Os Guardiões da Moral

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Para lá da inaceitável futurologia, como se a vida da pequena Esmeralda estivesse escrita nas estrelas, estou verdadeiramente chocado com as considerações morais sobre a vida de um homem que estão a ser feitas por um psicólogo clínico na SIC.

6 comentários:

  1. Pelo menos alguém teve o bom senso de o dizer durante o programa (Lobo Antunes): o tal Dr. Villas Boas não tem afastamento emocional algum em relação ao caso, não conseguindo ver qualquer virtude no pai biológico, sendo incapaz de ver qualquer defeito nos afectivos, crendo que só o pai biológico é que pode estar a coagir e que jamais os afectivos fariam isso. Enfim....

    Certezas sobre o caso só tenho que o Estado vai acabar por ser condenado (em acção autónoma) numa grotesca indemnização, por semelhante demora, num caso que deveria ser célere. E se por acaso forem os pais afectivos que acabem por "a ganhar", nem vai ser só a miúda a ter esse direito, pois parece-me óbvio, até pelo discurso dos "técnicos", que a única coisa que pode fundamentar uma decisão nesse sentido, é precisamente a demora dos tribunais; pelo que também o pai biológica teria, acredito, direito a uma indemnização talvez um pouco menos grotesca.

    Não foi por acaso que utilizei a expressão "a ganhar". As coisas, os objectos, estando na posse de uma pessoa que não é delas proprietária, pode tornar-se delas proprietárias (entre outros requisitos), pelo decurso do tempo. É o direito de usucapião que, obviamente, só incide sobre coisas.

    Se houver alguma hipótese de a decisão se vir a inverter, estou curiosíssimo em saber como é que o tribunal vai justificar legalmente a atribuição da "posse" da criança aos pais afectivos, pelo simples decurso do tempo, para além do gravíssimo precedente que isso significaria.

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  2. Uma vergonha esse vilas boas.

    Há quatro anos atrás em entrevista ao CM, defendeu o Pai Baltazar. Depois alguém lhe disse que o Sargento era sobrinho de um camarada de armas (Vilas Boas é militar na reforma) e transformou-se no Inquisidor Torquemada do Caso.

    Um homem verdadeiramente sem caracter.

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  3. http://chovechove.blogspot.com/2009/01/por-exemplo-suicdio.html

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  4. Fez-se Direito neste caso.

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  5. Felizmente fez-se Justiça, caro anónimo.

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  6. Pedro, fez-se Direito.
    Justiça é algo que está a milhas de distância neste caso.
    Apesar de concordar com a decisão final, por vezes é impossível fazer Justiça.
    Neste caso aplicou-se o Direito e isso nem sempre concorre com Justiça.
    Como bem disse o Procurador, o caso terminará quando a criança atingir a maioridade.

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