«Eu é que não sou parvo!»

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Já se percebeu que, para infelicidade de todos, o governo de José Sócrates não irá cumprir a promessa de «recuperar 150.000 empregos.» Por muito que nos queiram fazer voltar a acreditar, os números demonstram que a taxa de desemprego é superior à que existia no dia em que o agora primeiro ministro definiu esse objectivo. Contudo, o insucesso não é tão grave como a tentativa de o branquear (aqui, aqui e aqui, por exemplo).

Não é por acaso que, num mercado altamente competitivo, pejado de propagandas dúbias e de promessas espúrias, uma multinacional de electrodomésticos tem feito da máxima «Eu é que não sou parvo!» um poderoso instrumento de marketing. Na política, tal como no mercado das lojas de electrodomésticos, já não chega dizer que se tem o melhor produto ao mais baixo custo. Para se sobreviver, é preciso ser-se credível e não há, ou pelo menos não devia haver, credibilidade sem seriedade.

É com desencanto que constato que a política, esvaziada de ideologias, se está a converter numa encenação, uma espécie de mercado de promessas coladas a cuspe e vendidas a metro. O ambiente social, da cultura de hipermercado à escola pronta a consumir, favorece a alienação. O descrédito é monstruoso, salvando-se o que mente melhor.

Ainda há quem tenha a veleidade de pensar que vivemos num caldo de parvalhões que se deixam iludir pela força dos argumentos, mas não há mentira que sempre dure nem fraude que nunca acabe.

8 comentários:

  1. Eo burro sou eu....na..na.na..na..na..E Burro sou eu..

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  2. Nem o pinóquio acredita....

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  3. A mim parece-me que até está perto ou já terá criado. Mas por outras razões. A subida da idade de reforma, particularmente, provocou um aumento da população activa. E em boa verdade os cartazes não falam em "taxas" ou em "desemprego"... mas não deixa de ser uma "fraude política". Por outras razões - na minha opinião, mas não deixa de o ser.

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  4. O José Sócrates pertence a uma geração de políticos, mal formados, incultos, intelectualmente fraquinhos e cuja preocupação não é governar, mas sim desacreditar a oposição.
    Está gasto, está desorientado, perdeu o norte e vive numa realidade virtual que só ele a entende....
    Confunde liderança e rigor com arrogância e prepotência.
    Normalmente, as pessoas são arrogantes e prepotentes quando se sentem inseguras e querem mostrar que sabem sem perceberem literalmente de nada.
    Nós portugueses, exigimos muitíssimo pouco aos políticos, por isso temos o que merecemos.

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  5. Cada vez mais acredito temos os Politicos que merecemos, somos servis, pacificos,tolerantes e pouco participativos sobre questões de interesse público.Pão,leite àgua, transportes,encareceram, pensões de miséria,desemprego dos mais elevados da Europa,emprego precário,salários em atraso, são questões negativas.Do outro lado temos: salários elevados,reformas milionárias,diz-se muita corrupção, valoração da amizade e do cartão politico para acesso a qualquer cargo, somos admirados na Europa, apesar de mal classificados no pelotão.Alegremente vamos cantando vitórias morais...tal como no passado.

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  6. Eu não acredito (será que o nariz cresceu mais um pouco?).
    Mas haverá muita gente que (infelizmente) acreditará...

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  7. Esqueceu-se de dizer que só no concelho de Braga, 80 mil portugueses emigraram para Espanha. Ora se eles estivessem inscritos no Centro de Emprego lá se iam as estatísticas do nosso arrogante primeiro ministro!!!

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  8. Pequenos pobres incultos, dizia o poeta.Neste País cor de rosa, pintado pelo actual Primeiro Ministro de amarelo, conseguimos ter grandes vitórias morais a que nem a pobreza faz sombra.O Povo um dia estou certo entenderá que votar no PS ou PSD é rigorosamente igual, para ele povo nada melhora.33Anos de promessas, de opções e insucessos à mistura com alguns grandes eventos não fazem esquecer a posição, triste de permanecer na cauda da Europa.Quando não h`dinheiro procura-se penalizar como agora, o pobre que vendeu o carro anos atrás e não tem provas...Triste País que assim fala de progresso.

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