Jesus Vai ao Comício? (II)

| Partilhar
«A Igreja Católica, que tantas vezes acusa Estados e governos europeus de interferirem com a sua acção, decidiu novamente tomar uma atitude inaceitável em Espanha. Depois do arranque da campanha eleitoral do PP ter sido uma manifestação promovida por bispos em Madrid, agora a Conferência Episcopal emitiu uma nota pastoral em que basicamente dá recomendações contrárias ao PSOE para as legislativas de Março.

A Igreja vai por um mau caminho e o PP, que parece estar a ser tutelado pelo Vaticano, ainda mais. A partir do momento em que participa numa campanha desta forma, a Igreja exalta instintos religiosos com motivações políticas e terá de ser responsabilizada por isso. Uma vitória do PSOE nestas eleições significará não só uma derrota do PP, mas também -- sobretudo? --, uma derrota da Igreja Católica. Foi a sua cúpula que assim escolheu, infelizmente.»

Tiago Barbosa Ribeiro, Kontratempos

14 comentários:

  1. Mas... da teocrática e vergonhosamente conservadora já nada me surpreende. Basta ter a memória viva e fazer um pequeno historial da sua nefasta existência: cruzadas, inquisição, franquismo, nazismo, salazarismo, et, etc.

    ResponderEliminar
  2. Em Portugal fazem-se críticas exacerbadas a diversas leis governamentais por se considerarem que elas põem em causa a democracia e os direitos dos cidadãos. Então se a Igreja católica vier a público dizer que algumas das leis governamentais põem em causa a democracia e os direitos dos cidadãos, isso quer dizer que está a fazer campanha pelo PSD?

    ResponderEliminar
  3. Numa transição em que não houve ruptura, como foi o caso da transição espanhola para a democracia, é relativamente frequente vir ao de cimo alguns resquícios do antigo regime. Num estado laico, como é o espanhol, a igreja não tem que se imiscuir em assuntos que não são da sua competência. Contudo, a hierarquia da igreja católica espanhola continua a pensar, "que si; laico, pero con la gracia de Dios".
    Lamentável!

    ResponderEliminar
  4. Bem sei que esta intervenção da Conferência Episcopal Espanhola é controversa, mesmo entre altos dirigentes da Igreja em Espanha. Poderia ter sido evitada ou então poderia ter sido feita noutros termos? Sim, de facto. No entanto, não comungo do escândalo que tanta gente manifesta acerca desta questão.

    Ao ler os títulos, tinha ficado com a ideia de que os bispos teriam usado uma nota pastoral para apelar directamente ao voto no PP, o que me parecia grave. Ora, lendo a nota e o resto das notícias, penso que não foi exactamente isso que se passou. Se bem percebo o ponto dois da nota, eles relembram algumas das posições já assumidas em 2006.

    Se é verdade que a Igreja Católica, como qualquer Igreja, tem alguns princípios que apenas dizem respeito à vida individual de cada um, também preconiza um conjunto de valores que se traduz num modelo de sociedade.

    Por exemplo, o facto de eu confessar ou não os meus supostos pecados só a mim me diz respeito. Mas já o modelo de família que a Igreja defende, a sua posição perante o aborto, a homossexualidade ou a eutanásia reflectem-se numa proposta para um ordenamento colectivo. Da mesma forma, existe uma “Doutrina Social”, tanta vezes esquecida, mesmo por parte do clero.

    Uma vez que existe este lado social, não vejo qual é o problema de os responsáveis pela Igreja (re)afirmaram publicamente os seus valores. Parece-me pouco democrático que os democratas achem mal que um determinado grupo de interesse – neste caso uma confissão religiosa, tal como poderia muito bem ser um qualquer movimento cívico de defesa dos direitos humanos ou da legalização das drogas – expresse democraticamente o seu ponto de vista.

    Esta é a proposta dos bispos. Cada um tem a liberdade de ouvi-los e discordar nas urnas. E tem também a liberdade de discordar não aparecendo nas igrejas. Mas essa é a essência da liberdade. Ou não?

    ResponderEliminar
  5. Lois Lane,

    Estou em profundo desacordo. A "liberdade religiosa" é fundamental num estado democrático e significa que o Estado não se deve meter nas questões da Igreja e que as Igrejas não se devem meter nas questões do Estado.

    Ao descerem ao nível da baixa política, os Bispos tornam-se agentes políticos e, como tal, não podem continuar a ter os benefícios e direitos que tanto têm defendido, devendo ser tratados como o comum dos mortais.


    Emanuel,

    Sugiro a leitura atenta do Comunicado. É um apelo directo ao voto anti-Zapatero.

    Cumprimentos,
    PM

    ResponderEliminar
  6. Pedro Morgado,

    Mas o que é que se entende, afinal, por liberdade religiosa? Que se limite o exercício da religião ao interior dos templos e se abdique da vertente social que qualquer confissão religiosa tem?

    Que se eu for um cidadão “normal” posso exercer o meu direito/dever cívico de lutar por aquilo em que acredito, mas se for bispo, padre, freira, pastor ou tiver qualquer outra posição no seio de uma qualquer Igreja devo calar-me porque me estou a tornar num agente político? Não configurará isso uma limitação ao mais básico direito de participação?

    Quando se diz que o Estado não se deve meter nas questões da Igreja abre-se a possibilidade de estado dentro do Estado, o que me parece muito perigoso. Há questões que têm de ser reguladas e que têm de ser iguais para todos.

    A questão dos privilégios é totalmente distinta. Não os defendo. Até porque, normalmente, os privilégios só são para alguns e não para todas as confissões religiosas, criando manifestas situações de desigualdade.

    ResponderEliminar
  7. Pedro Morgado,

    Até que ponto é que é possível fazer uma separação clara entre "as questões da Igreja" e as "questões do estado"? É verdade que houve situações na história em que a intervenção eclesiástica nos assuntos políticos teve consequências desastrosas, mas o extremo oposto, uma igreja cega às consequências das decisões politicas seria pura hipocrisia.

    A Igreja Católica tem posições claras e definidas sobre diversos assuntos. Pode concordar-se ou não com essas posições, mas não se pode esperar que a Instituição fique calada e assista impávida a situações em que são postos em causa os princípios que ela defende. Se as decisões do próprio estado atentam contra esses princípios então é inevitável que exista fricção entre ambos.

    Para dar um exemplo extremo, existem países onde os direitos humanos são violados de forma gritante. Deve a Igreja, enquanto instituição defensora da liberdade, da paz, ficar impassível perante tais situações? Não foi por essa mesma impassividade que tão duramente criticada foi durante o período das atrocidades do Nazismo?

    ResponderEliminar
  8. Creio que há quem ainda não percebeu o que é um estado laico.

    O laicismo é uma doutrina filosófica que defende e promove a separação do Estado das igrejas e comunidades religiosas, assim como a neutralidade do Estado em matéria religiosa. Não deve ser confundida com o ateísmo de Estado.

    Esta corrente surge a partir dos abusos que foram cometidos pela intromissão de correntes religiosas na política das nações e nas Universidades pós-medievais.

    Num estado laico, as igrejas não devem interferir com os seus conceitos filosófico-morais na política desse mesmo estado.

    O que se passa em Espanha é que, a hierarquia da Igreja, controlada pelos sectores mais reaccionários (A Opus Dei)tem excedido as suas competências, fazendo uma campanha explícita em favor do PP. Para quem conhece a política espanhola, não é novidade nenhuma a cumplicidade de Rouco Varela (Cardeal de Madrid) com Rajoy, havendo uma perfeita sintonia de calendário político/"religioso".

    ResponderEliminar
  9. Exactamente cara Lois Lane
    O exercício da religião é para ficar no interior dos templos e nada mais.
    De facto há quem não tenha percebido o que é um estado laico!
    Acho mm que vai por aí uma gde confusão! O estado não tem de reconhecer qq seita religiosa, nem celebrar concordatas essas seitas, nem assumir qq posição face à religião! Este tratamento preferencial desde sempre leva a confusões como os copmentários de Lios Lane e Emanuel!
    A religião de cada um é da sua consciência até pq falamos de coisas que tratam de fé, ou seja d acreditar sem provas!
    As seitas se quiserem organizam-se e para isso não ecessitam do estado para nada! Nem eu quero pagar impostos para esta ou aquela seita! O exercício da religião é para ficar no interior dos templos e nada mais. A vertente social cabe ao estado e não a qq confissão religiosa! E concerteza q se for um bispo não posso usar o púlpito para fazer campanha eleitoral!
    A isto chama-se proseletismo e é a tentativa da ICAR passar a sua moral como a verdadeira, como se fosse algum exemplo de virtudes para alguém!
    No Islão é q a igreja intervém activamente e afirma os seus valores. Por esse motivo continuam a viver na idade média!
    NÃO OBRIGADO!

    ResponderEliminar
  10. Obviamente que Jesus não vai ao comício! Já quanto a Igreja Católica, não tenho tanta certeza! Nao confundir as duas coisas, por favor... Com a diminuição acelerada do número de praticantes, parece-me que a Igreja se assume cada vez mais como uma dona de casa desocupada que decide meter o nariz onde não é chamada, numa tentativa desesperada de recuperar a atenção que antes lhe era dispensada. E talvez devesse ponderar se não é essa sua intromissão a responsável por parte desse mesmo decréscimo... Adiante... Pessoalmente sou católica mas creio que há limites para a intervenção de cada um. Ainda que bem menor que há 50 anos, a Igreja ainda continua a exercer uma forte influência junto da população, principalmente da mais “beata” ou envelhecida, maioritariamente receptiva às suas mensagens e que tal como todos os outros cidadãos, tem direito de voto. Como grande figura incontestável que é (e que não pode ser comparável a qualquer "movimento cívico de defesa dos direitos humanos" por muito importante que seja), a Igreja tem noção da sua influência e é por isso mesmo que deve ser comedida quanto às suas afirmações, por muito dissimuladas que sejam.
    Estupidificando a coisa, digamos que tem junto de algumas pessoas a influência que os “Morangos com açúcar” têm junto dos adolescentes e não sei se já repararam no que tem acontecido aos adolecentes de há 5 anos a esta parte. Assustador, não?

    Diz o povo que “o curral é do porco” e eu acho que o povo sabe o que diz. Por isso, a Igreja que volte lá prá sua água benta e pró “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (que no fundo é aquilo que lhes deveria interessar) e deixe de brincar aos políticos!

    Amen

    ResponderEliminar
  11. Meus caros,

    Antes do mais, devo chamar a vossa atenção para o facto de, logo no início desta troca de pontos de vista, ter dito que a intervenção da Conferência Episcopal é polémica, que poderia ter sido evitada ou feita noutros moldes. O que estou a tentar frisar é uma questão de princípio, que se prende com o facto de os responsáveis pela Igreja Católica – ou por outra Igreja qualquer – poderem expressar democraticamente as suas posições acerca do modelo de sociedade decorrente dos valores que professam.

    Agradeço as explicações que têm dado sobre o que é um Estado laico, mesmo que num dos casos tivesse sido necessário recorrer à Wikipedia...

    Eu pensava defender um Estado laico, mas já que aparentemente ainda não consegui perceber o que é, peço a vossa ajuda!

    Vamos por partes:

    “O exercício da religião é para ficar no interior dos templos e nada mais”
    Imaginemos que isso é possível. E vejamos o seguinte cenário: um bispo, na sua homilia, no interior de um templo, relembra aos fiéis que a Igreja Católica é contra o aborto – posição decorrente do princípio da inviolabilidade da vida humana – e que, como tal, é missão de todos os cristãos evitarem que essa prática exista. Presente no interior daquele lugar de culto, um jornalista publica a notícia: “Bispo X apela à luta contra o aborto, prática que o partido Z quer legalizar”.

    O que é que se deve fazer: proibir o bispo de fazer homilias? Advertir o bispo sobre o que deve ou não deve dizer nas suas homilias? Criar um índex de temas que os bispos, padres e afins podem abordar e outro com aqueles assuntos dos quais não podem falar? Proibir os jornalistas de entrarem nas igrejas? Advertir os jornalistas do que devem ou não escrever? Avisar os fiéis de que não devem seguir os princípios em que acreditam – e que é expectável que tenham uma tradução nas urnas – sob pena de estarem a pôr em causa o Estado laico? Criar o registo nacional de fiéis e obrigá-los a um teste para aferir a sua capacidade de votar num Estado laico?

    “O estado não tem de reconhecer qq seita religiosa, nem celebrar concordatas com essas seitas”
    Isto significa exactamente o quê? Que se mantém a concordata ou que se acaba com ela? Que se alargam os privilégios aos que não forem seitas? Que critérios é que se usam para fazer as escolhas? Este sim, aquele não? A “olhómetro”? Pergunta-se à confissão religiosa maioritária?

    E quando é que acabamos com os feriados religiosos? Não configuram eles um vestígio inaceitável da interferência da Igreja na vida do Estado?

    “No Islão é q a igreja intervém activamente e afirma os seus valores. Por esse motivo continuam a viver na idade média!”
    Nessa perspectiva, temos, então, como “má religião” aquela que afirma os seus valores e como “boa religião” aquela que não afirma os seus valores? O que é que preciso para passar de boa a óptima religião? Dizer sempre que sim aos políticos da nossa preferência?

    Já agora, os bispos não podiam, em vosso entender, falar. E os cristãos socialistas que saíram em defesa de Zapatero? Esses já podiam? Ou também é gravíssimo que um grupo de «católicos, religiosos, laicos, padres e inclusive bispos», como se auto-definiram, venham defender um político em tempo de campanha eleitoral?

    E se o documento em vez de ter sido apresentado pelos bispos tivesse sido divulgado pelos líderes espirituais dos muçulmanos ou da religião judaica? Aí já não havia problema? A questão está no número de fiéis? Até determinado número pode, a partir de determinado número já não pode, como a questão da posição dominante na lei da concorrência?

    “Pessoalmente sou católica, mas creio que há limites para a intervenção de cada um”
    Quais são?

    Agradeço se me ajudarem a esclarecer estas dúvidas, pois tenho a certeza de que poderei consolidar o meu fervor em relação ao Estado laico.

    Se não for muito incómodo, será que também podem enviar as respostas a várias personalidades políticas portuguesas, como por exemplo a Carvalho da Silva, que, encabeçando uma delegação da CGTP, se foi encontrar com o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e ainda por cima fora de um templo? Só pode ter sido porque não deve saber o que é um Estado laico!...

    ResponderEliminar
  12. Quer dizer exactamente isso! Igrejas de um lado a tratar da religião e da fé! Estado do outro a tratar das leis e a governar! Não misturar as duas!
    O que quer que determinada seita acha serem os valores morais ou projecto de sociedade estes não podem ser impostos a outros nem transformados em lei pois não passam de crenças, fé, como disse antes de acreditar sem provas!

    O bispo diz o que quer dentro do templo. Qd emite declarações políticas tem a mm importância que a Lois Lane ou o Nuno, isto é nenhuma! Foi para evitar que um grupo impusesse o seu modelo de sociedade, determinados valores morais ou proibisse as pessoas de pensar pelas pps cabeças q esta separação existe! Relembro q índexes com livros proibidos, quem tem é a ICAR!

    Um estado laico não tem de ter qq acordo preferencial com esta ou aquela seita, independentemente da religião da maioria. É isso q quer dizer! A concordata é uma herança da nojenta cumplicidade entre a ICAR e o Estado Novo q nos manteve durante 5 décadas no subdesenvolvimento e q ainda hoje é justificação para muita coisa, nomeadamente o corporativismo de algumas profissões e as confusões das presenças de chefes de estado em cerimónias religiosas independentemente das suas crença!
    É para impedir a opressão às minorias q se defende esta separação entre estado e igreja!

    As religiões são todas más e estão ligadas a todas as grandes guerras e tragédias da humanidade! A religião é a maior causadora de mortandade da humanidade!
    Podem e devem afirmar os seus valores, não podem é querer impô-los como lei!
    O Islão vive na idade média, pq os seus políticos governam com uma procuração religiosa, através da “interpretação” por “sumidades religiosas” de passagens do corão!
    Isto dá-lhes carta branca para TUDO com a desculpa do divino! E quem pensa pela pp cabeça ou questiona as coisas é chamado de infiel, o que acaba logo ali a discussão! Isto era a Europa Ocidental antes da separação igreja estado!

    ResponderEliminar
  13. "As religiões são todas más e estão ligadas a todas as grandes guerras e tragédias da humanidade!"

    Tem toda a razão! afinal nos países onde existe uma clara renegação da religião é que existe paz, justiça, liberdade e boas condições de vida. Basta olharmos para os exemplos da China e da União Soviética!!

    ResponderEliminar
  14. Caro Nuno,

    Não consegui perceber exactamente em que contexto é que acha que as declarações políticas do bispo não têm importância: se dentro do templo ou se em qualquer lugar. No entanto, a partir desta posição, penso que conseguimos chegar a uma plataforma de entendimento sobre a questão de Espanha!

    Diz que quando um bispo emite declarações políticas isso não tem qualquer importância. Na mesma linha, se vários bispos se juntarem e um deles falar em nome desse grupo, a declaração também não deve ter qualquer importância. Como depreendo que considera não ser aceitável a existência de uma lista de assuntos sobre os quais os bispos devam ser proibidos de falar, então é perfeitamente legítimo que abordem os assuntos que quiserem. Se questão for o lugar, então as declarações passam a ser feitas dentro dos templos e resolve-se o problema...

    Perante isto, não percebo porque é que a intervenção que foi feita em Espanha é preocupante uma vez que, afinal, segundo a sua perspectiva, ela não tem qualquer importância! Logo, a troca de pontos de vista sobre a questão espanhola deixa de ter sentido!

    Levanta, contudo, outras questões que me parecem muito pertinentes.

    Refere que não se pode admitir que aqueles que pertencem a uma religião queiram ver o seu modelo de sociedade vertido num quadro legal. A questão que destaca é o facto dessa aspiração ser movida por uma crença, ou seja, por algo do qual não há provas. Este é um argumento discutível, pois, com as devidas diferenças, também a essência da luta política tem por base crenças, coisas que não é possível demonstrar cientificamente. Eu sou de direita ou de esquerda, social-democrata, socialista ou comunista, porque acredito que aqueles valores são os melhores para a sociedade. Não tenho provas cientificas de que são, de facto, os melhores. E, não obstante, luto por eles...

    Para além disso, a questão não está em impor, mas em propor, que são coisas totalmente diferentes. É preciso não esquecer que dentro dos partidos políticos há grupos de católicos perfeitamente identificados, que têm lutado para que os valores em que acreditam sejam transformados em leis. Considera que se devem ilegalizar os partidos em que tal fenómeno se verifica (em Espanha seria preciso começar pelo PSOE...)? Defende que se expulsem esses militantes? Que se corram do cargos que ocupam mesmo depois de terem sido democraticamente eleitos?

    Quanto aos privilégios, já disse que não os defendo. E há responsabilidades do Estado que, em alguns casos, ainda estão nas mãos da Igreja, nomeadamente em matéria de apoio social. Acho que se devem clarificar as coisas e a factura deve enviada a quem compete: ao Estado.

    ResponderEliminar

Antes de comentar leia sobre a nossa Política de Comentários.

"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

Pesquisar no Avenida Central




Subscreva os Nossos Conteúdos
por Correio Electrónico


Contadores