«Caloira de Braga violada na Festa da Queima» - Algumas Reflexões

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1. Independentemente do que se vier a demonstrar como verdadeiro neste caso, uma violação é sempre um acto deplorável que deve merecer o repúdio de todos. Tal como havia escrito, o caso da alegada violação de uma caloira durante as Festas do Enterro da Gata está a provocar uma avalanche de emoções pejadas de insinuações desnecessárias, de generalizações abusivas e de investidas machistas.

2. Parece-me que a forma sensacionalista como a comunicação social abordou a questão poderá causar danos irreparáveis aos intervenientes neste caso. Isto para não falar das imprecisões grosseiras e dos sucessivos e propositados erros na nomenclatura adoptada pelos jornais envolvidos.

3. Convém não esquecer que o facto de uma pessoa que pertence ao grupo A, B ou C praticar um acto deplorável não é motivo suficiente para concluir acerca dos restantes elementos desses mesmos grupos.

4. Nunca é inoportuno reflectir sobre o fenómeno das praxes e da promiscuidade entre as associações de estudantes e as estruturas praxísticas. Ainda assim, devem evitar-se as associações directas entre o fenómeno da praxe e o acto alegadamente ocorrido.

5. Ainda que o sistema judicial esteja na mira das maiores suspeições, todos os julgamentos na praça pública são desapropriados e, não raras vezes, altamente injustos. A «justiça popular» é a negação do Estado de Direito.

Adenda - As posições assumidas pela Universidade do Minho e pela AAUM sobre esta matéria são intocáveis. Há que aguardar que as autoridades actuem.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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