Justiça de Fafe: Novas Oportunidades

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Não gostei nada do que aconteceu em Fafe. Todavia, tenho que concordar com João Gonçalves quando escreve que a senhora Ministra «anda a alimentar uma anarquia nada mansa no "mundo" da educação».

5 comentários:

  1. A avaliar por outros casos, se a rebelião "vira moda" vai ser um valente gasto em ovos.

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  2. É verdade que politicamente tem tido muitos problemas. Já quando foi escolhida, já se reconhecia a sua inexperiência política.

    Apesar de discordar completamente da posição dos sindicatos quanto à avaliação, percebo perfeitamente que a Escola está com bastantes problemas. Simplesmente não são os problemas pelos quais os sindicatos se preocupam. O que não surpreende muito, tendo em conta que os sindicatos lidam apenas com questões laborais.

    Por exemplo, argumentar que não têm tempo para fazer a avaliação porque têm muitas aulas e muitas reuniões é profundamente enganador.

    É óbvio que o problema reside na sobrecarga de trabalho que recai sobre (sobretudo) os professores titulares.

    É óbvio que a escola, nos últimos anos, se ter transformado numa ATL, com a proliferação de aulas que só podem ser mesmo para encher o horário dos miúdos e para dar jeito aos pais.

    Por outro lado, também me parece evidente que antes destas alterações, havia bastantes professores algo desocupados... ou com tempo livre a mais, quando comparados com o comum dos mortais e, em particular, da restante função pública.

    Existem muitos outros problemas "da" Escola e "do" Ensino. Simplesmente não são problemas que caiem no âmbito dos sindicatos e como tal, nenhum professor que "marchou" se manifestou em relação a isso.

    Se, desde logo, não creio que se possa exigir aos sindicatos que façam reivindicações dessa ordem, também é verdade que estes se andam a aproveitar desses outros problemas para protestar e juntar pessoas para se manifestarem quanto à avaliação, chegando ao cúmulo de haver gente a recusar a avaliação.

    Se é verdade que a Ministra tem lidado mal com uma série de problemas da Educação e que politicamente não é muito... sábia; também é verdade que a conduta dos sindicatos é perfeitamente vergonhosa, irresponsável e dotada de uma enormíssima má fé.

    Esta história do memorando, então, é absurda, pois acordaram que este regime deveria funcionar como está, com as ressalvas do memorando, até junho/julho de 2009, data em que se avaliaria e se procederia a modificações e alterações: em suma, a uma renegociação.

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  3. O melhor foi quando apareceu por trás um camião com os dizeres "Com fafe ninguém fanfe"...
    Espectacular...

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  4. Caro jls

    Pelos seus comentários vejo que tem uma enorme falta de sensibilidade pedagógica (essencial quando se abordam questões tão importantes como a educação) e política (pela forma deselegante como se refere aos sindicatos e pelo desconhecimento que evidencia em relação à luta sindical).
    Talvez fosse bom não emitir opiniões de forma tão ligeira sobre aquilo que não sabe.
    Aconselho-o a ler atentamente o que se tem escrito sobre o memorando assinado pelo Ministério da Educação e pelos Sindicatos, ver quem falhou e só depois emitir opinião. Ou será que lhe basta ouvir o que sai a terreiro nos média para "botar faladura"?
    Além disso julgo que deve respeitar a opinião de 120 mil professores que estão indignados com toda esta "trapalhada". Eu sei que dói, não poder atacar politicamente os professores pela luta que estão a travar em defesa da sua dignidade.
    Opiniões tão ligeiras como as que emite servem apenas para tentar descridibilizar os professores por causa de um sistema de avaliação que nada traz de bom em termos educativos, mas o problema é muito mais complexo. Para além da avaliação, veja, por exemplo, a aberração do concurso utilizado para "diferenciar" a carreira docente e, em simultâneo, a forma utilizada para se "melhorarem" os resultados dos alunos, recorrendo a um desmesurado facilitismo nos exames. Então, neste caso, não se fala do rigor na avaliação? Não se pretenderá conseguir com os alunos um sucesso meramente artificial, precisamente à custa do controlo e da "submissão" dos professores?
    De facto, nos episódios (que alguns tanto apelidam de reformas)que têm estado a ser levados a cabo pelo Ministério da Educação nos últimos anos, não tem existido uma preocupação efectiva de criar condições nem para a melhoria da qualidade educativa, nem para a tão propalada distinção pelo mérito com que alguns responsáveis tentam "iludir" a opinião pública.
    Acorde e veja que aquilo que está em causa é meramente económico e político, não tem nada de pedagógico.

    Cumprimentos,
    JCM

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  5. E tudo isto por causa da redução da despesa publica, para, coerentemente com o neoliberalismo (não faliu?),promover a redução da carga fiscal sobre os portugueses, pensando-se que aí está a libertação da sociedade civil, como se o Estado não fosse um motor sócio-economico...
    Eu por mim, pequeno-burguês, estou muito bem com os impostos que pago, não quero pagar menos, só quero MAIS ESTADO MELHOR ESTADO...
    De facto, os professores ganham muito dinheiro (no final de carreira...), aposentando-se para aí com 4oo contos /mês ou mais, não sei ao certo.Se o Estado daqui a 10 anos conseguir baixar o salário médio dos profesores em 2o/30/% por via de uma avaliação sujeita a quotas, dar-se-á por feliz...(Além do mais também o vai conseguir na restante função pública).Então não se diga que a questão de fundo é avaliação.Esta é meramente instrumental para conseguir o fim.E ninguém vê isto?

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