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«A 16 de Abril, a praxe já deveria ter surtido o efeito pretendido, que é a integração dos caloiros, e já deveria ter acabado. Se esse objectivo não foi alcançado, tantos meses depois, diz o bom senso que seria altura de mudar de estratégia e de acabar com as cenas intermináveis de universitários a “comer relva”. Ou não?!» [Luísa Teresa Ribeiro]

14 comentários:

  1. porque nao defendeu o fim da Praxe quando ocupava cargos pertencentes à AAUM?

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  2. A Praxe faz parte da Academia desde sempre, porém deve ter limites , respeitando sempre a dignidade Humana.Não vejo mal na Praxe quando os mais velhos têm principios, são educados e conhecem os limites.O mal geralmente surge de alunos mal preparados e desejosos de serem"Doutores" antes do tempo, de miúdas e às vezes miúdos, mal formados, incapazes de descernir entre o bem e o mal, entre a brincadeira e a realidade.O desejo de notariedade chega a causar pena e nojo, em jovens que gritam histéricamente palavrõs sem nexo.Triste figura, para intimidar os mais novos.

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  3. Isto da praxe faz-me lembrar o Tibete e a China.
    Fui praxado na extinta LESI.
    Já não falo mais nisto porque sou frontalmente contra toda e qualquer tipo de praxem pois acho que são práticas já há muito abolidas na sociedade, mas inteligentes há que pensam que é bonito e promove a integração dos alunos. Isto dito por pessoas que teóricamente têm mais competências académicas. Simplesmente inacreditável.

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  4. A Universidade do Minho, até pela sua pequena história e falta de tradições académicas, devia marcar-se pela não existências de praxes, como forma de diferenciação do restante ensino superior português. Mas ano após ano, os estudantes teimam nessa parvoíce completa e ridícula que se chama praxe! Por vezes mete dó ver, não os novos alunos, mas sim os supostos «doutores» nessa actividade e ver a sua bocalidade.

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  5. Quando alguém ficar sériamente aleijado ou morrer por causa de um acidente numa praxe, talvez as coisas mudem. Até lá, como somos portugueses, vão-se empurrando com a barriga as brincadeiras dos putos.

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  6. Ao Presidente da Mesa não compete deliberar mas apenas agendar. Na única situação em que a praxe se imiscuiu nos assuntos académicos fui contundente na crítica à postura dos praxistas e isso pode ler-se na capa do Académico de então. Haja memória.

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  7. Com certeza, a UM poderia desmarcar-se e ter uma atitude mais inteligente e até moderna. Mas não, teimam em ser parolos e copiar ( e copiam mal) os exemplos do porto,coimbra e outros.


    No entanto, tudo passa por quem entra de novo na Universidade do Minho. Estudei na UM há 10 anos atrás, formei-me nessa universidade. Nunca fui praxado nem nunca admiti que me tocassem. Uma vez um coitado qualquer que já estava na Unviversidade a encher há uns 8 anos queria-me praxar á viva força. A minha reacção foi directa e bem clara: o gajo nunca mais me olhou nos olhos nem nunca mais me dirigiu a palavra.

    Ninguém é obrigado a fazer parte daquela palhaçada e fazer aquelas tristes figuras. Saí da Universidade com a certeza que a praxe é um meio para aqueles mais pobres de espírito conseguirem de alguma forma darem nas vistas. Os mais infelizes, menos vividos e menos capazes é que geralmente se dedicam a essa coisa de "praxar".

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  8. Roubando uma teoria defendida, de forma feliz, pelo Samuel Silva, num Trio da rádio, esta praxe reflecte os tiques do país que temos, onde se intitulam Doutores e Engenheiros, antes de o serem!

    Quanto ao resto... se ela me permitir, assino por baixo o que a "camarada" e amiga Luisa Teresa Ribeiro, escreve.

    Saudações;

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  9. Alguma praxe é positiva e integradora, mas sem excessos e, principalmente, sem burrices, como as que às vezes vejo na Avenida Central...

    Agora, praxe integradora na Primavera?

    "Eu vou ali e já venho..."

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  10. Respondo com este texto...

    http://rotundadocatulo.blogspot.com/2008/03/depois-de-esta-semana-ter-voltado-vida.html

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  11. Nunca a praxe serviu para integrar o que quer que seja.

    No entanto, por incrível que possa parecer, existem pessoas que, voluntariamente, se submetem a "comer relva" um ano inteiro. E enquanto a praxe for voluntaria, não faz sentido ela terminar. Até porque os seres acéfalos (sejam eles caloiros ou doutores/engenheiros) também merecem um pouco de diversão.

    Não lhes chamemos retardados, apenas "especiais".

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  12. Parece um Prós e Contra, mas é salutar.Afinal a Praxe ainda merece ser falada.Não sou anti, mas lamento certas atitudes de supostos estudantes à procura duma qualquer afirmação pessoal.Pobres e ignorantes.

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  13. Acima disseram que ainda há muita gente que gosta da praxe.

    Pois bem, eu fui praxado poucas vezes. Contam-se pelos dedos de uma mão. Aliás, inicialmente, fiz um esforço e empenhei-me para tentar integrar-me na praxe, uma vez que não estava para ter chatices... Rapidamente me apercebi de que a praxe era inútil, e depois de algumas birras dos supostos doutores, nunca mais lá pus os pés.

    Hoje em dia, olho para trás e acho que fiz bem. Nunca tive problema em integrar-me com os meus colegas, por isso não posso dizer que a praxe tenha utilidade alguma.

    Além disso, hoje falo com aqueles meus colegas que pela praxe passaram... e dizem-me que se pudessem voltar atrás, teriam recusado participar. Explicam-me porque é que participaram... "por medo que lhes fossem negados certos privilégios"... Pois, parece que os ditos Doutores e Engenheiros não se poupam em mentiras e fazem de tudo para que os caloiros, amedrontados, adiram à praxe, como dizer-lhes que nunca irão a jantares de curso, entre outras coisas.
    Esta situação representa muita gente que está na praxe.
    A outra grande maioria é constituída por aqueles que suportam a praxe e até dizem que gostam porque simplesmente esperam pela sua vez de praxar.

    E no final, há a minoria, que realmente teve uma Praxe sem idiotice (o que é raro), e cujos praxantes se igualavam aos caloiros, meio onde a diversão é o mais importante, em vez da humilhação pura e insultos gratuítos. Isto é o que a praxe deveria ser, e obviamente, não é.

    Tenham paciência, mas de que interessa defender os supostos valores da praxe quando os seus aspectos negativos largamente os ultrapassam?

    Aliás, por alma de que santo é que certas pessoas mandam em nós no início da vida universitária? Supostamente, somos todos alunos, todos iguais :)

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  14. Na senda de comentar com textos de outros, que melhor que nós escrevem, contribuo com um texto antiguinho publicado no Publico em 2003

    http://www.geocities.com/portoacademico/Outros/Contributo.html

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