Capítulo 43: do barulho

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Já se sabe: o discurso do "antes é que era bom" é um clássico da discussão em Portugal e nele convergem diversas sensibilidades políticas e ideológicas. Isto, aliado a um par de insultos e um tom de voz entre a sabedoria de ancião e o raspanete, então, é coisa para levantar plateias em ovação de vários minutos. É a discussão de café sob a luz dos holofotes e, tal qual efeito reality show, os defeitos do orador não são reprováveis, mas enternecedores; efeito reflexo do espelho, quem ouve identifica-se neles.

Ontem foi notícia Medina Carreira que, apesar de ter falado não num café mas num casino, afirmou que os nossos governantes são "mentirosos e incompetentes"; que a educação em Portugal "é uma miséria" e só produz "analfabetos"; que a geração dos 14 aos 20 anos é uma "cambada" que "anda para aí à solta" e que são uma "tropa-fandanga"; que as Novas Oportunidades são uma "trafulhice" e uma "aldrabice"; que a avaliação dos professores é uma "burrice"; que os programas escolares devem ser "feitos por gente inteligente".

Não é difícil ver por que razão este discurso fez sucesso. Estão lá todos os ingredientes que vimos acima: discurso miserabilista e saudosista; insultos populares e tom de repreensão paternal. Junte-se a isto o facto de o discurso de Medina Carreira poder ser ouvido, da boca de milhares de pessoas, em cafés e mercearias espalhados pelo nosso país e ficamos quase tentados a nomear Medina Carreira como porta-voz do povo português.

O problema é que se este discurso é compreensível na frustração quotidiana e em ambientes informais, não é de todo compreensível em contextos formais e, muito menos, proferidos por pessoas com a responsabilidade de Medina Carreira. E não, não é apenas pelos insultos (outra questão que começa a fazer carreira na política portuguesa), mas pela irresponsabilidade e pela falta clareza do discurso.

Medina Carreira responsabiliza ora os governantes mentirosos e incompetentes, ora a cambada dos 14 aos 20 anos que anda por aí à solta; mistura o ensino regular e um programa de reconhecimento de competências para adultos; diz que os professores têm de ser avaliados mas que a avaliação é uma burrice. Fala muito, dispara em todas as direcções, mas o que sobra do discurso é barulho, ruído e alvoroço.

E "é disto que o meu povo gosta, ripa na rapaqueca". Ninguém percebe bem o que se diz, mas todos aplaudem: "é isso mesmo!".

18 comentários:

  1. Meio Portugal pensa, meio Portugal fala nos cafés, mas só quando sai da boca de um senhor como o acima citado, é que muitos colocam a mão na testa e exclamam: "Eh, pá! Este gajo diz uma quantas verdades."

    A meu ver, este zum-zum não tem tanto a ver com responsabilidade e saladas mistas, mas com o facto de alguém letrado e consciente falar abertamente e passar o discurso de boca em boca.

    É que isto dos 'reality shows' faz mossa. E quando faz comichao as pessoas coçam, e quando coçam faz ferida.

    digo eu...

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  2. Deve haver muitas excepções, João, mas achas viável um melhor aluno de uma turma do 9º não saber nomear três rios portugueses?

    E o Douro desagua em Aveiro! Uma tonelada são 500 quilos.

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  3. Só alguém que pactua com o regime estupidificante vivido actualmente em Portugal é que pode afirmar tal coisa sobre um dos muito poucos portugueses que ainda não tem o seu discurso influenciado por prémios, subornos, ajudas, subsídios, reformas chorudas e acordos secretos.

    Medina Carreira é a voz do povo, mas não do povo ignorante e amante das demagogias. É sim representante do povo que não se conforma com a porcaria em que está o nosso país e que troca as falinhas mansas e o politicamente correcto pela mais pura da verdade.

    Ou então provem-me que a educação, justiça, novas oportunidades e ensino em geral são ACEITÁVEIS em Portugal.

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  4. O diagnóstico está mais que feito. Precisam-se soluções e isso nem o MC faz.

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  5. Caro João Martinho,

    Aquilo que Medina Carreira diz é, infelizmente, verdade. Já muita gente o criticou por não apresentar soluções (o que é ridículo, pois essa não é a principal função de um comentador político) mas ainda não ouvi ninguém dizer que aquilo que Medina Carreira diz é mentira.
    Medina Carreira, ao contrário do que o João Martinho diz, é muito claro quanto aos assuntos que aborda. O que Medina Carreira faz é mostrar o lastimável estado em que se encontram diversas áreas da maior importância para o nosso país: Justiça, Educação, Economia, etc.
    Basta falar com qualquer pessoa que esteja por dentro de cada uma destas áreas para perceber qual é o verdadeiro estado em que elas estão...Esperimente falar com um professor ou com um encarregado de educação, com um advogado ou com um juiz, com um empresário ou com um operário e perceberá que aquilo que Medina Carreira diz é verdade. Pode ser que lhe digam as mesmas coisas com palavras mais doces, mas penso que não é isso que deve estar em causa...
    Não sei se o "povo", que o João MArtinho parece ter em tão fraca conta, gosta assim tanto do discurso do Dr. Medina Carreira. Para lhe ser sincero, nem sei se o ouvem. E a julgar pelo sentido de voto nas últimas eleições e pela passividade com que tudo isto é encarado, presumo que não acreditem em metade do que Medina Carreira diz...

    Cumprimentos,

    Francisco Brito

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  6. Medina Carreira só pode estar errado, redondamente errado.
    Temos o Magalhães, nada nos pode parar, ninguém nos há-de parar.
    Nos outros países também há analfabetos (e muitos), não é só cá; os nossos, ao menos, sabem ligar o computador… não é distinto?

    Aqui fazemos as coisas com classe.
    O preço das portagens na A11 e na A7, não é coisa de classe? - O Campo da Vinha, é ou não de classe?
    O 9º ano automático, distinto, não?
    Os autocarros a gás dos TUB, bom, não?
    O prolongamento do túnel da Avenida, classe.
    O futuro re-prolongamento do túnel da Avenida, distinto.
    As obras de oito anos do Teatro Circo, classe… clássicas prioridades pé-na-bola.
    As casas que começam a cair no Centro, a medir forças com Lisboa, classe.

    A política municipal para o património edificado? - de classe, claro.

    É bom viver em Braga.

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  7. Onde se lê "Esperimente" deve ler-se Experimente...

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  8. Eu como pessoa do povo, das tascas e dos cafés discordo de Medina Carreira.
    Os políticos portugueses são dignos, educados e polidos no trato, falam sempre verdade e querem transparência na vida pública; os deputados sabem fazer leis claras, tecnicamente válidas e regulamentam-nas de imediato.
    A educação eleva os conhecimentos e o espírito dos alunos; ensina-os a aprender, cultiva o empenho, a exigência e o rigor.
    O Novas Oportunidades obriga os alunos a ler (ou será que é a escrever?) pelo menos um livro - o livro da vida do aluno (e o único) e isso é muito útil; e como são novas oportunidades são também para os formadores (novas oportunidades para todos).
    Medina Carreira não tem razão, quiçá até estava com os copos. Está tudo bem assim.

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  9. Não consigo pereceber porque dão tanta aceitação ao que o senhor diz. Enfim...

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  10. Confesso que ouço o Medina Carreira com algum desconforto. Gostava de não me rever nas duras críticas que faz, mas sei que em grande parte delas está correcto. É verdade que não gosto da forma, mas sou obrigado a aceitar o conteúdo.

    Sobre a avalição ouvi-o na televisão num qualquer debate, recordo apenas que nele estava também presente o Nuno Crato - uma das pessoas que considero. Tanto quanto me lembro o que ele diz é muito simples: a avaliação é fundamental, mas faz sentido avaliar os professores se não se avaliam os alunos? Ele olha para a escola e vê os problemas da educação como prioritários. O ME olha para a escola e vê o problema da carreira docente como prioritários. É tão simples como isto. Eu olho para os dois pontos de vista e fico a concordar com o de Medina Carreira.

    Quanto ao sucesso destes discursos não vale pena culpar os "Medinas Carreiras". Ontem assisti à entrevista do Armando Vara com um nojo de quem se sente insultado. Passados 100 anos os valores republicanos nada possuem de ética. É o formal que importa. A candura invocada é absolutamente falsa, assume-se facilmente que o o trafego de influências é a actividade normal de um um homem público seja nas funções de governante ou de banqueiro. Eu só ponho as pessoas em contacto, não me interessa o que depois tratam - é basicamente o resumo da entrevista. Um ex governante que, a pretexto de garantir a presunção de inocência, assume manter a ideia de homem sério sobre um alto dirigente da admnistração pública que recebeu um Mercedes pelos favores prestados está simplesmente a dizer-nos: não paguem impostos!

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  11. O falar de mansinho é meio caminho andado para a camaradagem que se assiste na assembleia (apesar de agora não se notar tanto). É preciso coragem e chamar as coisas pelos nomes. Eu, tenho 24 anos, fico grato pela aprendizagem que me foi ministrada. Pela exigência e pelo respeito que me foi incutido, pela altura em que nasci. Lamento que os professores tenham de se preocupar com burocracias em vez de ensinar, lamento que os alunos sejam meras peças no andar da carruagem...

    João Rodrigues

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  12. Antes de mais, muito obrigado a todos vós pelos comentários. E, já agora, aproveito esta, que é provavelmente a última, crónica que escrevo neste espaço para agradecer a todos os que ao longo deste ano e meio comentaram os meus textos.



    A maior parte de vós afirmou discordar de mim e concordar com Medina Carreira. É legítimo, mas mantenho a minha posição: se o falar de mansinho é meio caminho andado para a camaradagem, não é este falar grosso que, na minha opinião, contribuirá para melhorar alguma coisa, muito menos a educação. Eu sou da geração do João Rodrigues e fui educado de forma a compreender que os insultos gratuitos são um indicador de "mal-educação".

    O mike shinoda pedia que lhe provassem que a educação, a justiça, as novas oportunidades e o ensino em geral são aceitáveis em Portugal. Isso podia ser feito de várias formas e podia ser feito para demonstrar o contrário. Os vários indicadores que poderiam ser utilizados nessa análise não são estáticos e podem ser interpretados de forma diferente.

    E digo isto porquê? Porque apesar de concordar que nem tudo está bem, não concordo que os discursos miserabilistas e a vontade de rasgar tudo o que está feito seja producente. Ao mesmo tempo, foi Medina Carreira e não eu quem desconsiderou o povo. Foi ele quem insultou indirectamente as pessoas que elegeram os nossos governantes "mentirosos e incompententes".

    A questão da avaliação dos professores é, simplesmente, uma medida de justiça profissional. Mexe com muitos interesses e incomoda muita gente, é verdade, mas a avaliação dos professores é urgente e é medida de justiça profissional, sublinho.

    (continua)

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  13. Regularmente chegam-nos aos ouvidos histórias de professores que não cumprem o seu papel. Estou certo que todos vós terão também as vossas histórias de professores que, inconvenientemente, ultrapassavam o papel de professor. E ao contrário do que se diz, são estes professores que atentam contra o prestígio social da classe e não a avaliação dos professores; essa, pretende simplesmente valorizar os bons professores que, ao que parece (e ao que dizem muitos de vós), são cada vez menos.

    Porque vos li críticas ao governo e aos alunos, mas os professores também fazem educação. E se estes são muitas vezes arrogantes ao ponto de considerarem ser o principal motor do desenvolvimento da educação, devem ser também humildes e aceitar que os paradigmas educacionais têm mudado nos últimos anos e que, por isso, todos os agentes dos processos educacionais devem trabalhar em conjunto, não de costas voltadas.

    Sobre as Novas Oportunidades, já aqui escrevi a minha opinião. O programa é uma medida de justiça social que pretende garantir uma prioridade democrática: a igualdade de oportunidades para todos. O programa Novas Oportunidades não foi criado para que uma pessoa com a quarta classe possa rivalizar em dois ou três anos com outra pessoa que completou doze anos de ensino no ensino regular.

    O programa Novas Oportunidades não é um sistema em que o formando entrega um papel e recebe um diploma, como Medina Carreira afirmou. Admito que haja diferenças nos vários CNO, mas no caso que conheço - o que funciona na ESAS - os formadores são exigentes, talvez até demais. Faltará, quiçá, um maior acompanhamento dos CNO para garantir que todos seguem o mesmo padrão de exigência que, sublinho, tem de ser adaptado ao público-alvo da iniciativa: adultos com mais de 35 anos.

    (continua)

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  14. Finalmente, gostava ainda de responder ao Dario (acho que respondi mais ou menos a todos). No teu primeiro comentário perguntas se é normal um aluno do 9º ano não saber indicar três rios portugueses. E eu não acho e, até me demonstrarem o contrário, a maior parte dos alunos do 9º ano saberão indicar três rios. De vez em quando recebo um mail com calinadas de alunos nos exames nacionais e são quase sempre as mesmas. Se todos os alunos fossem tão incompetentes como algumas pessoas pretendem fazer crer, estes erros e calinadas gritantes deixavam, ao fim de algum tempo, de ser consideradas como tal para serem consideradas como naturais. O facto de ainda nos rirmos (ou desesperarmos) com esta incompetência de meia dúzia de alunos só pode ser entendido como bom sinal.

    Finalmente, misturas aí a educação com a política municipal e eu admito que não compreendi onde querias chegar com isso. Mas quanto ao Magalhães (apesar do achincalhamento de que foi alvo) e ao programa e-escolas, apesar de terem sido envoltos em demasiado folclore, têm sido elogiados um pouco por todo o mundo por, num curto espaço de tempo, terem oferecido a quase toda a população portuguesa acesso a um computador e à internet.

    Falta educar os utentes destes programas para o uso das novas tecnologias, é certo, mas há que reconhecer que temos de começar por algum lado.

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  15. Concordo em absoluto, João Martinho. E gosto, como sempre dos seus textos, densos, com qualidade técnica e literariamente belos. são prosas escritas com a máxima educação; mas assertivos,ou até agressivos, mas na medida necessária. Vê-se que o João Martinho estuda bem os temas que trata e não procura o aplauso fácil. É ousado e não teme a solidão opinativa. Não embarca na nau do derrotismo, do miserabilismo, da auto-flagelação.
    Creio que o Medina está um pouco ressabiado por já não ser ministro. Mas já o foi, apesar de isto ainda estar assim.
    Devo dizer que haverá, ainda assim, algum sítio onde o visionário ex-ministro possa dar um contributosinho prático, porque uma prestação palavrosa, bem longa e reiterada, já deu.
    O mesmo digo das conversas de café. Esses conversadores natos de coisa nenhuma, também podem ter a sua participação de cidadania, se o quiserem, para mudar isto.
    Dizer que a culpa é lá de cima não edifica coisa nenhuma.
    Continue a escrever sempre, João Martinho, que palavras só queremos das boas.

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  16. Como referi, fico grato pela aprendizagem que adquiri na escola, na altura em que por lá passei. Nem sempre com grande sucesso (vulgo notas) mas com excelentes bases. Quando o objectivo deixa de ser o da qualidade mas sim o da quantidade, com práticas facilitistas, não creio ser este o caminho para um país de sucesso. Não creio ser o folclore, o mostrar lá fora, o culto do objecto vazio, o caminho do sucesso. A seriedade é a base para esse sucesso, para a justiça. Naquela assembleia, a verborreia é tal...dá riso (por parte de todos os partidos). Divirto-me, quando posso, a ver o nosso parlamento, por vezes é melhor do que ver os Gatos. Confesso que ainda não assisti a um debate (na integra) nesta legislatura. Quando vejo a candura do trato, sinto que fica tudo igual, tudo fica bem, quando eles estão bem...A meu ver a educação, não é afectada quando as verdades são ditas, mesmo de maneira mais ríspida. Por vezes é necessária essa rudeza para que as pessoas entendam. Mas o cinismo, sim, é sinal de má educação. Quero ainda acreditar que não vivo num mundo faz de conta.

    Devo dizer que o programa e-escola é um bom programa, uma boa ideia, cujos resultados serão sentidos daqui a alguns anos, pelo que o tempo ditará a sua excelência. Escusada, é toda a propaganda mercantil socrática. Descobriu na cimeira Ibero-Americana que não é coisa virgem, e que no Uruguai também se faz isso. Não estamos "orgulhosamente sós" como o PM exalta aos sete ventos.

    Como disse, lamento que os professores estejam mais preocupados com a sua avaliação do que em ensinar. Não julgo ser justo, existir um determinado número de quotas para cada escola. Pergunta: uma escola não pode ter mais professores competentes do que outra? Repare na sugestão da ANP para resolver o problema: A progressão automática na carreira só ocorrerá aos 36 anos de serviço (contrapondo com os actuais 34). Caso um professor pretenda antecipar a progressão, poderá solicitar uma avaliação anterior, por parte das autoridades competentes. Parece-me mais justo do que a proposta ministerial, n? A ideia de que os professores não querem ser avaliados, é mais um exemplo da falta de seriedade do PM, e assim se vai ludibriando o povinho.
    Quanto às novas oportunidades, esta medida, a meu ver, mais do que o âmbito educacional, é uma questão de motivação pessoal, de manter as pessoas socialmente activas, que permitiu e efectivamente uma residual melhoria das qualificações dos envolvidos. O senhor Fernando Martins é um exemplo disso mesmo, soube aproveitar, é dos poucos exemplos que conheço, foi essa oportunidade que lhe permitiu dar a sua opinião num artigo que lhe é familiar. Estranho é ver tratar o João por João Martinho :):P
    Fiquei agora a saber que é a última vez que cá escreves Martinho, espero que isso não se confirme. É porreiro ler-te pá!

    Abraço,

    João Rodrigues

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  17. quando falo em residual é a parte do total dos envolvidos nas novas oportunidades. não quis portanto dizer que as aprendizagens foram residuais.

    João Rodrigues

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  18. "Finalmente, misturas aí a educação com a política municipal e eu admito que não compreendi onde querias chegar com isso."

    Sim, misturo tudo com tudo, acho que tudo tem a ver com tudo. Tudo tem a ver com o rumo que o país vai levando a um nível supra e infra.
    Não queria usar a expressão "nivelamento por baixo" mas não me ocorre nada mais preciso.
    E NÃO, não acho normal que O MELHOR aluno de uma turma de 9º ano não saiba nomear e localizar três rios portugueses, ou não saiba contar até 10 em inglês ou me diga - convicto - que uma tonelada são 500 quilos. Não acho normal.
    Acharia "normal" ou desculpável que um qualquer aluno do 9º não soubesse. Agora, O MELHOR aluno da turma? - Como estarão os outros?

    O problema é que passaram todos, uns deixaram a escola e os outros estão agora no 10º anos. Devem desistir em breve, uma casa não se aguenta sem alicerces. Passaram todos por decreto, claro, as estatísticas são coisas importantes e não podemos continuar eternamente na cauda da Europa... já lá estamos desde 1986...

    Quando às políticas municipais: reflectem tudo o resto, é coisa para pobres, qualquer merda desesforçada é sufuciente. Nivela isso por baixo, o povo come...

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