A Igreja e as Eleições

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Quem Votar PSOE Vai para o Inferno

Imagino que todos os crentes concordem com o Arcebispo de Braga quando diz que «ser padre implica universalidade e isenção» em termos políticos. A liberdade de expressão é um dos pilares fundamentais das sociedades democráticas e, como tal, considero perfeitamente legítimo que a Igreja Católica organize comícios eleitorais como sucedeu nas últimas legislativas em Espanha e apele ao voto em alguns partidos como está a acontecer nas presentes autárquicas e legislativas em Portugal.

Contudo, sendo a Igreja Católica uma associação privada da sociedade civil deveria estar sujeita às mesmas regras de todas as outras associações de direito privado, isentando-se de receber privilégios adicionais do Estado. Além do mais, sendo accionista de investimentos na área da hotelaria, educação, saúde, comunicação social e turismo resultam desses benefícios desequilíbrios prejudiciais à livre concorrência que favorecem as suas empresas comparativamente com outras empresas privadas dos mesmos sectores.

Ao apelar ao voto em alguns partidos, torna-se legítima a desconfiança sobre o facto desses mesmos partidos virem a favorecer os interesses políticos e económicos da Igreja Católica quando vierem a ocupar a cadeira do poder. Tal como as nebulosas relações entre empresas e governantes, também a promiscuidade entre os responsáveis das confissões religiosas e os partidos políticos deve rejeitar-se porque mina a credibilidade do sistema político e faz perigar a obrigação de isenção das instituições públicas.

A ler: Padres e hierarquia divorciados no apoio a Santana, no IOL Diário.

8 comentários:

  1. A ignorância sempre foi atrevida. E neste caso, o post está pejado dela.
    Vou somente referir-me a um que é categórico e não deixa dúvidas.
    Se o Pedro Morgado estivesse atento aos «últimos» desenvolvimentos saberia que na última Concordata, que tanto o deve importunar também, foram retiradas todas as isenções, ou privilégios como lhe queira chamar, na área económica. As que se mantiveram são as mesmas que qualquer outra associação de qualquer índole pode ter. Assim qualquer actividade na área da hotelaria, educação, saúde, comunicação social e turismo, regem-se pelas mesmas regras de funcionamento e impostos que qualquer outra empresa.
    Quanto ao resto, também não se aproveita uma, basta para isso referir que não foi feito qualquer apelo para o voto em algum partido.

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  2. Obviamente que não é salutar certas afirmações que saiem das bocas de alguns padres da nossa praça... mas é preciso diferenciar quando falam em nome da Igreja e em nome pessoal. Lá por virem de batina e cabeção debitaram frases que não são do seu rosário é lá com eles e não com a Igreja. Para mim os padres têm um lugar bem definido e não passa por púlpitos políticos...

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  3. Por ignorância vou deixar 3 palavras: disciplina de religião e moral.

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  4. Concordo em absoluto! A verdade é que a Igreja mantém imensos privilégios, como por exemplo os capelães, as disciplinas de moral nas escolas e as isenções de impostos da actividade religiosa.

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  5. Só agora vi o que escreve Miguel Braga. Que vergonha. A Católica recebe o mesmo que o CESPU onde estudo?

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  6. Mais um Anónimo ignorante...
    Quanto é que recebe a Católica?
    Falar por falar, ou por se ouvir falar não custa nada...
    Já agora o que é o CESPU?, peço desculpa pela minha ignorância...

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  7. Já agora para o Anónimo perceber melhor ao que me refiro pode ler: http://jpn.icicom.up.pt/2007/10/25/universidade_catolica_contra_corte_de_subsidio_do_governo.html
    Andar bem informado nunca fez mal a ninguém...

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  8. Quem não ouve falar de apoios da Igreja, ou melhor das paróquias por exemplo em eleições para juntas de freguesia de cascos de rolha?
    Conheço casos bem reais de influência directa em missas e por aí fora, mas enfim, já não é nenhuma novidade.
    Quer se queira, quer não, as religiões acabam sempre por ser uma influência para os seus crentes, e em termos políticos isso é na minha opinião visível todos os dias nas mais variadas religiões.

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