Política da Falsa Modéstia

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A dama de mofo do PSD já anunciou que não vai haver comícios com ela, só sessões de esclarecimento, talvez com chá e torradas. Uma "volta da verdade". Tudo em família. Serões ao gosto de Pacheco Pereira, improvisados como os de Vitorino Nemésio ou do professor Caetano. Barato e austero, de modos modestos com a crise e a conjuntura. Nada contra, que tanto berreiro e cartaz enjoa, mesmo quando a democracia é uma festa. Mas na realidade crua, e com um programa que é uma nulidade como alternativa, ao PSD interessa sobretudo que Ferreira Leite passe despercebida, não se vá baixar o índice de confiança da malta da jota, com a gaffe e o siso, e se perca a oportunidade de poder. Quanto menos a Manuela aparecer, menos votos se perdem. A "Política da Verdade" é o marketing do rabo fugido à seringa, dissimulado numa óbvia falsa modéstia.

15 comentários:

  1. É uma pena que, num momento decisivo e premente como o que atravessamos, as alternativas se afigurem demasiado fracas. Face ao panorama deprimente das oposição, que valerá a pena mudar?

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  2. Vitor ás vezes demonstras ser um bom pensador que se demarca dos interesses partidários, outras vezes evidencias algum aparelhismo, e não sei se de forma ingenua ou propositada, acabas por manifestar e dar azo a um podre que afecta a nossa sociedade de aparencias, em que a boa imagem é mais valiosa que a competencia. gostando ou não da Ferreira Leite, evocar uma linguagem supostamente machista, e algo intolerante em vez de argumentos validos prejudica a boa politica pela qual sei que te bates.argumentos como aqueles que evocas foram repetidamente proferidas pelos apoiantes de Schroder, contra A. Merkel, e agora o resultado está á vista.
    Dizer que a presumivel velhice de Ferreira Leite é um argumento valido, devia-se pensar na validade de Manuel Alegre,ou Mario Soares, o primeiro 6 anos mais velho e o segundo dezoito.Vitor sei que tens argumentos, mas utilizares esses é muito redutor para uma pessoa como tu.

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  3. É capaz de se melhor fazer grandes comícios, preparados ao milímetro por gabinetes de comunicação, marketing e imagem e mentir, mentir, mentir... O povo gosta mais...

    Não me agrada o estilo Ferreira Leite, penso saber a razão da opção dela relativamente aos comícios, mas não gostei do tom deste post, por isso tive de o comentar... também já não há paciência para um engenheiro que fala bem, dá-se bem com multidões, mas... é só aparência.

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  4. Bom mesmo era que todos eles desaparecessem. A começar pelo sr. JS.

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  5. Simples e eficaz, o resumo num parágrafo daquilo que MFL e "o seu" PSD simbolizam. A "dama de mofo" devia ser uma expressão mais popular.

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  6. Anónimo, o tom não é assim tão despropositado. De facto é ela que se apresenta como dona da verdade absoluta.

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  7. Fiquei sem saber o que pensa V´tor Pimenta acerca dos comícios populistas.
    foi uma no cravo e outra na ferradura.

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  8. Sou «frequentador» deste blog, mas com a baixa linguagem que ultimamente aqui se tem apresentado, normalmente por este sr Vítor Pimenta, considero ser este um espaço a não frequentar muito...
    Expor a nossa opinião ou pensamento não tem necessariamente que o ser de uma forma arrogante, agressiva, mal educada muito, menos ofensiva. Quando são estes os «argumentos» que se procuram usar, para mim fica tudo dito sobre o autor dos mesmos.

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  9. Eu não sei se A MFL é a dona da verdade, mas o dono da mentira sabemos quem é.
    Desta vez todo o voto é útil se não for PS.

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  10. "um programa que é uma nulidade como alternativa"

    Percebo perfeitamente que não se concorde com as medidas anunciadas. É normal e saudável.
    Mas gosto (é uma mania pessoal) de ver um comentário com alguma substância, algo para lá da simples adjectivação. Seria possível?

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  11. Votem no PCP se querem seriedade.
    Se querem mais do mesmo votem PS ou PSD.

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  12. Carlos Leite:
    MFL é uma líder(?) anacrónica e acidental dentro do PSD, e com uma péssima carreira como governante. Está demonstrado.

    Wonderbrag, não gosto da generalidade dos comícios. Peguei apenas na deixa de MFL para denunciar o que é, para mim, a realidade por detrás da estratégia eleitoral do PSD.


    Caro Miguel Braga:

    Já se o vernáculo o ofende, sempre que vir o meu nome, passe à frente. O design do blog ajuda a não ser tomado de surpresa.

    Caro Jorge Coelho:

    Não sei se estava à espera que fizesse um programa eleitoral. Pelas contas, já ia tarde para entregar listas e assinaturas.

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  13. Vítor Pimenta,
    "Não sei se estava à espera que fizesse um programa eleitoral. Pelas contas, já ia tarde para entregar listas e assinaturas."

    Finalmente, ao fim de uns quantos post de pura crispação, conseguiu arrancar-me um sorriso. Bom trabalho.
    :)

    Claro que eu não iria pedir uma coisa tão complicada. Nem toda a gente tem o tempo e a vontade para fazer um exercício tão complexo como "desenhar" um programa eleitoral desde a raiz.

    Mas já que se deu ao trabalho de qualificar o programa eleitoral ("um programa que é uma nulidade") gostaria de saber, por exemplo, se se deu ao trabalho de o ler.
    Eu próprio confesso que quando me dou ao trabalho de ler estes programas o faço na diagonal. Normalmente, espero mesmo pelo resumo nos jornais.

    No entanto, se o leu (mesmo que só o resumo), quais foram as áreas em que concordou/discordou muito/pouco das propostas apresentadas?
    Tem propostas a mais, o que implica que parte delas são verbo de encher? Propostas a menos, o que implica falta de conhecimento sobre os problemas do país e/ou de imaginação para os resolver? As propostas que existem fazem sentido ou são idiotas? Quais?

    Para quem lê o programa, ou mesmo só o resumo, estas considerações vão brotando naturalmente. Daí que eu ache que não estou a pedir de mais.


    É que dizer "o programa é uma nulidade" assim, sem mais, equivale em termos de qualidade a "benfica é merda". São palavras mais pronunciáveis, mas o pensamento de fundo que revelam é igual.

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  14. Jorge Coelho,

    «Mas gosto (é uma mania pessoal) de ver um comentário com alguma substância, algo para lá da simples adjectivação.»

    O comentário creio que era dirigido ao Vítor, mas aproveito para comentar.

    O problema do programa do PSD reside curiosamente na falta de substância. Quis fazer um programa curto, que apesar de tudo não é assim tão curto. O resultado é um programa oco. Demasiadas vezes ficam perguntas no ar: como o vai fazer?

    Por exemplo, como vai ser o modelo de avaliação dos professores? Nesse ponto até não se limitam o mero tópico. Discorrem ao longo de 7 esmagadoras linhas e a verdade é que nada dizem de concreto. Avaliação por mérito, tendo em conta as capacidades científicas e pedagógicas e com um mínimo de formalidades? Boa! É que, por exemplo, o problema para a FENPROF nem sequer é bem esse. Eles defendem um modelo absolutamente distinto (daí a impossibilidade de negociação).

    Mas confesso que a minha preferida é esta: «Daremos real combate à corrupção a todos os níveis», acrescentando a esta magnífica frase apenas e só uma referência ao "enriquecimento injustificado no exercício de funções públicas".
    Demasiadas vezes desprovido de substância, portanto.

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  15. "Dama de mofo", em cheio. Não sei se a autoria da expressão é do autor do post mas está muito bem visto.

    É uma dama que a única ideia que deixa transparecer, é que pretender tornar este país cinzento e mofento. Sem ideias inovadoras, sem esperança, sem arrojo.

    O PSD não é isto. Não é retrogrado, ultra conservador e defensor da inércia e do imobilismo.

    Aliás acho que nenhum partido com aspirações de governo de um país ocidental, moderno e membro da UE pode ser assim.

    Outro ponto importante é a experiência governativa da Sra. Tanto na educação como nas finanças, uma nulidade.

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