Nós somos um Rio

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Ricardo Rio Comicio Braga 2009

Assim reza uma das estrofes de um dos hinos do PSD. Isto pouco importa para o que se decide no próximo Domingo, mas serve para ilustrar um sentimento pungente na cidade de Braga.

Ao longo dos últimos seis anos, Ricardo Rio foi muito mais do que um candidato a um cargo autárquico. Quer se goste ou não se goste, o que é certo é que o trabalho de um homem, obviamente auxiliado por uma equipa valorosa, demonstrou como é fácil destruir um castelo de areia assente na baixa política, nas relações de favores e nas influências e negócios pouco claros.

O nosso concelho esteve anos demais fechado sobre si mesmo. Aqui se alojou um buraco negro que tudo sugou e que vem impedindo que uma cidade maravilhosa possa cumprir todas as potencialidades que se lhe reconhecem. Braga lembra a alegoria da caverna de Platão, vivemos anos a fio olhando para a parede, mas Ricardo Rio ousou olhar defronte para o sol. Felizmente não esteve só. Com ele, a par e passo, muitos outros bracarenses perderam o medo da luz. Hoje sobejam rabos de palha, controleiros aflitos por saber para que lado do barco se hão-de debruçar.

A mudança é uma realidade palpável, mensurável pelo grau de terror que assusta todas as ratazanas sedentas de uma Braga decadente, triste e amorfa, que troque a massa crítica pela massa verde, o ser pelo parecer, o augusta pelo "augustus". Não devemos nada a Ricardo Rio, note-se, o que ele fez deveria ser o padrão de um autarca dedicado, infelizmente bem sabemos que não é assim. Mas há algo que devemos a Braga e às gerações vindouras. Devemos-lhes a certeza de que a cidade que os viu nascer é dos cidadãos e não de uns barões de polichinelo, que de bracarenses nada têm.

Eu, como bracarense que sou, nascido e criado na terra que amo, estou certo de que acordarei na próxima segunda-feira com um novo Presidente de Cãmara e, certamente, um novo futuro.

4 comentários:

  1. Você é absolutamente patético. Braga tornou-se na cidade que você tanto se orgulha precisamente nos últimos 30 anos. Sem esse crescimento, os prédios horríveis e os túneis fumarentos você ou estaria a escrever um blog na aldeia ou a viver a ilusão de uma grande cidade algures na escandinávia. Ou então, terceira alternativa, trocando toda a população da cidade e arredores. Se tem tanto orgulho no que a cidade é actualmente, tenha mais vergonha também ao demonstrar tamanha falta de memória.

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  2. Eu conheço pessoalmente vários elementos dessa equipa "valorosa". A sua credibilidade, caro Pedro Morgado, é agora zero. É a hipócrita "política de verdade" nacional, a uma escala ainda mais pequenina e mesquinha.

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  3. Caro Miguel,

    Eu não sou o autor deste texto.

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  4. eheh... estes mesquiteiros andam à rasca estes dias...

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