De Uniforme É Melhor!

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Mocidade Portuguesa
© lusografias

«Um professor veio ao Conselho Executivo dizer que se tinha sentido incomodado pelo facto de estar a dar uma aula e de ter, à sua frente, uma aluna com uma saia tão curta que se viam as cuequitas [...] Os exageros podem levar a uma falta de respeito entre alunos. Algum cuidado na forma de se apresentarem poderá contribuir para o apaziguamento de certas situações» [Jornal de Notícias]

Este trecho diz muito sobre o espírito salazarento e machista que ainda domina o país. A defesa da moral e dos bons costumes não dá tréguas, mesmo quando o móbil é o desconforto erotizante de um professor que se incomoda diante das vestes minimalistas de uma aluna. Até quando os meninos apalpam as meninas, a culpa é delas que se vestem desmesuradamente apetecíveis. Isto é Portugal, estúpido!

18 comentários:

  1. Este é o artigo mais estúpido que já vi neste blog.
    Para além de querer ver as questões com duas palas nos olhos como os cavalos e o farricoco, mostra claramente que não está por dentro do caso.
    Eu penso que em qualquer lugar uma pessoa se deve apresentar de maneira adequada e uma sala de aula merece algum respeito.
    Quanto a essa parte do machisto, esclareço que as orientações de vestuário da tal escola, que não são imposições, também se aplicam aos rapazes.
    Se o Sr Morgado pensa que numa aula não deve haver códigos de vestuário como há em todo o lado (escritos ou não) pergunto-lhe se acha bem ir, por exemplo de tronco nú e se iria também de tronco nú para o trabalho num dia de calor.
    Sem mais,
    João Costa

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  2. Então... mostram-se as cuequinhas...
    É isso?

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  3. Esse exemplo é estúpido, mas não seria assim tão mau termos uniformes nas escolas públicas.

    Os alunos gostam de se fazer sobressair pela roupa que ve$tem o que pode gerar desconforto.

    Acho que não se perdia nada. Mas uma medida destas teria que incluir um "uniforme" simples o mais semelhante ao estilo de grande parte da população.

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  4. Realmente... É como impedirem as pessoas de irem para o escritório de biquini, um constante atentado à liberdade individual. Sempre o velho "espírito salazarengo e machista"!

    Pedro

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  5. Pedro

    Dediquei uma posta de pescada ao assunto, no meu blogue. Acho que deve existir algum bom senso na imposição dos limites, mas também há alguns problemas a ter em conta, nomeadamente a falta de liberdade administrativa das escolas e a falta de liberdade de escolha dos alunos.

    Abraço

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  6. Sejamos honestos uma vez na vida:
    Não devemos ter algumas regras de bom comportamento social, incluindo nestas a forma de vestir?

    Uniformes será porventura um exagero, digo eu.

    Mas cairemos, um dia, no erro de sairmos nus à rua, só porque temos de ser livres?
    Até hoje sair nú à rua não tem passado de um pesadelo ocasional para alguns, no entanto a liberdade de usarmos a roupa e o corpo como forma de estar na sociedade não deve NUNCA (acho eu) ser motivo de desleixo na boa-educação e protecção da intimidade que hoje-em-dia é menosprezada por diferentes factores.

    Vejamos um exemplo:
    Adolescentes que vejo na rua não pecam pela forma ou função dos tecidos que cobrem cada vez menos partes anatómicas, porque isso pode trazer nova criatividade à moda que sempre fizeram parte da história das sociedades, pecam sim pela falta qualidade nos materiais e acabamentos que, duma forma leviana, se caiu no erro de aceitar tudo o que se diz ser moda.

    Este aspecto nada tem que ver com o que se vê ou não por baixo da roupa, porque isso é uma mentalidade e uma educação que varia com a consciência (ou integridade) de cada pessoa.
    Era o que mais faltava proibir de falar alto em espaços públicos só porque há quem ache que é falta de educação.

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  7. Assim sendo, o limite ao vestuário seria, para elas "sem roupa até ao ponto de não mostrar os mamilos"...

    pérfido...

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  8. Alguns ainda não perceberam... Estamos a sofrer na pele o império da liberdade económica. Tudo se pode fazer.
    Alguns continuam a falar do império da liberdade sobre tudo!
    Cuidado, regras!? Isso é um monstro que nos pode privar de exercer a nossa Santa Liberdade!!!
    Até porque que quem age por liberdade, age sempre, sempre, sempre bem!!!
    Porquê a ideia tola e ditatorial que alguns têm de limitar a nossa Santa Liberdade?

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  9. Concordo com o uniforme e proponho já um:
    Calças jeans de 100 euros (Levis autenticas) e sapatilhas de 80 euros ou ao contrário, tudo pago pelo Estado, com direito a 4 mudas/ano...

    Sejamos sérios, ele há cada son of a bitch...
    E não se pode exterminá-los?

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  10. Espero viver até ao tempo em que as pessoas andem todas contentes com a velha parra a tapar as partes, mas a sentirem-se desrespeitadas enquanto não são tratadas por dra., profa., etc.
    A segunda parte já está a rodar...

    Efémero. Boçal.

    A minha liberdade termina onde começa a do próximo!

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  11. Salazarista é essa censura de, primeiro visualizar e depois publicar.
    O aviso já está expresso aqui...

    "Os comentários são da exclusiva responsabilidade dos seus autores."

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  12. Eu até compreendo esse professor... não vá ele ser acusado pela aluna de assédio sexual... Por isso, ela que venha compostinha... mais vale prevenir do que remediar!

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  13. Pedro, concordo totalmente contigo.

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  14. Não sei onde está o problema.Isto não é mais do que uma recomendação da Confap ao ministério da "Inducação".Aliás o "cromo-mor"que se diz representativo dos pais portugueses e não ,só é um entusiasta acérrimo das fardas.Pelos tiques deve ter andado na mocidade portuguesa ou "comeu" da legião

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  15. Concordo e não concordo.
    Obviamente, a ideia de que a forma como nos vestimos é sujeita a regras da escola é um pouco má.. no entanto, e tendo em conta a apresentação de inúmeros alunos hoje em dia, realmente há que concordar que algo tem que ser feito.

    As pessoas já não têm personalidade, para começar. Vestem-se todas da mesma forma "única" e peculiar. Ora, num ambiente de aprendizagem como é o da escola, deve haver consideração pelo aspecto, assim como o há num emprego, etc.

    E sejamos honestos: a maior parte desses pikenos que hoje em dia se vestem com tanto menos roupa quanto possível, fazem-no apenas para se mostrar... as aulas não estão propriamente na sua lista de prioridades.

    Além disso, ninguém falou em usar um uniforme; apenas se tentam evitar as ocasiões em que conseguimos ver os boxers do rapaz apesar da sua camisola grande, ou casos em que o próprio soutien da rapariga cobre mais as suas mamas do que a camisola que ela usa. Ou ainda aqueles casos em que a saia é facilmente confundida com um cinto mais largo. É preciso vestir-se adequadamente... não é uma imposição, é uma questão de convenções sociais (ainda bem que ainda existem algumas).

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  16. "As pessoas já não têm personalidade, para começar."

    Claro. Como todos sabemos, há 50 anos atrás, a sociedade portuguesa era brutalmente individualista, promovendo a liberdade de pensamento e direito à diferença. (sarcasmo)

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  17. É engraçado que o discurso de como os jovens se vestem remenda e oculta o sério problema: a instituição Escola está desprovida (por vários factores) da capacidade de encontrar fórmulas que se adeqúem ao espírito dos jovens. E com isto refiro à sua constante desmotivação pelas aulas, à desmotivação dos professores e ao contínuo desinteresse dos "paisinhos". Impor códigos de vestuário parece-me ridículo e não ajuda em nada. Apenas disfarça outros problemas.
    Quando ouvi a notícia, ouvi um rapaz (que devia ter os seus 15 anos não mais) referindo que os pais deviam ter um papel importante na questão do vestuário dos seus meninos, mas conseguem eles controlar isso?
    Escrevam aqui quem nunca foi para a escola com a roupa que não queria vestir, mas fora obrigado pelos pais. Ou então, que pudesse levar escondido o casaco ou o top que queria vestir naquele dia para impressionar alguém, ou porque assim o quer fazer! A nossa memória é muito curta, não acham?

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  18. "Claro. Como todos sabemos, há 50 anos atrás, a sociedade portuguesa era brutalmente individualista, promovendo a liberdade de pensamento e direito à diferença. (sarcasmo)"
    Como se pode ver, hoje em dia todos fazemos uso pleno dessa liberdade de pensamento e direito à diferença. (também é sarcasmo)
    De qualquer modo, ninguém o mandou olhar tão para trás.

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