O Complexo Elisa Ferreira

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Elisa Ferreira visita o Hospital São João
© Porto para Todos

Venho manifestar a minha profunda solidariedade para com Hugo Pires e Palmira Maciel. Com efeito, não lhes podendo conferir o voto, tanto por dever de ofício como por imperativo cívico, entendo que a actual crise económica ameaça novas e velhas oportunidades, sem as devidas distinções entre plebeus e aristocratas.

Já não bastava o negro cenário político local, que em Braga promete fazer cair um poder que ganhou raízes, agora também o mundo profissional dá sinais de não poder absorver a competência, rigor técnico e ética profissionais destes dois insignes bracarenses.

É, portanto, com total compreensão que se compreende a dupla âncora largada no meio do mar da incerteza por parte dos dois (quase) ex-assalariados da autarquia. Tanto mais que os exemplos recentes de outros pleitos eleitorais – Elisa Ferreira e Ana Gomes – validam uma tal postura. O apego à causa pública é de salientar, não se encontram exemplos tão apaixonados pela vida política e pelo serviço público todos os dias.

Aproveito ainda para modestamente deixar alguns conselhos úteis para enfrentar as costumeiras criticas de quem, certamente por incapacidade intelectual, não entende como pode alguém candidatar-se a dois cargos de natureza tão distinta entre si, senão como garante de um sustento doutra forma improvável.

Desde já se elogia a lucidez destes dois servidores públicos. Ao embarcarem nas listas à Assembleia da República demonstram ser dos primeiros, entre os seus pares, a entenderem que a Câmara de Braga está perdida, “muito mais [de] Braga”, de momento, só em Lisboa. Por outro lado, exorto os visados a usarem doutro expediente que não o das famigeradas candidatas socialistas. Ao invés de assumirem que só irão para lá (neste caso, para a capital) se perderem por cá, será mais avisado confirmarem que nem uma coisa nem outra, que ficarão a meio caminho, numa qualquer empresa pública, nomeados à boca das urnas, na vertigem da dupla derrota que se anuncia.

O que se perde em decência democrática, ganha-se em frontalidade, o que, nos dias que correm, é capital de monta para qualquer político que se preze.

O dia 11 de Outubro será, acredito, o primeiro do resto das vossas vidas, um bem haja pelos serviços prestados e um até sempre desde esta “Terra do Nunca” em que o relógio, “tic-taqueando” na barriga do crocodilo, começa a ouvir-se perigosamente perto do navio do nosso capitão Gancho, como dizia o outro “vocês sabem de quem nós estamos a falar”.

2 comentários:

  1. Esta avenida nada tem de liberal, antes pelo contrário, esbarra na mesquinhes da pequena inveja que grassam nas suas palavras.

    Nada tem de liberal, pois tudo quanto se lê roça a arrogância.

    Da dupla derrota??? se os presidentes da câmara e candidatos do psd nas autarquicas demonstram agora o seu apoio a socrates, só mesmo a avenida liberal da mesquinhes e casmurrice consegue antever a vitoria do psd nas legislativas.

    E a vitoria do psd em braga, julgo que ja foi mais certa, pois cada vez que falam perdem votos.

    por isso, reafirmo, esta avenida nada tem de liberal, mas sim de mediocre, que se esbarra num anuncio do mike e do melga que vi num site laranja aqui do burgo.

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  2. Viajar de comboio é sobretudo reviver e estabelecer mesmo culturalmente, uma ponte com a cultura e a história...lembrar Camilo e tantos outros que escreviam em viagem enquanto contemplavam as paisagens através das janelas das carruagens.É diferente mesmo a substituíção do alcatrão e das paisagens nostalgicas da auto estrada, com o prazer que advém duma viagem despreocupada onde a segurança e comodidade se aliam trasmitindo um sentimento de viagem familiar.Hoje como no passado, devíamos trocar mais vezes o carro pelo comboio e levar connosco famíliares e amigos, à procura de paisagens fotografadas ou filmadas para a memória.

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