Uma Questão de Educação

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No dia em que o circo voltou a descer a S. Bento e a Ministra da Educação repetiu o assobiar para o lado relativamente às tenebrosas perseguições políticas movidas ao professor Charrua, o Presidente da República quebrou finalmente o silêncio e, com avisada autoridade, lembrou que "alguns agentes dos poderes públicos" devem ter "cuidado com as suas atitudes" e defendeu que é preciso dar "mais qualidade à democracia" portuguesa. [Público]

Depois deste recado, Maria de Lurdes Rodrigues (e outros seus colegas de governo) bem podem passar a noite a carpir. É que o dia também ficou manchado pelo anúncio do chumbo massivo nos exames do 9º ano de Matemática, apesar de todos os programas de especiais de salvação do ensino. Será que a senhora Directora Regional de Educação do Norte está tão empenhada em contribuir para a resolução deste problema quanto esteve para fazer face aos terríveis acontecimentos do corredor do seu feudo? Ou será que não lhe chegou nenhuma SMS a delatar o mau comportamento dos estudantes do 9º ano na dita prova?

Mas estas coisas têm sempre duas visões possíveis. Se por um lado constatamos que vivendo na era global ainda há quem tenha consciência de corredor, por outro acabamos por cumprir o desígnio de formar gente feliz - com tão poucos dotes matemáticos, as gerações vindouras nunca chegarão a saber o dinheiro que lhes retiram do bolso em taxas, impostos e outras coisas afins.

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