Estamos condenados a acreditar?

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Pedro Arroja celebra a suposta conversão de um ateu. Mas Antony Flew não se converteu. Muito menos passou a acreditar no deus das barbas brancas defendido pela tradição judaico-cristã. E se o fizesse não seria de admirar. Parece-me plausível que quem nasceu numa sociedade que, desde o berço, impõe deus como verdade absoluta, evidência (i)lógica e fatalidade inquestionável possa vir recuperar os resquícios desta crença ainda que tenha tido, nalguma fase da sua vida, um rasgo de racionalismo.

Seria de admirar (e festejar) se um ateu, educado numa sociedade ateísta (que obviamente ainda não existe), se convertesse a esse deus sem nunca lhe terem falado dele.

2 comentários:

  1. cuidado, o demónio tem ouvidos e lê muito bem o que escreve.

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  2. essa noticia chega uns dois anos atrasada..


    e tal como dizes, ele não se converteu à religião.

    como cientista, dedicou parte da sua vida a tentar provar a não existencia de Deus.

    ao fazer analises estatísticas acerca da evolução molecular, viu que as hipóteses de o ADN se formar espontaneamente na natureza era 0.001%.

    aí, deu o braço a torcer.. disse algo do género "não é possível o ADN formar-se sem uma intervenção exterior. os meus estudos até podem provar existência de um Deus.. mas não um que nos vigia e julga, condena e ama... a existir, deve estar ocupado com outras coisas!"

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