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Na Esquina da Avenida

Escândalo Português de Negócios

Espreitar mais ou menos regularmente os jornais de Espanha ou de França permite, sem dificuldade, perceber que há problemas que não são especificamente portugueses. A lista de sarilhos comuns é, aliás, extensa e não vale a pena referir qualquer exemplo. Um tanto peculiar é, todavia, a indiferença com que, entre nós, “quem de direito”, para usar uma carcomida expressão, lida com situações de imensa gravidade quando protagonizadas por gente com poder de facto. É certo que pode haver excitações iniciais, que, por vezes, se prolongam para além do que é habitual, mas, pouco depois, mal é ouvido o toque a rebate para outra indignação, tudo é, finalmente, agulhado para seguir o percurso normal do esquecimento.

Um antigo presidente da Câmara Municipal de Esposende, Alberto Figueiredo, falando enquanto accionista do Banco Português de Negócios, fez, ontem, no programa Prós e Contras, denúncias seriíssimas sobre as malfeitorias de uma “teia” constituída por gente facilmente identificável que não deviam cair em saco roto. “Tem de haver justiça”, disse ele, mas deu, depois, conta da sua falta de esperança em que ela exista. Qualquer pessoa se identifica facilmente com esta desencantada observação. De facto, poucos se arriscarão a dizer que a justiça acerta o tiro quando é chamada à caça grossa.

1 comentário:

  1. e ainda restam dúvidas sobre quem anda a ROUBAR o quê a quem??? ... por favor, este é o país das maravilhas... só que a Alice anda lá na mó de cima do ... p...o...d...e...r

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