Nem Vento, Nem Casamento

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O Cardeal Patriarca alertou - com toda a liberdade e interpretação que merece - para os perigos de casamentos entre mulheres cristãs e muçulmanos: "Pensem duas vezes antes de casar com muçulmanos". Não viu ao contrário, pareceu até ignorar a boa virilidade portuguesa.

Podia antes, seguindo meramente o seu raciocínio, ter convencido os homens cristãos portugueses a casar com muçulmanas: mais dadas a partilhar a cama com outras, submissas e devotas ao marido, seja qual for a razão dele - tem sempre toda a razão do Algarve e além-mares -, quem sabe até mais prestadas a oferecer o corpo ao manifesto, pelas boas estatísticas portuguesas de violência doméstica. Mais açoitáveis, portanto, que esta moderna mulher portuguesa, que agora tem a mania que manda no ventre. (Dança do ventre, outra vantagem, embora esteja a ser demasiado generalista). Mas pior, pior - esqueceu-se talvez - é o casamento em Espanha, onde obrigam homens a casar com homens, e mulheres com mulheres. Mal por mal, antes o califado de Lisboa.

8 comentários:

  1. Qual muçulmano qual quê!!!

    Mulheres cristãs portuguesas pensem uma, duas, três, cem vezes antes de casar com um... ateu!

    Isso sim. Em Portugal a maior intolerância religiosa vem desses lados.

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  2. Isso, pensem duas vezes antes de casar e ter filhos e pô-los a estudar e pagar impostos, isto e aquilo.

    Este país não é para novos, velhos, crianças, doentes, professores, classe média, "pobres",* solteiros, casados, licenciados, desempregados.

    Este país é bom é para passar férias.
    Bom para a banca, clubes de futebol que fogem ao fisco e fazem disso uma honra, ladrões, morcegos e prostitutas, chulos, proxenetas e políticos sem honra.

    (Excepto quando caiu neve, chuva ou faz calor, aí ninguém se responsabiliza se algo correr mal.)

    * e pobres de espírito.

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  3. Uma mulher portuguesa do Norte14 de janeiro de 2009 às 18:52

    Desculpem lá pela honestidade mas parece-me uma análise sui generis.

    É realmente ousado fazer uma análise desta natureza quando, ao que parece, não se percebe nada de religião, politica e direitos sociais.

    Um blog é pessoal mas há limites...

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  4. Se a minha prezada "mulher portuguesa do Norte" não percebe a ironia do post, paciência. Eu também não percebo nada de religião, política e direitos sociais. Aliás, nem sei o que ando aqui a fazer...

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  5. Anda o Público a pagar um dinheirão ao MEC quando podia contratar-te por meia dúzia de trocos. Estás mais irónico e vivo do que o velho Esteves Cardoso. E a escrever quase tão bem como ele.
    Grande post, Vítor.

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  6. O bispo devia comprar um calendário, não estamos em 1170 e a integridade nacional não depende de herdeiros varões de origem católica.

    É impressionante como os nossos sacerdotes sabem tanto sobre casamento- o Vaticano disponibiliza cursos online?

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  7. Em todo lado me aparece escrito que não posso fazer comentários considerados racistas, sexista ou homofóbicos... Segundo consta, está até na lei...
    Pelos vistos não é para todos, se formos um representante da ICAR estão imunes a estas restrições. Os ditos representantes desta igreja, no espaço de menos de um mês, já conseguiram proferir uma quantidade considerável de discursos: racistas, heterossexistas, homofóbicos, machistas, de intolerância religiosa...
    Bem diz a minha avó que estamos a entrar numa nova idade média...
    E eu que não queria acreditar nela...

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  8. O que o homem disse não devia ser dito, quer pela sua relatividade quer por ser politicamente incorreto...
    Só que o ele diz é pertinente...
    Só não falou na pesrpectiva de um muçulmano poder ter várias mulheres simultâneamente...
    Assim, até eu queria sê-lo.
    Mas tenho filhas e não gostaria de ter um genro fundamentalista...embora nem todo o muçulmano seja fundamentalista...

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