Terra da Promissão

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Trams in Metro Sul do Tejo, Almada, Portugal.
© Bob Lennox

O Metro de Almada é o primeiro sistema ferroviário ligeiro a sul do Tejo. Iniciou o serviço comercial em Maio de 2007 depois de um fastidioso processo de decisão política. A rede atinge agora, após mais duas inaugurações intermédias, 13,5 km de extensão e servindo 19 paragens, sendo duas delas interfaces com as estações ferroviárias de Pragal e Corroios (serviço suburbano Setúbal-Lisboa).

Visto a uma distância confortável, algo parece não correr bem em Almada. Antes da construção, havia quem se queixasse, por exemploe, de que se passasse o metro na avenida, ía ser difícil estacionar o jipe à porta de casa. Logo após a abertura do serviço, a média de passageiros em cada viagem era de quatro pessoas. O actual bilhete ou assinatura só à custa de mais nove euros/mês é compatível com o bilhete integrado Lisboa Viva (uma cópia imperfeita do sistema Andante do Porto).

Nem em Dublin, nem no Porto, nem em Montpellier nem em Sevilha (2) vi alguém pedir que o metro andasse mais devagar. Em Almada, sim! Também é em Almada que os comerciantes pedem mais carros no centro. Penso que a Maia e Matosinhos não querem voltar atrás. Visto a uma distância confortável, dizia, algo parece não correr bem em Almada.

Nota: nunca viajei no metro de Almada em serviço comercial mas sei bem que qualquer passeio no Feijó serve para largar o carro durante a noite. Ou durante o dia. Qualidade de Vida.

2 comentários:

  1. Não é só em Almada que os comerciantes pedem mais carros no centro.

    Há alguns meses atrás a Cãmara Municipal de Torres Vedras alterou as regras de trânsito numa das vias do seu centro devido aos mesmos protestos. Neste até circulavam veículos no centro, mas só era permitida a circulação num sentido.

    E li algures que, noutra cidade portuguesa os comerciantes iriam entregar um documento sobre alegados prejuízos decorrentes do encerramento do trânsito no centro da cidade de há três anos atrás para cá.

    Da minha parte, nas minhas idas à zona do Chiado constatei que, onde circulam mais pessoas é nas zonas onde não circulam carros.

    Por sua vez, em Torres vedras já constatei que, há muito mais veículos nas ruas do que pessoas. Não havendo dúvidas de que a maioria daqueles veículos transporta apenas uma pessoa e raros transportam mais de 3 pessoas, umas vez que de cada vez que lá vou encontro poucas pessoas dentro de lojas e escritórios, apesar de haver carros por tudo quanto é espaço (incluindo passeios).

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  2. É realmente estranho. Já andei nesse metro e acho que serve muito bem a cidade que estranhamente não se sabe servir dele. Eu por exemplo, tanto o utilizei para ir até Cacilhas apanhar o cacilheiro para Lisboa, como para ir até ao Pragal apanhar o comboio da Fertagus: uma companhia privada aliás que opera na ferrovia...

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