus crentes mais pobres e desprotegidos.

    Temos uma igreja que louva uns textos moralistas que se contradizem, basta mudar os livros sagrados para termos contradições sobre um mesmo assunto, e que se baseia nestes escritos para ditar uma normas para uma realidade que não é a bíblica.

    Temos a Igreja que temos, e invés dos crentes fecharem os olhos aos erros da sua Igreja se promovessem a supressão dos mesmos todos ganharíamos.

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  16. Deus nos livre de termos um Vítor Pimenta a mandar no mundo e a decidir o que é bom ou mau.
    Daqui a pouco tinhamos todos de andar de mãos dadas e gritar UAU sempre que víssemos a nova colecção da Zara.
    Deram uma licenciatura a este menino, um espaço para escrever sobre os traumas de infância (duvido que tivesse infância) e depois acontecem coisas destas.
    Ah, e o texto não é nada xenófobo.

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  17. Caro Vítor Pimenta

    Compreendo a natureza do post mas não nos podemos esquecer que a oferta só se verifica nesses termos porque a procura é muita. Certamente que as lojas de S.Bento não começaram enormes como são.
    Eu sou católico, e embora pratique (ainda que poucas vezes) a minha religião, nunca me lembro de ter dado dinheiro à Igreja. Contudo, não critico quem o faz, pois age movido pela sua fé, e certamente que a paz de espírito que alcança com o acto de oferecer dinheiro à Igreja vale mais do que o dinheiro "perdido". Não nos podemos esquecer que muita gente acredita que dando dinheiro à Igreja pagará as suas promessas. Não temos a certeza de que isso seja verdade, mas também não temos a certeza do contrário, daí ser pouco sensata qualquer crítica à procura de materiais religiosos, seja em que santuário for.

    Cumprimentos

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  18. É verdade, dEUS m'os livre. Ainda me dão as rédeas deste mundo como me "deram a licenciatura"(mas ainda não me foram levar a casa) e me "deram um espaço para escrever". Até eu tenho medo que me dêem coisas e não lhes saiba botar mão.

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  19. Vejo este post como um ponto de vista, uma mera perspectiva de escárnio e mal dizer. A realidade que mostra é um facto, a adjectivação usada é insultuosa.

    Há a tentativa de constatar pequenez de espirito a quem livremente expressa a sua fé, independentemente das "caralhadas" e "comezainas" que as acompanhe (e que não serão mais que manifestações do convivio familiar tradicional).

    Há a tradicional tentativa de mostrar o lado mercantil da fé, como se a existencia da panóplia de objectos obrigasse ao seu consumo. Só compra quem quer e felizmente há a opção de o fazer ou não.

    Por último, olho para este ponto de vista e vejo o mesmo olhar cínico com que se olha para a homossexualidade. Ora, num local onde persistentemente se critica esse ponto de vista é bom ver que afinal somos todos iguais. Até na forma como vemos o que não gostamos.

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  20. Vitor,
    Vou apresentar queixa sua na ERC. Este texto viola a constituição porque desrespeita a identidade nacional. Quando profana os símbolos da Igreja Católica, quando blasfema, quando se fasta dos caminhos do Senhor está a violar os princípios que regem este país, católico desde a primeira hora até ao último dos dias. Deus encarrega-se da Justiça Divina, mas os homens devem tratar da sua justiça para que Deus possa ser brando e acolher todos na Sua casa celestial.

    Vou rezar por si porque tenho pena do que escreve ofendendo Deus e todos os católicos.

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  21. Ui que vai haver uma "fatwa" ao autor do post... Vai ser na fogueira ou já se podem aplicar outros métodos?

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  22. "quando se fasta dos caminhos do Senhor está a violar os princípios que regem este país, católico desde a primeira hora"


    Desculpe lá mas a Constituição é laica e a todos concede o direito de NÃO ter que responder ao seu deus ou a qualquer deus, ou a deus nenhum.

    Não venha com tretas antes que alguém se vá queixar a-não-sei-quem do seu blog teocrático, um espaço de permanente achincalhamento dos não-temerosos, dos ateus, dos heréges, dos que não recenhecem o Ratz como seu líder inspirado e infalível.

    Valha-nos Deus.

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  23. "Quando profana os símbolos da Igreja Católica"

    Oh Pimenta, tu andas por aí a profanar símbolos da Igreja Católica??

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  24. LOOOOOL
    Isto tá muito bom.
    Claro que é uma parábula "à pimenta".
    Adorei!

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  25. YUPI!!!! O Vitor vai para o Inferno. Assim já não vou sozinha!!!!

    Amo-te, pá!

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  26. Que heresia! Estou agradavelmente escandalizado...!

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  27. O post está bom, mas os comentários estão melhores :-)

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  28. O Sócrates sonha com o modelo finlandês.
    Guilherme Gomes e Sousa sonha com o modelo iraniano.

    Será coincidência que entre os países menos prósperos da Europa (e do mundo) estão muitos onde há um domínio da ICAR, ou onde houve um grande domínio histórico da ICAR?

    Do ponto de vista histórico, económico e social, qual foi a vantagem das Inquisições em Portugal e Espanha?

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  29. Este post é... no mínimo... delicioso.
    É fantástico poder revisitar esses locais de (O)culto numa escrita que tem tanto de queirosiana como de voyeur. Tanta descrição e tão pouca discrição deu-me vontade de comer uns rissóis e de ir revisitar um desses locais ermos de peregrinação domingueira.

    Está na essência da igreja do homens todo este branding de santos, santinhos e santolhos, esses pedaços de Madame Tussauds espalhados pelas ermidas de Portugal.

    Vidé todas as portinhas abertas por esses países... fátima... e lugares afim.

    Não podemos ser activistas.. não confundamos Igreja com Religião. São dois conceitos paralelos, e como tal, por mais próximos que estejam.. nunca se tocam...

    Bem Haja ao Cronista

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  30. Este post é puro preconceito cultural.
    As famílias que vão ao S. Bento não vão apenas por um acto de fé, se "enchem parques de merendas e logradouros à sombra estrada acima, com o vinho, o rissol, o frango estufado e os "caralhos" mandados à canalhada a bulir no que não deve" é porque também vão pelo convívio familiar. A minha geração familiar já não alinha nestes programas Domingueiros, mas outras gerações os fizeram e não consigo deixar de sentir que ataca a sua memória. Acha que os homens que jogam às cartas pela tarde fora e as mulheres que corta-e-cose não são tão diferentes dos que jovens que vão aos festivais de Verão e outros destinos mais sexy? Ou serão reflexos de diferentes gerações e realidades culturais que somos?
    As suas raízes são rurais e não preciso dizer-lhe que povo somos fora dos grandes centros. Tristemente para si, Portugal não é a esplanada da Brasileira. Ainda que essa seja igualmente desprezada pelas esplanadas homólogas das centralidades culturais alfacinhas e tripeiras.
    Exercício idêntico ao realizado sobre o S. Bento, e igualmente mordaz, seria possível de fazer sobre essas esplanadas, nos seus tiques intectualoides e outros. Bastava que fossem feitos pelo olhar exterior dos supostos patamares superiores. Este post ataca os devoradores do frango estufado e outras coisas acomodadas nos "tamparuéres", outros gozariam com do seu "provincianismo".
    A verdade é que não precisava de atacar os anónimos que vão a S. Bento para criticar o que considera ser a mercantilização da fé.
    Alguém referiu que o post era Queiroziano, estranhamente há muito no autor deste post me lembra a personagem João da Ega. Um literato apaixonado pela sua retórica. Um provocador inconsequente.

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  31. O Sr. Vitor Pimenta é um iluminado e por outro lado um Zé Ninguém. Conheci este blog a semana passada, mas não posso deixar de ficar horrorizado com o que aqui se escreve.

    Não creio que seja através da denúncia ou do insulto que iremos calar este tipo de gente, mas sim através do desprezo.

    Hoje retirei de imediato do meu facebook e twitter a Avenida Central. É o conselho que posso dar perante este tipo de gente.

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  32. E eles a dar-lhe, que o post é para gozar a malta...

    Lua/Dedo. Hello!!?

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  33. Não me ofende em nada este post do Vítor Pimenta. Felizmente vivemos num país livre onde cada um expressa livremente a sua opinião. Ademais, este espaço é d Vítor Pimenta (e outros autores que gosto de ler), pelo que quem não gosta não lê.
    A mim, enquanto Católico e minhoto, não me repugna nada todas estas manifestações de fé. Aliás, causa-me muita confusão que por um lado se ataque tanto estes fenómenos, tão tradicionais, e depois se venha apelar à defesa dos usos e costumes locais contra a "macdonalização" (não é certamente o caso deste post). Acho perfeitamente legítimo, e os visados têm de o respeitar, que alguém se incomode com "o vinho, o rissol, o frango estufado e os "caralhos" mandados à canalhada a bulir no que não deve"; da mesma forma que os visados respetiarão o meu incómodo de outros com, por exemplo, marchas pirosas supostamente progressistas e igualitárias.
    Cumprimentos a todos,
    Pedro Gomes

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  34. Eu sou católico, crente e, como os tempos de hoje obrigam a definir, praticante.
    Foi um elemento de um grupo de jovens católico e durante 4 anos fui animador do mesmo.
    Durante esse tempo, como elemento e animador do grupo, fiz várias formações, participei em algumas actividade em que se pode listar visita a lar de idosos, a casa do Padre David de Ruilhe (deve fazer parte da igreja, mas é só boatos) e principalmente a tentar integrar jovens ou na paróquia ou mesmo na Igreja. Um dos passos que o grupo deu foi integrar no movimento JOEMCA(Jovens em Caminhada), movimento de grupo de jovens católico liderado pelo Padre Costa Pinto. A cede do movimento é no CAFJEC, na rua por detrás da Sé de Braga, que acolhe desde jovens com problemas sociais a toxicodependentes. Procurem pelo projecto.
    Durante algum tempo tive contacto com o CAB (centro académico de Braga), junto à FacFil, que é orientado por Jesuítas. Nesse centro estimulam o aprofundamento da fé dos jovens universitários e não só. Lá se iniciou o projecto "Rabo de Peixe sabe nadar" que o objectivo é proporcionar semanas diferentes aos miúdos de Rabo de Peixe, nos Açores. Fazem parte da organização dos campos de férias dos Gambozinos, campos de férias para miúdos desfavorecidos e frequentemente excluídos e com problemas familiares graves. Fazem outras actividades, desde recolha e distribuição de donativos a carenciados, grupos de apoio social, leigos para o desenvolvimento, etc.
    Conheço muitos outros movimentos católicos que se empenham em dinamizar a sociedade católica ou leiga para melhorar problemas sociais, mas o sucesso depende da adesão.

    A Igreja tem tentado contribuir para a melhoria da sociedade em geral, porem, devido ao facto de ser conduzida por homens, nem sempre acerta, nem sempre consegue o que se propões, mas tenta fazer o que pode.

    Reconhecendo que não sou grande exemplo e que muito há que fazer para o ser, pergunto ao Sr. Marco Gomes que raio é que tem feito para contribuir para uma sociedade mais justa?
    Será falar mal dos outros?
    Apontar os podres sem olhar à parte que se encontra boa?
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    Quanto ao autor do post, não critico as suas "tradições" de beber café na brasileira, enquanto lê um clássico ou nome sonante da literatura e arrota postas de pescada sobre todos que os que não seguem o seu estilo de vida.
    Senhor Vítor Pimenta peço perdão por ter nascido num país que não o merece, não o entende e não crê em si... Coma um coxa de frango estufado junto a uma estrada empoeirada e jogue ao fito, que é isso que se faz nas romarias.

    cumprimentos

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  35. lol. É sim. Eu é só pernas de frango gourmet e canja tipo vichyssoise.

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