Bailinho da Madeira

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Alberto João Jardim fala com Mário Crespo, interrompe-o, divaga em caroladas ao senhor Sócrates e ao piésse-diê, irrita - como irrita Mário Crespo na sua sofrível e esforçada aura CBS. A entrevista ondulou como um carrossel entre o reallity-show, Na Casa do Alberto João, e umas boas verdades- cliché(que até lhe fica mal dizer): a Constituição obtusa, com obrigações adiadas ( vá lá que gabou a parte dos direitos, liberdades e garantias), a escumalha politico-partidária que faz carreira, os interesses, os grupinhos (para não dizer grupões) anexados ao Estado Central que tão depressa sorve a riqueza em impostos, como muito devagar compensa os de quem sorve.

O presidente do governo regional da Madeira é inteligente, nota-se, (os madeirenses também não são estúpidos) talvez demasiado honesto quando fala, mesmo contra si, sem dever nada ao vernáculo. A ilha, é como se sabe, uma social-democracia instalada e emaranhada na sociedade civil, como deve ser uma social-democracia, keynesiana. Tal como no resto do país, mas com a vantagem da poncha e túneis para Curral de Freiras. O restante carnaval é - bem vistas as coisas - o mesmo da mentalidade portuguesa, apenas estendida ao Atlântico. Vê-se do Minho ao Algarve. Mas se o sistema político português está em falência, como repetiu, é porque está refém do carisma dos seus políticos, beneficiando os melhores vendedores de banha da cobra. Alberto João Jardim vende como ninguém.

3 comentários:

  1. Um grande cómico, este Alberto João...
    Tinha que ser inventado!
    Para ele ser keynesiano basta ser despesista, à custa do orçamento central ou de uma lei de finanças regionais que lhe afectem uma percentagem elevada de verbas elevadas cobradas localmente...
    E falou ele na regionalização, como se cada uma das Regiões pudesse "comer" ao nivel da Madeira, tipo multiplicação dos pães...Então é o defice subia...

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  2. E os interesses que vivem colados ao estado regional? Não mencionou? Que choque...

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  3. Uma entrevista, dois Jardins:
    o homem de aço no seu reino de Narnia insular e o pobre acossado do establishment no continente.
    As bananas provocam esquizofrenia?

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