Avenida MarginalA terceira via do PSD

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O espectro político em Portugal encontra-se razoavelmente bem preenchido pelos partidos estabelecidos. O centro oscila entre o PS e o PSD. Cada partido tem um núcleo duro no centro e, nas margens, um eleitorado um pouco mais maleável cujo voto oscila mais com contingências do ciclo económico e da personalidade do líder partidário do com qualquer questão substancialmente ideológica.

Depois aparecem o Bloco de Esquerda e o PCP. A inspiração é a mesma (e até já tem 150 anos), mas os eleitorados são distintos. O PCP continua a martelar na luta de classes e na revolução do proletariado. O Bloco de Esquerda modernizou o tom e acrescentou-lhes as causas fracturantes. Ganharam em jovens o que perderam em camponeses.

Por fim, o CDS alberga um pouco de tudo o que se encosta à faixa mais direita do espectro. Cabem conservadores, conservadores-liberais e democratas cristãos. Há mais Conservadorismo do que propriamente Liberalismo, arrisco dizer. E depois sobra o PNR, que fica com as sobras nacionalistas. Um espaço pequeno para crescer.

O PSD está actualmente à procura de líder, do qual dependerá a sua orientação programática. O líder escolhido deparar-se-á com um espectro político bem definido e com um eleitorado razoavelmente estável em termos de escolhas políticas. O espaço de manobra costuma cingir-se a algumas franjas do PS e a alguns sectores do CDS. Talvez não haja muito a fazer, qualquer que seja o líder: repetir o discurso ao centro e esperar que a inflação e a crise vinda dos EUA façam o resto. Jogar pelo seguro.

Acontece que historicamente o PSD é um partido ideologicamente difuso e que vive mais da personalidade do líder do que da ortodoxia social-democrata (que, aliás, é dificilmente consensualizável). Isto abre espaço a um reposicionamento político em termos inovadores. Actualmente, o PSD ocupa uma posição no centro da linha Esquerda-Direita: moderado nos costumes e moderado na economia; uma terceira alternativa permitiria romper com esta dicotomia e apresentar uma proposta de Esquerda nos costumes e de Direita na economia.

Parece um paradoxo? Nem tanto. A Esquerda defende tolerância nos costumes e a Direita liberdade na economia. A nova proposta poderia casar o melhor dos dois mundos sob o signo comum da liberdade. Que apenas por questões de target político não pode ser defendida num único projecto. Um projecto liberal.

14 comentários:

  1. O problema do responsável por este post é um tremendo complexo (ou será trauma?) relativamente ao PCP.
    Depois de ter apregoado a pés juntos que a miséria a nível mundial tem regredido e que em Portugal não existe miséria, pergunto-me como se sentirá este senhor perante o que se tem sucedido nos últimos tempos relativamente aos apelos dramáticos da altos responsáveis internacionais e das mais variadas ONG no que se refere ao incremento da fome por todo o globo.
    o ridículo fica-lhe mal mas ele é o único que ainda não sabe.
    deixem-no falar ao peixes...

    A.C.

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  2. Uma análise ultra-simplista para o PCP e BE. E uma opção liberal no PSD, sabendo que a sua matriz e eleitorado são conservadores e gostam do estado.

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  3. José Manuel Faria:

    A análise será ultra-simplista porque os partidos também o são. Se substituíssemos os deputados do PCP e do BE por duas tabuletas a dizer «NÃO!» e dois gira-discos com vinis riscados, as diferenças não se fariam notar por bastante tempo. Mas isto poderá ser apenas mais uma visão redutora do grande capital em relação aos trabalhadores oprimidos...

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  4. caro Hugo Monteiro, a sua visão do trabalho da bancada parlamentar do PCP não é simplista...é hiper ultra mega ri simplista!o senhor não conhece o trabalho daqueles deputados. a bancada do pcp é a que apresenta um maior volume de propostas e projectos.a sua visão simplista do pcp leva-o a pensar que este é o partido do não.a sua ignorância deveria chegar para não pinar sobre aquilo que não sabe.
    quanto ao disco riscado, porventura este país não aprecia a coerência.por essa razão não se escandaliza com os sem vergonha que outrora estavam no governo e agora estão em empresas com as quais negociaram acordos ruinosos para o Estado.esses sim, mercem a sua admiração...
    o pcp é um partido com identidade, carécter ao contrário dos sem vergona que se comem uns aos outros nos partidos do bloco central e que assinam despachos dias antes de saírem do governo.mas sobre esses você não se pronuncia...nem a avenida marginal, curiosamente.

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  5. "opinar" como é óbvio, peço desculpa.

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  6. Apresentar 100 barbaridades por dia não faz de ninguém bom deputado, apenas um chato profissional. Dizer sempre as mesmas asneiras é coerência, sim senhor. Eu também lhe costumo chamar casmurrice. São opiniões. Mas pode dar alguns exemplos...

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  10. o pedro romano (ou melhor, pedro desumano) já apaga comentários. é desta liberdade que ele gosta... chulo!

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  11. Todos os comentários são geridos por mim. O Pedro Romano não apaga nenhum comentário nem me pediu para o fazer.

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  12. "Apresentar 100 barbaridades por dia não faz de ninguém bom deputado, apenas um chato profissional. Dizer sempre as mesmas asneiras é coerência, sim senhor. Eu também lhe costumo chamar casmurrice. São opiniões. Mas pode dar alguns exemplos..."

    quando um ignorante fala do que não sabe e ainda por cima não quer aprender merece desprezo.
    quanto à coerência resta-me dizer que o senhor merece viver num país que não passa de uma barraca à beira mar planatada.
    enfim, continue a falar sozinho porque pode ser que alguém o ouça.e já agora junte-se ao senhor Romano.pelos vistos ambos têm o mesmo trauma.
    Passe bem!

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  13. "quando um ignorante fala do que não sabe e ainda por cima não quer aprender merece desprezo."

    Tanto desprezo assim e ainda se dá ao trabalho de comentar? E depois o incoerente sou eu. E continua sem mostrar o tal trabalho de fundo a que o PCP tanto tempo dedica. E sem dar a cara.

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  14. A cara é um pouco dificil de mostar mas já assinei no primeiro comentário (A.C. que corresponde a Afonso Costa como se pode comprovar noutros comentários neste blog).O ónus da demonstração é seu já que critica tanto as propostas do PCP. Para criticar tanto é porque as conhece, ou será que não?

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