Galandum, Galandum, Galandaina

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© Paulo Santos

O Estaleiro Cultural Velha-a-Branca promove um Workshop Intensivo de Língua Mirandesa que será ministrado por Domingos Raposo. Todas as informações em velha-a-branca.net.

12 comentários:

  1. Só é pena - muita pena - que os restaurantes do centro histórico de Miranda apresentem os menus em duas línguas: a ponto grande, castelhano. Mais abaixo, em letras modestas, em português.

    Não tivessem andado alguns a lutar décadas para ver o mirandês reconhecido como língua oficial e diria que deitam à rua aquilo que os distingue.
    A autarquia apadrinha o castelhano.
    O "negócio" fala mais alto...

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  2. Mirandês? Uma mistura de português com castelhano, mal falado. Junte-se uns maneirismos ortográficos (inventados) e umas nuances gramaticais para lhe dar um aspecto arcaico.
    E prontos, temos uma língua que ninguém quer falar, mas uns quantos pretendem manter à viva força.
    Com que interesse? Empregos sem necessidade para tal.

    Mas é giro.

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  3. "Uma mistura de português com castelhano, mal falado"

    Exacto, talvez devessemos falar todos castelhano. Onde é que a História nos deixou ficar mal?

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  4. Ninguém disse que o Darwinismo era simpático. Mas que ele existe, é um facto.

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  5. Caro João Fernandes;
    Pela afirmação "Uma mistura de português com castelhano, mal falado", conclui-se que percebe tanto de mirandês como eu de Física Atómica... Deve também pensar que o Homem descende do macaco, por força da analogia? Junte-se a isso as restantes afirmações, e está passado o estatuto de ignorância e de abrir de boca por opinião peregrina sobre o mirandês.

    Devo portanto dar-lhe uma grande notícia e um nó no cérebro ao afirmar que qualquer semelhança entre o mirandês e o asturiano não é mera coincidência. Vai na volta, o catalão, que soa mais a português que a castelhano, também é uma mistura destes dois?!
    Diga-se também que o apregoado "pluri-culturalismo" português do Estado Novo, do Minho a Timor, valia nos bancos de escola de Miranda e Mogadouro umas valentes bofetadas a quem falasse mirandês. O mesmo estatuto goza o dialecto que se fala na minha terra: qualquer coisa que salte do português "padrão" (aquele que em Lisboa e nas televisões de todos diz que o ditongo "ou" se lê num francófono "ô", e o "ei" se lê num germânico "ai") é conotado com analfabetismo.
    Falar mal é como ouvi até de uma professora de português lisboeta que tive no secundário, que nos mandava fazer as coisas como deve “de” ser. Ou “a gente vamos”, ou “vocês há-dem” e outras barbaridades que tais que aqui na “capital do português padrão” ouço até à exaustão. Agora, dizer-se e escrever-se que “Miranda de l Douro ye Pertual, i l mirandés ye ua lhéngua, cum muita gusto i orgulho” é uma manifestação profunda de cultura, e associar isto a uma mera moda para criar empregos (aí vai um maneirismo linguístico para si sobre isto: LOL), só vem provar mesmo uma incongruência no Darwinismo: a sobrevivência dos mais idiotas.
    Buonas tardicas.

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  6. O "Buonas tardicas" só reforça o que disse: mistura e corrupção de línguas.

    Se o Homem não descende do macaco, então o mirandês é a língua de Adão e Eva. (partindo das suas analogias e negações).

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  7. Reflectindo melhor ...

    Quem sou eu para criticar o passatempo dos outros?

    Alias, estaria a ser hipócrita: acabei de subscrever um abaixo-assinado para reviver e recuperar o sabino.

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  8. Reflectindo melhor ...

    Quem sou eu para criticar o passatempo dos outros?

    Alias, estaria a ser hipócrita: acabei de subscrever um abaixo-assinado para reviver e recuperar o sabino.

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  9. "O "Buonas tardicas" só reforça o que disse: mistura e corrupção de línguas."

    É um pouco como o português e várias línguas ibéricas e várias línguas europeias ou até mesmo línguas de todo o mundo: mistura e corrupção de línguas.

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  10. A criação do mirandês como lingua foi um acto eleitoralis que rejeito e que nos custa muito dinheiro.

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  11. "A criação do mirandês como lingua foi um acto eleitoralis que rejeito e que nos custa muito dinheiro."

    Ah?

    É como a abertura de certas e continuadas auto-estradas "gratuitas": são actos eleitorais e custam-nos muito dinheiro (precisamente por serem gratuitas).

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  12. Meu Deus, os senhores divertem-me, obrigado pelas gargalhadas que me fizeram dar!
    Querem ver que o Português descende directamente de Deus? Ou na volta, que nasceu mesmo na Torre de Babel, puro e cristalino, descido dos céus sem corrupção? Querem ver que "arena" e “república” já não vêm do latim, que "almofada" e “Algarve” já não vêm do árabe, que "avenida" e “champanhe” já não vêm do francês, que “piano” já não vem do italiano, que “cristal” e “alfabeto” já não vêm do grego, “pata” já não vem do suevo, “espora” já não vem do visigodo… Uma verdadeira língua saída do molde divino, esse vosso Português!
    Chegado a este ponto é lícito perguntar: os senhores, a quem a língua mirandesa tanto parece incomodar, sabem ao menos o que é uma língua?! Será que a Lucy e os seus parentes já falavam Português? Ah, e para os que não sabem, quando se diz “a língua de Camões” é porque é quase isso mesmo: Camões foi responsável por várias alterações no Português moderno. Que atrevimento, não? A deturpar algo tão puro… E digam lá os senhores, se ainda escrevem “pharmácia” e vão à vila de “Cintra”, se como Eça vão assistir a um “match” de “football”, e dão um “shake hands” aos vossos amigos. Ou se para os senhores uma tormenta ainda é “terribil”, ou se quando estão doentes vão ao “físico”. O propósito deste parágrafo caso não se tenha percebido já, é o de demonstrar que o próprio Português está sujeito a convenções de escrita mutáveis. Ponha-se a convenção ortográfica do mirandês ao lado do novo acordo ortográfico do português, e de entre os dois decidam-se por qual será o mais escabroso. Será que convencionar que de repente hospital é “ospital” porque o “h” é mudo, parece mais estapafúrdio que convencionar que “diz” em mirandês se escreve e lê “diç”, porque naquelas terras o “z” tem mesmo o som de “ss”? Será até que todo o Norte vive numa ilusão ao escrever um “v” que seja, porque todos o pronunciam “b”, como acontece na galego e no castelhano, e será que neste caso os mirandeses ultrapassaram todas as marcas ao nem sequer incluir o “v” no seu alfabeto, para não alimentar esta fantochada? E querem ver agora que afinal o Português falado no Norte é tão inventado e mal falado quanto o mirandês, e o que vem de Carnaxide, Queluz e da Gomes da Costa é que é o único válido? Será que uma “malga” já só pode ser uma “tigela”, que uma “cruzeta” já só pode ser um “cabide”, que um “aloquete” (que aqui o Word diz até que nem conhece como palavra, vejam só) já só pode ser um “cadeado”, que algo tão estratosférico quanto um “strefogueiro” tem de ser correctamente pronunciado como “pedaço de madeira de largas dimensões que fica depositado na parte mais interior de uma lareira para apoiar a restante lenha e servir de alimentação primária do fogo para nos aquecermos”?

    Lógicas realmente assustadoras…

    Ou seja, o que tanto vos aborrece no mirandês, que acusam de ser algo inventado, cheio de erros, mal falado e deturpado, é o mesmo processo pelo qual o Português passou, desde que os primeiros Homens chegaram à Península Ibérica, e foram sofrendo influências de todos os povos que por aqui passaram e/ou se fixaram, e mutando pela boca do povo e pela pena dos eruditos. Pode-se dar também o caso de que isto do mirandês tenha sido criado nalguma tasca quinhentista em Miranda do Douro, quando alguns desocupados se juntaram e decidiram criar uma nova língua, só para matar o tempo e chatear pessoas como os senhores, tipo “língua do pê” ou assim… Tipo o basco, que ainda não conseguiram sequer agrupar numa família de línguas, ou algo tão estanque como as línguas urálicas, que unem povos tão unificados quanto os húngaros, estonianos e finlandeses.
    Mas porque é que estou a gastar o meu latim com pessoas que claramente percebem à brava de línguas, e que igualmente se orgulham da cultura do seu “pequeno” país? Bou ye saber dua fruta pra sbulhar i cumer un cibico…

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