Mais Rigor, s.f.f.

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A fantasia com que alguns associam o facto de estar a nevar em Celorico de Basto ou de Mirandela estar coberta de gelo com a ridicularização das teorias mais consensuais sobre o aquecimento global é verdadeiramente hilariante. Qualquer cidadão bem intencionado percebe que, quando se discute a possibilidade do planeta estar a aquecer em termos globais, é relevantíssimo saber o tempo que faz em Vila Nova da Rabona neste dia 28 de Dezembro.

Desconheço se o planeta está ou não a aquecer em termos globais e, como tal, vou tentando manter-me à margem da discussão de fundo. Contudo, não posso ficar indiferente às fantasias com que alguns ecofóbicos vão tentando convencer-nos da sua razão.

8 comentários:

  1. É preferível suportar os males que temos do que voar para aqueles que não conhecemos...

    William Shakespeare.

    Há quem passe pelo bosque e apenas veja lenha para a fogueira...
    Algum jornalismo precisa de ser trabalhado...O pessimismo é exagerado

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  2. José Modesto diz que é exagerado.
    Modesto, pelo aspecto, deve guiar um Mercedes e trabalhar num escritório com ar condicionado.
    Modesto não tem de percorrer km em África para procurar um litro de água potável.
    Modesto é modesto.

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  3. Caro Anónimo, saiba que o meu caro de eleição é o Bentley e não o Mercedes.
    Se existe pessoa que se preocupa com o meio ambiente essa pessoa sou eu.

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  4. Caro,
    Para tudo, existem limites.
    E quando tiver uma "ditadura" verde a comandar qual a quantidade de papel higiénico poderá utilizar, talvez seja tarde demais.
    Não somos todos ecofóbicos (nem da mesma casta que o anónimo anterior).
    Alias, o caro amigo foi tão lesto a catalogar-nos num grupo geral de "ecofóbicos" ... já alguma vez tentou perceber o que queremos verdadeiramente dizer? Por que motivo nos etiquetou da mesma forma, de uma cajadada só? Pensa que somos uns fanáticos anti-aquecimento global que, pelo contrário, até poluímos de propósito?

    É assim tudo preto e branco?

    Por não seguirmos essas teorias que, pela nossa parte, consideramos paranoicas e prejudiciais (levam-nos a olhar para o que realmente não interessa), somos logo catalogados no seu oposto (uns desleixados poluidores)?

    Bem. Se assim pensa, permita-me que o diga humildemente: está equivocado, e talvez estivesse na hora de olhar para o que nós, "ecofóbicos" queremos verdadeiramente dizer.

    Melhores cumprimentos.
    Joao Fernandes, Amares

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  5. Caro João Fernandes,

    Como digo no texto, o que está em causa é a desonestidade dos argumentos que são utilizados. Se estiver atento, sempre que neva num canto qualquer multiplicam-se os posts a sugerir que se trata de uma prova da inexistência de aquecimento global.

    A questão a existência ou não de aquecimento global é científica e, como tal, o debate requer rigor e seriedade de parte a parte.

    Cumprimentos,
    PM

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  6. Caro Pedro

    Como afirma no seu post, tem-se mantido ao lado da discussão. Por esse motivo não irei desenrolar por aqui o rol de argumentos pró e contra.
    Sou João, mas não pretendo converter nem evangelizar como os meus dois patronos.

    Nesta guerra de campos, é fácil tomar o partido do bonito (defender a Natureza) e complexo defender o partido do prático e do pragmático.
    Alias, o primeiro ataque que recebemos sempre é o do que temos interesses obscuros. A menos que algum remoto tio meu tenha acções de uma Exxon ou Shell, não tenho qualquer interesse em jogo.
    Excepto o interesse em sermos racionais e pragmáticos, e procurar mais além do que um simples “vamos parar de fazer tudo o que fazemos e ver as árvores a crescer”.
    E é fácil de pertencer ao campo aquecimento-global, pois aparentemente não existe nenhum interesse oculto. Como se não houvesse pessoas cujo único propósito é o mero controlo de mentes como já vimos em tantas situações anteriores.

    Chamo só a atenção para esta reflexão propositadamente simples:
    Com a crise, o consumo industrial na China e India diminiui, tendo diminuido o consumo de petroleo (o que em termos ecológicos se pode considerar positivo).
    Para uns, o problema acaba aqui, a agenda está cumprida.
    Mas eu não posso deixar de pensar na miséria de chineses e indianos que seguramente ficarão sem emprego.
    Não existe uma correlação, mas os dois eventos acompanham-se: menor poluição/maior miséria humana.
    A mim preocupa-me o depois, o “e agora?”.
    Não me basta ficar pela redução de poluição… falta o resto, o bem-estar daquelas pessoas que vão certamente sofrer muito mais do que aqueles que por aqui andam a propalar as ‘vantagens’ da baixa do consumo do petroleo.
    Alguém pensa nessas pessoas? Algo que vá mais longe do que um discurso à base de energias renováveis (qual é o custo real, e o impacto real destas? Sendo subsididas, o dinheiro vem dos impostos, e este vem da actividade económica, que vem de … gerar poluição).

    Respeito, e muito, aqueles que seguem uma postura radical exercida neles mesmos (são coerentes); e aqueles que procuram comprar tempo procurando e definindo planos reais para atacar o problema nas várias frentes. Agora os outros que apenas falam por falar… enfim.

    Cumprimentos,
    Joao Fernandes

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  7. Não posso deixar de manifestar o meu alívio por ver pelo menos um dos blogues que leio todas as semanas não embarcar na teoria do "clima regional vs aquecimento global- ah ah Al Gore vai morrer longe".

    A verdade é que quem é pragmático no seu estilo de vida e nas causas ambientais tem de certeza absoluta um comportamento com menor impacto no planeta, na carteira, na saúde, na qualidade de vida, etc.

    Não se trata de uma luta ideológica de eco-fanáticos contra eco-cépticos mas de pragmáticos contra mimados...

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