Antes que seja tarde demais

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O Processo de Bolonha constituiu-se como uma excelente oportunidade para se proceder a uma verdadeira reestruturação do desenho curricular e dos métodos de ensino-aprendizagem dos cursos superiores em Portugal.

Nesta matéria, a Universidade do Minho foi, mais uma vez, pioneira. Não só antecipou Bolonha (veja-se o caso da Licenciatura de Medicina, em funcionamento desde 2001) como rapidamente encetou um vasto processo de adequação dos cursos de graduação em funcionamento nesta universidade.

As alterações propostas pela implementação do Processo de Bolonha foram já assimiladas por uma fatia muito significativa dos estudantes e, como tal, a discussão que se prolonga em sucessivas RGA’s torna-se redundante e mesmo desnecessária. Já não há paciência para as moções trazidas dos comités não sei de quê. Nem para o discurso típico dos plenários de um qualquer sindicato fabril. Nem tão pouco para o permanente desafio às regras instituídas e à autoridade de quem foi eleito pelos estudantes para exercer funções na AAUM.

Seria mais proveitoso que os estudantes centrassem as suas energias na censura aos inaceitáveis cortes orçamentais que, como tem sido repetidas vezes denunciado, ameaçam estrangular as universidades públicas. A ideia simbólica de fazer chegar postais ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior é interessante mas de eficácia muito duvidosa. A margem de manobra política da AAUM nesta matéria não é grande, mas de que vale protestar junto do Ministério quando a esmagadora maioria dos estudantes está descrente, desinformada e inerte?

Versão integral no ComUM Online, a minha nova casa (quinzenalmente).

4 comentários:

  1. Boas Pedro

    Folgo em saber que andas enérgico e activo como sempre.

    Gostei do teu artigo no ComUM.
    Concordo contigo que Bolonha vai trazer muitas mudanças ao ensino superior e que muitas delas serão benéficas. Discordo que, só por si, isso implique melhoria na qualidade de ensino e aprendizagem, mas só o futuro o dirá!

    Mais preocupante parece-me a apatia geral que se sente na comunidade estudantil e que são o reflexo de uma sociedade que se tornou acostumada a ver onde vão "parar as modas" na esperança de dias melhores. A irreverência que caracteriza a juventude parece mais focalizada na busca do conforto e do prazer hedonista e menos na procura dos seus direitos a uma educação de qualidade e a soluções sólidas de futuro profissional.

    Infelizmente esta sociedade parece aguardar ainda a vinda de uma solução milagrosa ou de um salvador desejado, nem que para isso tenha de abdicar do seu direito primordial - a Liberdade.

    Bons passeios por essa avenida fora...

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  2. Sublinho as palavras do Samuel. Abraço

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