Avenida MarginalPobreza George Bush

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Um estudo de Bruto da Costa revelou, entre outras coisas, que quase metade dos portugueses está numa situação vulnerável à pobreza. Foi um bom mote para o populismo: Bloco de Esquerda e PCP puseram em marcha o respectivo repertório humorístico e, deste vez, com Alegre a juntar-se à festa. Nem Manuela Ferreira Leite se afastou da turba em alvoroço.

Compreende-se a situação. Épocas de crise são propensas a demagogias e o estudo, claro, teve o condão de fazer os portugueses exigirem ao Estado mais medidas contra a pobreza. Mas há algo de extravagante nas exigências que os portugueses fazem aos seus governantes. Combater a pobreza exige criar riqueza, tarefa em que os Governos têm, recorrentemente, mostrado uma pródiga inépcia. Alguns conseguem, quanto muito, distribui-la. Mas distribuir um bolo pequeno é condenar a família a viver de migalhas.

Manuel Alegre e seguidores alimentam, ainda, a doce ilusão de que a vitalidade económica de Portugal depende dos humores do primeiro-ministro e das grandes obras do regime, tão do agrado deste Governo. É um engodo apreciável a que o povo adere com agrado. Desresponsabiliza os portugueses e atira as culpas para o homem do leme. A crença é psicologicamente recompensadora para o português, que encontra um bode expiatório, e politicamente útil para os partidos, que encontram solo fértil para fazer demagogia.

Mas é falsa. Portugal não precisa de um Manuel Pinho hiper-activo. Portugal precisa que o Manuel Pinho saia da frente e que deixe trabalhar os portugueses que ainda estão interessados em fazê-lo. Precisa de menos burocracias, de menos impostos e de um Estado menos adiposo. Precisa, sobretudo, de mudanças institucionais que incentivem a produção de riqueza. Fazer como os nórdicos: primeiro a riqueza, depois os impostos. Começar por sair da pobreza pode ser um bom princípio.

Isto exige, também, mudanças culturais. Por exemplo, uma ética que não veja a riqueza como um pecado mas como um objectivo legítimo. O ataque cerrado às «grandes fortunas» é, por vezes, apenas o subproduto de uma inveza tacanha e mesquinha; mas constitui-se, quase sempre, como um olhar persecutório que vilifica qualquer forma de excelência. O corolário final é previsível: a criação de riqueza é desincentivada, os melhores quadros abandonam o país e os cérebros entram em processo de fuga. É verdade que os portugueses não lhes devem nada; mas também é verdade que afastar aqueles que mais poderiam contribuir para o enriquecimento geral acaba por constituir uma forma masoquista e contraproducente de desenvolvimento.

15 comentários:

  1. Este romantico ainda acredita nos glutões do neoliberalismo e do capital financeiro...

    Hoje, capitalista que se preze só investe no capital financeiro ou na distribuição, neste caso porque ainda há alguma classe média para consumir nas grandes superficies.

    Mas a este ritmo de destruição do Estado e do emprego que gera, as grandes superficies ainda vão ficar às moscas, à espera dos emigrantes no Verão...

    Onde é que o capital financeiro gera emprego?E com que isenções de mais valias?Joe Berardo nem no Benfica mete um tostão...Bastava "meter" o que lucrou em isenção de pagamento de impostos para o Benfica voltar a ser o maior!

    Mas, como disse há dias Ernani Lopes, os capitalistas portugueses não sabem crescer, só sabem consumir carros de alta cilindrada...

    Mas, como diz a cantiga de Zeca Afonso, quem tem tão lindas mulheres que mais pode desejar?

    MAIS ESTADO MELHOR ESTADO MENOS ASAE

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  2. Epá, já sabia que não eras muito perspicaz, nem de grande brilhantismo intelectual....mas não exageres que parece mal!

    Já se disse varias vezes por cá que, Portugal é o país mais desigual da Europa, ou seja, a riqueza criada está cada vez mais em menos mãos. Temos um problema sério de redistribuição de riqueza. O que vossa excelência considera "inveja", para qualquer pessoa minimamente decente é INJUSTIÇA SOCIAL, capicci?

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  3. Estava a responder ao post, obviamente!

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  4. Criar riqueza não é, de facto, pecado. Fazer fortunas à conta da miséria dos que trabalham (dando tempo de vida, couro e cabelo) é.

    O problema em Portugal é um problema de mentalidade partilhada por patrões, empregados, desempregados e ladrões. É o problema de um país onde o que interessa é fazer fortuna (à custa dos outros) e não riqueza (de que todos partilham, ou em que todos acabam por lucrar).

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  5. O ponta de lança do trio Odemira saiu novamente a terreiro para demonstrar o seu ódio visceral contra a esquerda, nomeadamente o PCP e o BE.Porventura, entende-se esta psicose devido ao facto de ter sido inculcado de algumas ideias durante a infância acerca dos papões comunas e dos pequenos almoços à base de criancinhas.
    Este Romano não acredita que exista pobreza em Portugal. Não acredita sequer que esta tenha ganho terreno nos últimos anos.Tudo isto é apenas obra do populismo...tudo isto é culpa de dois míseros partidos que nunca se sentaram na cadeira do poder ao contrário daqueles que ele tanto adora.tudo isto é culpa de dois partidos que perfazem menos de 15% do eleitorado...ai estes mandriões populistas que prometem descida de impostos ao contrário do ps antes das eleições...tudo isto é culpa de dois partidos que disseram que não haveria TGV enquanto houvesse uma criança a passar fome...ou estarei enganado?terá sido o anti populista Durão a dize-lo?
    Antes de mais já se convenceu que afinal este oásis à beira mar plantado tem metade do seu povo susceptível à pobreza.mas pergunto, como é possível?como foi possível?fomos governados por quem durante todos estes anos?PCP e BE? NAAA!!!!
    Mas o caro Romano apresenta a solução:deixem o pessoal trabalhar à vontade! esqueçam a dignidade laboral e "bora" para a frente...vejam a China!
    Deixem de perseguir os especuladores, os grandes capitalistas que "produzem" riqueza com os seus joguinhos da bolsa, deixem os detentores de grandes riquezas à custa dos trabalhadores miseráveis, deixem os grandes bancos e os seus pobres recordes anuais enquanto o tuga comum se vê grego para pagar a prestação da casa...deixem-nos em paz e sossego!
    coitados!
    Pergunto:num país no qual os bancos atingem valores extraordinários apesar da crise crescente, será que devemos exigir o pagamento da crise apenas aos mesmos de sempre?
    Romano dirá que sim! e qual a razão? eles podem fugir...
    Romano sempre disse que cada vez se produz mais riqueza, e neste ponto estamos de acordo.mas também diz que há menos desigualdade pelo facto de se criar mais riqueza.tudo muito simples então.
    o grande problema é que essa riqueza cai invariavelmente nas mesmas mãos de sempre.os mesmos que a guardam para si e não distribuem.os mesmos que pagam salários vergonhosos e se auto atribuem vencimentos principescos.os mesmos que ganham milhões com a especulação enquanto o zé povo vive à míngua.ora como explica que vivendo nós num sistema capitalista de "sonho", com tanta criação de riqueza, exista tanta desigualdade?e não me venha dizer que tal é mentira porque acabou de citar quem comprova que metade dos portugueses estão susceptíveis face à pobreza.então cria-se riqueza e há mais desigualdade?em que é que ficamos afinal.
    entretanto o pcp e o be continuarão com a sua propaganda "populista" que tem levado este país para a cauda da Europa nos últimos 20 anos...
    Um conselho: abra os olhos caro Romano.

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  6. Este reiterar de argumentos de parte a parte é que está a ficar pobre. Muito pobre e soporífero.

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  7. Caro Romano,

    apenas te faltou recordar que os comunistas "comem memninos". São maus, feios e cheiram mal. O país, como está, é que está bem. Interessa controlar o défice. A qualidade de vida dos portugueses, isso, não é prioridade.

    Podes sempre dizer que com o défice controlado será mais fácil desenvolver o país. A isso respondo, há quantos anos se pede esse esforço aos portugueses e qual o reflexo na qualidade de vida dos mesmos?

    Pelo contrário, posso dizer que nunca vi um parque automóvel tão luxuoso como agora. Normal, estámos em crise, pede-se mais esforço a alguns enquanto que outros continuam a auferir rendimentos injustos.

    Como poderá isto acabar?

    À bofatada, obviamente!

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  8. Numa coisa, pelo menos, tens razão.
    Vemos antigos primeiros ministros portugueses a fazerem brilharetes lá fora - António Guterres e Durão Barroso. O problema de Portugal não está nos governantes, mas nos portugueses, na mentalidade dos portugueses.

    A propósito: "Ask not what your country can do for you; ask what you can do for your country." J.F.Kennedy

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  9. José Pedro Monteiro10 de junho de 2008 às 12:13

    Pedro:

    "Foi um bom mote para o populismo"..."que encontram solo fértil para fazer demagogia."

    e como classificamos isto?

    "Portugal precisa que o Manuel Pinho saia da frente e que deixe trabalhar os portugueses que ainda estão interessados em fazê-lo" o trabalho liberta?..."Precisa de menos burocracias, de menos impostos e de um Estado menos adiposo" isto soa-me a jargão..."sobretudo, de mudanças institucionais que incentivem a produção de riqueza" que mudanças institucionais? como é que as mudanças institucionais por si só produzem mudanças de mentalidade generalizadas? um bocado estruturalista. "a criação de riqueza é desincentivada, os melhores quadros abandonam o país e os cérebros entram em processo de fuga" e isto?

    Ainda bem que não pensa toda a gente como tu. Epitetar os outros de demagogos e depois regurgitar argumentos que têm a mesma validação apenas provêm de quadros mentais diferenciados não é muito honesto.

    Abraço

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  10. O pá
    Este tipo é como as hemorróides.

    Quando menos se espera lá vão mordendo o...

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  11. Zé Pedro,

    No site da Priberam, demagogia é definida como o «governo ou actuação política pautada pelo interesse imediato de agradar às massas populares».

    Eu não sou político nem tenho massas às quais agradar. E, tendo em conta as reacções aos meus posts, é pelo menos duvidoso dizer que estou a tentar agradar seja a quem for.

    Mas considero grave que um partido sugira o congelamento do preço de petróleo e que ninguém ache a medida populista. E considero ainda mais grave que se apode de demagógico quem denuncia esse absurdo.

    Quanto aos outros quatro pontos que focas, vamos por partes:

    1. Não sei se o trabalho liberta. Sei que dá lucro e que cria empregos, que aumenta os salários e que melhora o nível de vida. E que em Portugal o trabalho - e sobretudo a excelência - é não apenas fiscalmente desincentivado como socialmente perseguido. O corolário é óbvio.

    2. Sim, é um jargão. Mas não há mal nenhum em utilizar jargões de vez em quando. Dizer que a promiscuidade entre autarcas, construtoras e dirigentes desportivos tem de acabar também é um lugar comum. Eu estou mais preocupado com a adesão à realidade do que escrevo do que com o facto de ser jargão ou não.

    3. Eu não disse que mudanças institucionais provocam mudanças culturais generalizadas. Aliás, até disse que eram necessárias as duas coisas. Mas a primeira é mais fácil de controlar politicamente.

    4. Quanto à fuga dos cérebros, não percebi. O próprio Cavaco Silva se desfez ontem em apelos aos «quadros qualificados» para que regressem ao país.

    Abraço,

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  12. Estou com pouco tempo mas vou tentar responder aos outros também.

    «Onde é que o capital financeiro gera emprego? (...) como disse há dias Ernani Lopes, os capitalistas portugueses não sabem crescer, só sabem consumir carros de alta cilindrada» - Anónimo das 00h00

    Isso é duvidoso. É provável que os milhares de empregados da SONAE, por exemplo, discordem. E quanto ao emprego gerado pelo capital financeiro, olhe que ainda é das áreas em que se ganha melhor.

    «Epá, já sabia que não eras muito perspicaz, nem de grande brilhantismo intelectual....mas não exageres que parece mal! Já se disse varias vezes por cá que, Portugal é o país mais desigual da Europa, ou seja, a riqueza criada está cada vez mais em menos mãos. Temos um problema sério de redistribuição de riqueza.» - Anónimo das 00h03

    Suponhamos por um momento que eu sou de facto um ignorante e um imbecil. Mesmo assim, continua sem dar resposta aos meus argumentos:

    a) Portugal é um dos países mais pobres da Europa; com uma carga fiscal já muito pesada, a via não pode ser a redistribuição mas sim o enriquecimento.

    b) O ambiente institucional e cultural em Portugal cria incentivos à saída dos melhores quadros; isto deteriora a situação económica e, ao diminuir a concorrência entre os lugares de topo, até facilita as disparidades de rendimentos.

    «Mas o caro Romano apresenta a solução:deixem o pessoal trabalhar à vontade! esqueçam a dignidade laboral e "bora" para a frente...vejam a China!
    (... ) Um conselho: abra os olhos caro Romano»
    - Anónimo das 01h06

    Imitar a China é uma boa ideia. De facto, faz muito mais sentido crescer 10 ou 11% ao ano do que andar pelos míseros 2,2%. Sugiro que enderece esse conselho aos nossos políticos. E, já agora, que troque a cassete.

    «Podes sempre dizer que com o défice controlado será mais fácil desenvolver o país. A isso respondo, há quantos anos se pede esse esforço aos portugueses e qual o reflexo na qualidade de vida dos mesmos?» - Anónimo das 10h12

    Aqui dou-lhe razão. Mas eu até sou contra a forma como a situação orçamental tem sido consolidada. Dava tema para muitos posts.

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  13. "Não sei se o trabalho liberta. Sei que dá lucro e que cria empregos, que aumenta os salários e que melhora o nível de vida. E que em Portugal o trabalho - e sobretudo a excelência - é não apenas fiscalmente desincentivado como socialmente perseguido. O corolário é óbvio."

    Segundo a perspectiva deste visionário o trabalho é sinónimo de lucro, logo aumenta os salários, logo melhora o nível de vida.Tirando o facto de grande parte do trabalho em Portugal se basear em mão de obra barata, precária e pouco qualificada...
    A grande questão baseia-se (e vou repetir novamente esta cassete) na má distribuição desse lucro.é totalmente falacioso que esse lucro seja redistribuído pelos trabalhadores.aliás, este é um dos pontos negativos atribuídos por todas as estatístias e organismos quando se fala em Portugal.A diferença salarial entre os gestores e os restantes trabalhadores é abissal, contribuindo desta forma para a tremenda desigualdade que existe no nosso país.é por esse facto que metade na nossa população está susceptível à pobreza.Mais uma vez o caro Romano baseia a sua argumentação em pseudo factos. Os portugueses não trabalham pouco, muito pelo contrário.Em Portugal existe uma lógica que se baseia nos arquétipos do século 19 tal como trabalho escravo, mal remunerado e diferenciado entre sexos, etc.Esse é um dos grandes problemas meu caro!
    segundo a sua brilhante perspectiva bastava que os portugueses passassem a trabalhar aos fins de semana e feriados, aboliam-se as férias e voilá (!) seríamos os mais produtivos do mundo.A questão da produtividade não se resolve com mais horas de trabalho mas com a qualidade desse trabalho.e meu caro, enquanto a mentalidade dos empresários portugueses for esta não haverá governo que a supere.
    em Portugal rejeitam-se trabalhadores devido ao facto de serem excessivamente qualificados, seja lá isso o que for...por aqui se vê a lógica de pensamento do capital nacional.
    segundo a perspectiva do nosso Romano, Portugal deveria ser um dos países mais ricos da Europa, ora vejamos: a banca nacional atinge anualmente recordes brutais, contudo, o típico português vê-se à´"rasca" para pagar a prestação mensal...então explique-me: com tanto lucro como é possível que metade da população esteja susceptível à pobeza!!!!explique-me por favor como se fosse uma criança de 4 anos...´
    O Romano coloca constantemente o ónus da culpa em cima do trabalhador e esquece-se que estes são tão bons ou melhores que os seus pares por todo o mundo, ao contrário dos empresários tugas, os quais se contam pelos dedos lá fora...

    Há outro argumento que não percebo, mas acredito que me explique: tanto critica o facto do Estado se intrometer no crescimento nacional mas ao mesmo tempo afirma que é necessário que este assuma medidas que possibilitem o desenvolvimento.pergunto: então aqueles que tanto criticam pedem ao mesmo tempo uma ajudinha do tio Estado? ou uma coisa ou outra mas nunca as duas coisas...



    "Isso é duvidoso. É provável que os milhares de empregados da SONAE, por exemplo, discordem. E quanto ao emprego gerado pelo capital financeiro, olhe que ainda é das áreas em que se ganha melhor."

    O primeiro argumento (o trabalho liberta) era pura e simplesmente nazi mas este é hilariante...
    Fico-me pelo exemplo dos trabalhadores que estão nas cadeias de hiper e supermercados do tio Belmiro e que são tratados como cidadãos de segunda, trabalhando em vésperas de Natal até às 22h00, auferindo salários de miséira, sendo perseguidos em termos laborais, aconselhados a comer e calar.Este é o modelo de desenvolvimento que o Romano preconiza:trabaho sem direitos, precariedade laboral, escravatura...não admira que odeie tanto o PCP.
    Porventura estaria a referir-se aos gestores da SONAE mas aí voltaríamos a cair na mesma "cassete" sobre a desigualdade da distribuição de riqueza.Este exemplo é o paradigma do seu afastamento em relação ao mundo real, das pessoas que vivem o dia a dia com o credo na boca.Fala como um "menino rico".


    "Portugal é um dos países mais pobres da Europa; com uma carga fiscal já muito pesada, a via não pode ser a redistribuição mas sim o enriquecimento"

    Eu até estaria de acordo consigo caso não fossem os trabalhaores e as PME (pequenas e médias empresas) a suportarem o ónus fiscal pesado.E sabe porquê?As grandes empresas, aquelas que tanto criticam o Estado mas vivem à sombra deste através de benefícios fiscais insultuosos (tal como a Banca e a sua SONAE),encontram mil e uma formas de fugirem às suas responsabilidades enquanto que o trabalhador por conta de outrém não tem saída. A questão da pobreza está na distribuição sim senhor porque riqueza, essa, é criada todos os dias (ex: Banca)
    De que vale haver criação de riqueza se esta cai invariavelmente nas mãos dos mesmos? O caro Romano ainda não foi capaz de explicar isto, mas até lá desenrolarei a mesma cassete.Já para não falar que nos países mais ricos, a carga fical é tremenda mas ao contrário de Portugal, os impostos são pagos e usados para o bem comum e todos podem pagar (e não se queixam).

    "Imitar a China é uma boa ideia. De facto, faz muito mais sentido crescer 10 ou 11% ao ano do que andar pelos míseros 2,2%. Sugiro que enderece esse conselho aos nossos políticos. E, já agora, que troque a cassete."

    O primeiro argumento era nazi mas este demonstra a sua total cegueira na ânsia de defender um modelo de crescimento que não é sustentável: o capitalismo selvagem! em primeiro lugar, a China cresce 10% ao ano devido ao facto de ser uma país emergente.tudo está por fazer e quando assim é, torna-se mais fácil atrair investimento. em segundo lugar, nenhum país desenvolvido cresce 10 ou 12% ao ano e, felizmente, o nosso tempo de país emergente já passou.
    em terceiro lugar considero excrável que se justifique o crescimento com mão de obra escrava,mão de obra infantil, total desrespeito pelos direitos dos trabalhadores, mão de obra não qualificada, etc.acha que se a China tivesse uma sociedade qualificada tal seria possível?acha que seria possível crescer tanto com tamanho desrespeito pela condição humana?
    Por fim, lamento que se dê tanta importância à diarreira intelectual de quem acredita que a China é um algum exemplo de desenvolvimento com dignidade e que justifique o crescimento a todo o custo sem olhar a meios para atingir os fins.
    Porventura o caro Romano não terá consciência mas como eu vivo no mundo real não posso passar ao lado do sofrimento de muitos para o conforto de poucos.
    E sim, garanto-lhe que continuarei com esta cassete.é a mesma que o PCP tem vindo a desenrolar ao longo dos últimos 20 anos porque o actual momento deste país já era previsível segundo este partido.
    Não se pode crescer com base em betão e asfalto deixando para segundo plano o capital humano e a condição social.qualquer país que queira crescer desta forma está condenado ao insucesso.

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  14. "Não sei se o trabalho liberta. Sei que dá lucro e que cria empregos, que aumenta os salários e que melhora o nível de vida. E que em Portugal o trabalho - e sobretudo a excelência - é não apenas fiscalmente desincentivado como socialmente perseguido. O corolário é óbvio."

    Segundo a perspectiva deste visionário o trabalho é sinónimo de lucro, logo aumenta os salários, logo melhora o nível de vida.Tirando o facto de grande parte do trabalho em Portugal se basear em mão de obra barata, precária e pouco qualificada...
    A grande questão baseia-se (e vou repetir novamente esta cassete) na má distribuição desse lucro.é totalmente falacioso que esse lucro seja redistribuído pelos trabalhadores.aliás, este é um dos pontos negativos atribuídos por todas as estatístias e organismos quando se fala em Portugal.A diferença salarial entre os gestores e os restantes trabalhadores é abissal, contribuindo desta forma para a tremenda desigualdade que existe no nosso país.é por esse facto que metade na nossa população está susceptível à pobreza.Mais uma vez o caro Romano baseia a sua argumentação em pseudo factos. Os portugueses não trabalham pouco, muito pelo contrário.Em Portugal existe uma lógica que se baseia nos arquétipos do século 19 tal como trabalho escravo, mal remunerado e diferenciado entre sexos, etc.Esse é um dos grandes problemas meu caro!
    segundo a sua brilhante perspectiva bastava que os portugueses passassem a trabalhar aos fins de semana e feriados, aboliam-se as férias e voilá (!) seríamos os mais produtivos do mundo.A questão da produtividade não se resolve com mais horas de trabalho mas com a qualidade desse trabalho.e meu caro, enquanto a mentalidade dos empresários portugueses for esta não haverá governo que a supere.
    em Portugal rejeitam-se trabalhadores devido ao facto de serem excessivamente qualificados, seja lá isso o que for...por aqui se vê a lógica de pensamento do capital nacional.
    segundo a perspectiva do nosso Romano, Portugal deveria ser um dos países mais ricos da Europa, ora vejamos: a banca nacional atinge anualmente recordes brutais, contudo, o típico português vê-se à´"rasca" para pagar a prestação mensal...então explique-me: com tanto lucro como é possível que metade da população esteja susceptível à pobeza!!!!explique-me por favor como se fosse uma criança de 4 anos...´
    O Romano coloca constantemente o ónus da culpa em cima do trabalhador e esquece-se que estes são tão bons ou melhores que os seus pares por todo o mundo, ao contrário dos empresários tugas, os quais se contam pelos dedos lá fora...

    Há outro argumento que não percebo, mas acredito que me explique: tanto critica o facto do Estado se intrometer no crescimento nacional mas ao mesmo tempo afirma que é necessário que este assuma medidas que possibilitem o desenvolvimento.pergunto: então aqueles que tanto criticam pedem ao mesmo tempo uma ajudinha do tio Estado? ou uma coisa ou outra mas nunca as duas coisas...



    "Isso é duvidoso. É provável que os milhares de empregados da SONAE, por exemplo, discordem. E quanto ao emprego gerado pelo capital financeiro, olhe que ainda é das áreas em que se ganha melhor."

    O primeiro argumento (o trabalho liberta) era pura e simplesmente nazi mas este é hilariante...
    Fico-me pelo exemplo dos trabalhadores que estão nas cadeias de hiper e supermercados do tio Belmiro e que são tratados como cidadãos de segunda, trabalhando em vésperas de Natal até às 22h00, auferindo salários de miséira, sendo perseguidos em termos laborais, aconselhados a comer e calar.Este é o modelo de desenvolvimento que o Romano preconiza:trabaho sem direitos, precariedade laboral, escravatura...não admira que odeie tanto o PCP.
    Porventura estaria a referir-se aos gestores da SONAE mas aí voltaríamos a cair na mesma "cassete" sobre a desigualdade da distribuição de riqueza.Este exemplo é o paradigma do seu afastamento em relação ao mundo real, das pessoas que vivem o dia a dia com o credo na boca.Fala como um "menino rico".


    "Portugal é um dos países mais pobres da Europa; com uma carga fiscal já muito pesada, a via não pode ser a redistribuição mas sim o enriquecimento"

    Eu até estaria de acordo consigo caso não fossem os trabalhaores e as PME (pequenas e médias empresas) a suportarem o ónus fiscal pesado.E sabe porquê?As grandes empresas, aquelas que tanto criticam o Estado mas vivem à sombra deste através de benefícios fiscais insultuosos (tal como a Banca e a sua SONAE),encontram mil e uma formas de fugirem às suas responsabilidades enquanto que o trabalhador por conta de outrém não tem saída. A questão da pobreza está na distribuição sim senhor porque riqueza, essa, é criada todos os dias (ex: Banca)
    De que vale haver criação de riqueza se esta cai invariavelmente nas mãos dos mesmos? O caro Romano ainda não foi capaz de explicar isto, mas até lá desenrolarei a mesma cassete.Já para não falar que nos países mais ricos, a carga fical é tremenda mas ao contrário de Portugal, os impostos são pagos e usados para o bem comum e todos podem pagar (e não se queixam).

    "Imitar a China é uma boa ideia. De facto, faz muito mais sentido crescer 10 ou 11% ao ano do que andar pelos míseros 2,2%. Sugiro que enderece esse conselho aos nossos políticos. E, já agora, que troque a cassete."

    O primeiro argumento era nazi mas este demonstra a sua total cegueira na ânsia de defender um modelo de crescimento que não é sustentável: o capitalismo selvagem! em primeiro lugar, a China cresce 10% ao ano devido ao facto de ser uma país emergente.tudo está por fazer e quando assim é, torna-se mais fácil atrair investimento. em segundo lugar, nenhum país desenvolvido cresce 10 ou 12% ao ano e, felizmente, o nosso tempo de país emergente já passou.
    em terceiro lugar considero excrável que se justifique o crescimento com mão de obra escrava,mão de obra infantil, total desrespeito pelos direitos dos trabalhadores, mão de obra não qualificada, etc.acha que se a China tivesse uma sociedade qualificada tal seria possível?acha que seria possível crescer tanto com tamanho desrespeito pela condição humana?
    Por fim, lamento que se dê tanta importância à diarreira intelectual de quem acredita que a China é um algum exemplo de desenvolvimento com dignidade e que justifique o crescimento a todo o custo sem olhar a meios para atingir os fins.
    Porventura o caro Romano não terá consciência mas como eu vivo no mundo real não posso passar ao lado do sofrimento de muitos para o conforto de poucos.
    E sim, garanto-lhe que continuarei com esta cassete.é a mesma que o PCP tem vindo a desenrolar ao longo dos últimos 20 anos porque o actual momento deste país já era previsível segundo este partido.
    Não se pode crescer com base em betão e asfalto deixando para segundo plano o capital humano e a condição social.qualquer país que queira crescer desta forma está condenado ao insucesso.

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  15. Ser Pobre também é Bom.Que seria dos ricos sem os Pobres? Isto ficava sem geito e ninguém se entendia...São as diferenças que espelham o progresso dos Países...as questões sociais existem e contribuem para as diferenças perante as indeferenças.OK queremos é muitos ricos que mantenham postos de trabalho e gastem muito dinheiro em obras de benefeciência...Queremos desigualdades para que os padrinhos consigam tachos para os mediocres, queremos desigualdades para reforçar a bajulação e a corrupção, queremos aparência de riqueza para ter prioridades em todo o lado e se possível evitar aguardar a nossa vez...queremos ser respeitados pelo que parecemos e não pelo que somos.Dizia o poeta..." somos, pequenos, pobres e incultos"! Será que tinha e tem razão?

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