Braga: Cenas da Vida na Província [2]

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Fato e Gravata
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A notícia aqui transcrita ilustra Braga no seu pulsar mais genuíno - do cheiro da sacristia omnipresente nas cerimónias de Estado ao eleitoralismo exorbitante que, em desespero de causa, sempre encontrou nos agentes da Igreja bracarense âncora em porto seguro. Uns e outros vão(-se) alimentando (d)o ópio de um povo sempre disponível para o churrasco dos suínos.

A quem serve esta simbiose? A todos. A Igreja continua a fazer homilia nas cerimónias de um Estado em que as promessas de liberdade religiosa não passam de anedota e Mesquita Machado, insigne membro do Partido que se diz socialista, laico e republicano, continua a sentar-se na cadeira do poder com a mãozinha divina das intervenções propagandistas dos pastores religiosos. Segundo consta, haverá até na oposição quem partilhe do mesmo repasto, eximindo-se, portanto, dos necessários esforços para a inversão do ciclo.

O que sucedeu ontem na Aveleda, brilhantemente descrito por Joaquim Martins Fernandes no Diário do Minho, é um cenário profundamente emetizante, mas a mais rigorosa caricatura da sociedade desta mui nobre e fiel cidade de Braga. Tal como noutros tempos...

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