A Ecologia do Holocausto

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«A natureza não é exemplo moral seja para quem for. Ninguém me defende o direito de matar os filhos que a minha mulher teve com outro homem, à semelhança do que fazem os leões. Ou o direito de fazer sexo na rua com quem me der na gana, como os cães. Não devemos procurar orientação moral na natureza, mas sim no nosso pensamento articulado, pesando cuidadosamente os prós e os contras do que fazemos. A natureza não é o fundamento da moralidade. Se o fosse, seria imoral viver até aos setenta anos, dado que estamos biologicamente programados para viver enquanto nos reproduzirmos e depois rebentar. Caso fosse a natureza a orientar-nos a moralidade, ser Papa seria o cúmulo da imoralidade.» [Desidério Murcho, Público]

A par de todos os preconceitos, o que verdadeiramente choca nas declarações do Papa é a sugestão de uma ecologia humana que expurgue a Humanidade daquilo que a Igreja Católica abjecta. Convém lembrar aos que condescendem com estas teorias e delírios profundamente Nietzschianos que da última vez que a ideia de uma ecologia humana foi levada à prática tivemos o Holocausto que se conhece.

A ler: Santa Hipocrisia, por André Couto; Pensamentos Natalícios, por Adão; Invocar a Natureza Quando Convém, por João Galamba; What Benedict Actually Said, por Andrew Sullivan.

1 comentário:

  1. Como sempre, mais uma excelente visão de um assunto onde existe ainda um grande tabu na nossa sociedade.
    A Igreja não pode considerar-se eternamente a detentora de toda a verdade.

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