O Embuste

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Carrazedo
© automotora

Após inundar o país de alcatrão, o Governo avança com a destruição do que ainda resta da rede ferroviária mais pitoresca de Portugal. O encerramento da Linha do Corgo, hoje anunciado como provisório, é mais um capítulo do desencanto com que a maioria socialista vem governando o país.

O anúncio de que o encerramento é provisório constitui-se como novo embuste, depois de conhecidos os contornos do fecho da Linha do Tua. Como se sabe, apesar do Governo sempre prometer que o encerramento seria provisório, consumou-se recentemente a morte definitiva daquela linha, considerada um dos mais belos trajectos ferroviários da Europa.

O encerramento da rede de linha estreita é um erro estratégico brutal que sintetiza a falta de visão dos nossos governantes ao longo do último quartil do século XX e do início do século XXI.

11 comentários:

  1. Ha coisas que ninguem entende e temos varios casos... pk o ^TGV se de momento temos bons conboios os alfas,e estes nao conseguem andar no seu melhor? por causa das linhas...



    www.rasgamanta.blogspot.com

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  2. Tenho pena da morte destas duas linhas. Tive oportunidade de conhecer a linha do Tua numa viagem ao norte de Portugal e confesso que o percurso era magnifico.

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  3. Quando os nossos vizinhos começarem a reabilitar as linhas de caminho de ferro antigas e a rentabilizá-las turisticamete nós vamos logo achar muito boa ideia a manutenção de algumas tradições que agora querem destruir.
    É assim, queremos é TGVS, AEROPORTOS, FREEPORTS e por aí fora.


    João Pereira
    www.planetalima.com
    http://blogplanetalima.blogspot.com/

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  4. se bem me lembro a politica do alcatrão e de fechar linhas de comboio começou com o partido laranja do cavaco...

    tem sempre de haver um equilibrio, sendo que algumas dessas linhas tinham comboios em que iam meia duzia de pessoas por dia. quanto à inundação de alcatrão,quem critica, que vá de braga a vila real ou a bragança ou ao algarve pelas nacionais ou caminhos de terra a ver se gosta...

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  5. Não se trata só de ser uma viagem magnífica, trata-se de privar aqueles que vivem no interior de ligações cómodas ao litoral. Já foi um erro deixar fechar a linha até Bragança, até porque ali bem perto, do outro lado da fronteira, temos ligação para o resto do Mundo via carris. Se eu agora quiser ir até Madrid, por exemplo, o trajecto mais provável é Bragança-Lisboa-Madrid (um dia, no mínimo), quando poderia estar em Madrid em quatro horas! Agora não me falem em TGV porque para cá do Marão ninguém o vê!

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  6. A "categoria" da maioria dos nossos políticos só pode conceber estas aberrações.São uns autênticos "cabeçudos pensantes".São cá umas "cabeças" como agora se diz, e os resultados "vêm-se"...nas mais diversas actividades.Haja vergonha.

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  7. http://www.refer.pt/documentos/PE_ECOPISTAS.pdf

    muito se usa criticar este ou aquele governo, e se for socialista mais facil criticar.

    aconselho a leitura do documento acima de 2004 (Durão Barroso, seria PS?)

    è claro que não sou a favor destas transformações em ecovias, seria muito melhor um aproveitamento turistico das linhas, com veiculos electricos.

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  8. Nem com a mais fantasiosa das imaginações conseguiria conceber um governo como este, capaz de nos presentear todos os dias com uma surpresa ainda mais desagradável que a da véspera...
    O que nos reservam para amanhã?

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  9. Amanhã fecha também a linha do Tâmega, o que restava dela.
    De uma golpada só, desaparece a outrora extensa rede ferroviária de Trás-os-Montes.

    Coitados. Tiveram o que ninguém merece.

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  10. Caro anónimo (22:06),

    De acordo:
    "se bem me lembro a politica do alcatrão e de fechar linhas de comboio começou com o partido laranja do cavaco"

    Em desacordo:
    "tem sempre de haver um equilibrio, sendo que algumas dessas linhas tinham comboios em que iam meia duzia de pessoas por dia. quanto à inundação de alcatrão,quem critica, que vá de braga a vila real ou a bragança ou ao algarve pelas nacionais ou caminhos de terra a ver se gosta..."

    Ia meia dúzia de pessoas, mas não deixam de ser pessoas. Se o problema era não dar lucro, no litoral há muita gente e os "lucros" nos transportes públicos não são propriamente astronómicos. Diga antes que ia meia dúzia de votos...

    Eu critico a inundação de alcatrão, porque respeito quem não conduz (porque não pode, ou simplesmente porque não quer). Não faz sentido construir auto-estradas literalmente a par (veja-se A1/A29) e ao mesmo tempo fechar linhas férreas onde não há auto-estradas (veja-se o Distrito de Bragança).

    Cordialmente

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  11. Este assunto vai alem de orientações politicas. Trata-se de servir as pessoas e tornar o país mais "pequeno". Os comboios são uma alternativa mais cómoda ao autocarro ou mesmo ao carro próprio. O desenvolvimento das vias ferroviárias pode levar a uma aproximação das cidades, do interior ao litoral, tornando as distancias mais curtas, aumentando a transição de produtos, pessoas, etc.

    Quanto à discussão de PS e PSD, devo lembrar que o fecho das linhas deve-se à decisão de vários governos em as abandonarem. Como acontecia no Tua, os vários acidentes deviam-se, em parte, à falta de manutenção e reparação das linhas. Basicamente houve clara negligencia da parte dos ditos governos "pouco Socialistas" como dos ditos governos "pouco Democratas".

    Eles fecham devido ao elevado custo de manutenção e à pouca adesão por parte das pessoas devido aos horários inadequados.
    Esta-se a falar da "meia dúzia de pessoas". Veja-se o caso da linha de Braga. Antes das obras na linha Porto Braga, o numero de pessoas que viajavam não era muito. Ao fim de semana é que se via mais estudantes a voltarem ou a regressarem da cidade onde estudavam. Após as melhorias vêm-se os comboios cheios de trabalhadores, estudantes, turistas, etc. O aumento da afluência notou-se logo. Quem trabalha ou estuda no Porto recorre ao Comboio para se deslocar. É mais barato que o carro, mais cómodo e demora quase o mesmo tempo. As melhorias no serviço aumentou a procura.

    Quanto ao TGV, concordo com uma ligação aos outros países, que seja competitiva com o avião, seja TGV ou não.
    Concordo com a manutenção das linhas ferroviárias internas, de forma a aumentar a qualidade de vida de todos os Portugueses.

    Estamos a falar das condições de vida de Portugal e não de "guerrinhas" partidárias.

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