Theatro Circo: Contributos para Melhorar

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Não é nova a discussão em torno do Theatro Circo, as expectativas que foram criadas após a sua abertura e aquilo que a realidade nos vai encarregando de observar. O Theatro Circo é uma luz singular na neblina cultural bracarense que, apesar de tudo, vai brilhando de forma ténue. A crítica ao Theatro Circo, ainda que construtiva, nem sempre é bem recebida porque há sempre aquele espectáculo memorável ou aqueles momentos inesquecíveis por lá vividos que ofuscam o que há a melhorar para que esses momentos se multipliquem e cheguem ainda a mais gente. Pedro Antunes assina um texto notável sobre o Theatro Circo (destaques da minha responsabilidade). A ler com muita atenção.

Onde estão os contratos assinados com as colectividades do concelho e que foram prometidos aquando da reabertura do Teatro? E já agora, cadê as bandas de garagem a quem lhes foi cedido um espaço de ensaio no antigo estádio? Para quando um concerto com todas elas? E os discos, que foram inclusive anunciados, para quando a sua apresentação pública e um concerto com as respectivas bandas? Para quando o serviço educativo do Teatro Circo? E para quando cinema? Não é possível organizar um ciclo de cinema, por exemplo, com o tema da Bracara romana como pano de fundo, onde a cidade fosse "descoberta" e mostrada ao "Mundo"?

O problema do Teatro Circo, já o disse e volto a dizer, está mesmo na sua organização interna. Ninguém consegue tocar todas as guitarras ao mesmo tempo, nem ninguém pode ter a presunção que o consegue fazer. A prova é que se os primeiros meses foram positivos, com a torneira do financiamento a ficar apertada, o cartaz reduz-se a uns concertos de fim de semana. A intervenção cultural não se faz olhando para o umbigo e vestindo a capa de Super-Homem, a intervenção cultural faz-se olhando para os lados e percebendo a realidade que está ao seu redor. A "imagem" e a respectiva promoção de um programador nunca foi sinónimo de qualidade nem de espírito aventureiro.

4 comentários:

  1. julgo que as excelentes bandas e artistas que já vieram desde a abertura ofuscam claramente essas questões , quase que secundárias.Têm vindo grandes nomes,apesar de concordar contigo pois ao inicio eram mais,e têm-se vivido grandes momentos.quanto ao cinema sinceramente não vejo o interesse,acho que é um espaço adquadíssimo á musica e ao teatro devido ao espaço em si e á acustica ,e não deve ser nada de mais ver cinema numa sala com aqela beleza .

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  2. Também acho que o balanço, apesar de tudo, é positivo.

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  3. Logicamente que o balanço é positivo. Estavam à espera de maior adesão numa cidade que impera a falta de cultura e só se valoriza quem tem dinheiro mesmo que tenha sido ganho em vigarices? Com uma câmara repleta de ignorantes e saloios?
    Braga única e simplesmente não tinha actividade cultural e está-se a transformar numa cidade dormitório devido à enorme oferta de habitação a preços muito baixos. Vai demorar até Braga despertar para a cultura mas o caminho é pela qualidade. A programação do teatro do Circo é um exempplo de excelente qualidade.

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  4. Caro Pedro,

    Desculpa o off-topic, mas como sei que vives intensamente a Universidade e normalmente estás e gostas de estar a par do que se passa, gostava de te chamar a atenção para algo que se tem passado, no curso de Direito, no rescaldo do célebre caso do esfaqueamento, particularmente no Casino da Elsa: http://casinodaelsa.blogspot.com/

    Mas particularmente para este post, onde se concentram a maioria dos comentários (já em mais de 200, neste post) http://casinodaelsa.blogspot.com/2007/06/como-foi-possvel.html

    O esfaqueamento foi muito falado (não sei se estavas fora do país nessa altura), mas esta situação, a relação alunos de Direito - Escola de Direito ainda vai dar que falar... Talvez mais depois dos exames.

    Saudações. :)

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