«Mulheres que protegem com mil justificações os vizinhos que batem na mulher. O futebolista que entra de pitons na canela do adversário, arrumando-lhe a carreira. O negro que aceita a cumplicidade do amigo: "Tu nem pareces preto nem cheiras a catinga." O político homossexual que se deixa cercar de homofóbicos porque isso dá votos na sua área política. O emigrante português na Alemanha que, nas férias de Agosto e em Trás-os -Montes, diz estar farto de tanto ucraniano. O intelectual que ensina e escreve o que quer em Coimbra e defende a ETA, que mata com tiros na nuca intelectuais que queriam também ser livres em San Sebastián. O incréu público que beneficia dos séculos de coragem da gente que pôs a Igreja Católica no seu sítio e apoia o fundamentalismo islâmico porque ele é capaz de pôr a América no seu sítio... Enfim, gente que cospe nos seus. Gente que deveria, mais do que o comum, perceber e não quer perceber. Em Israel, seriam neonazis.»
Gostava de ter escrito este texto. Ferreira Fernandes fê-lo por mim no Diário de Notícias.
De facto, um bom texto! Estranho ser de Ferreira Fernandes. Mas pronto, um tipo espanta-se de tempos em tempos :))
ResponderEliminarEsta de facto muito bom o texto.
ResponderEliminarO mesmo Ferreira Fernandes que criticou, num texto semelhante, a entrada do Galaico-Português nas escolas galegas!
ResponderEliminarAo FF sempre com um pé atrás.
Caro José,
ResponderEliminarDesconhecia esse facto.
Saudações.