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O Tâmega | 3
© Dario Silva
Dia quatro de Agosto de dois mil e nove e pela primeira vez em cem anos, Amarante existe sem o comboio e sem carris à espera da renovação da linha (em curso). Mais à frente, edifica-se a ecopista que há-de chegar ao Arco de Baúlhe, como o comboio chegou há sessenta anos anos e deixou de chegar há quase vinte.
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O Tâmega
Imagens raras, senão mesmo únicas, da Linha do Tâmega em 1976 e 1986, recolhidas por Bob Lennox Docherty. A Linha do Tâmega é a expressão viva (morta?) do que nós, portugueses, somos ou fomos, capazes de não-fazer. Na sua totalidade, esta via férrea percorreu quase 52 km nas margens do rio Tâmega, unindo a Livração-Caldas de Canavezes (Linha do Douro) ao Arco de Baúlhe, passando também por Amarante, Mondim de Basto (ainda que na margem oposta) e Celorico de Basto. A Cabeceiras de Basto nunca viria a chegar nem nunca se ligaria à Linha de Guimarães, vinda de Fafe, nem subiria nunca a Ribeira de Pena e à Linha do Corgo (em Vila Pouca de Aguiar ou Vidago). Foi a via férrea portuguesa que mais tempo demorou a ser construída: depois de longos anos de intenções, chegou a Amarante em março de 1909, a Celorico em 1932 e ao seu terminus provisório, Arco de Baúlhe, em 1949. Quarenta anos para 52 quilómetros. E foi também a via férrea portuguesa que resistiu menos tempos ao ares da modernidade: em 1990 o troço Amarante-Arco viu partir os últimos comboios.
Três dias depois do seu centenário, o troço sobejante foi temporariamente encerrado por alegadas razões de segurança. A montante de Amarante, todo o canal ferroviário será transformado numa pista para bicicletas que há-de chegar ao Arco, dizem. Quanto aos antigos projectos de expansão da Linha do Tâmega, a ligação a Fafe e a Espanha por Chaves faz-se agora a bordo de duas auto-estradas, a A7 e A24, a primeira paga a peso de ouro e a segunda "gratuita".
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Arco De Baúlhe,
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Passageiros da Avenida,
Região de Basto,
Transportes
Visto de Dentro da Boca das Urnas
A assembleia de voto em Arco de Baúlhe conta 2 mesas: 1 que abarca os primeiros números, dos eleitores mais velhos, e outra, a segunda, com os eleitores mais novos. Se na primeira mesa, a adesão já ultrapassa os 40%, na segunda mal deve chegar aos 30%. Sem grandes exercícios de análise, isto mostra uma falta de participação nestas eleições que é aparentemente mais vincada da juventude. Temos uma geração mais nova a desligar-se da democracia, com o futuro da União Europeia nas mãos e sem grande interesse por esta. Será este o sintoma em Portugal: a abstenção, da doença que lá fora dá antes forma a votações maciças na extrema-direita?
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