Do Paroquialismo

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As placas de sinalização de saídas das auto-estradas e variantes não são feiras de vaidades, mas antes informações úteis para quem circula nas mesmas. A exigência de São Paio de Arcos constar numa das saídas da Variante Sul de Braga, porque manifestamente injustificada pela insignificante utilidade de tal sinalização, deixa transparecer a pior herança do paroquialismo minhoto.

8 comentários:

  1. Ainda que o termo paroquial, inicialmente, fosse validade para uma zona administrativa, o senhor Pedro Morgado sabe, com certeza, que actualmente esse termo está associado a um conceito geográfico religioso.
    Afirmar que querer uma placa em S. Paio de Arcos é uma crença religiosa tipicamente minhota é depreciar o Minho, a sua população, a religião e quem não advoga nenhum credo religioso.
    E a legitimidade de querer uma placa com o nome à saída da auto-estrada é uma vontade, que pode, ou não, ser realizada. Apenas depende do factor de quem tem poder para decidir.
    Se o povo dessa freguesia tem essa vontade, acho que tem o direito de a reindivicar. Se concordo com essa opção, não! Mas é certo que não concordo com outras coisas, mas infelizmente elas acontecem. Ê viver num estado democrático é saber aceitar as escolhas de outros, expondo o contraditório, mas não insultando.
    Atentamente,

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  2. Pensava que ,nos arredores da cidade,alguns autarcas eram mais evoluídos mas,afinal,não passam de uns caciques iguais aos de antigamente.Se calhar queria a placa,antes das eleições,para inaugurar mais um"monumento" com direito a mais uma almoçarada.São mesmo uns tones.

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  3. Estamos sempre a aprender, e todos os dias surgem novos neologismos, afinal qualquer língua viva é dinâmica, sempre a renovar-se.
    Dei-me ao trabalho de procurar a palavra «paroquialismo» em três dicionários, são eles: Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora; Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa; Dicionário Enciclopédico de Língua Portuguesa, das Selecções dos Reader's Digest. Mas, na verdade, não encontrei esta palavra em algum deles. o Sr Viriato Afonso falou bem: usou o termo paroquial . Este, sim existe, mas sempre esteve ligado a uma divisão administrativa religiosa. Não é só de agora sr Viriato. O que é de agora, é um sentido negativo que este termo, paroquial, adquiriu hoje. Querendo, mais ou menos, dizer-se que quem tem uma visão paroquial, tem uma visão muito curta, com horizontes pouco largos.
    Agora o termo paroquialismo, deve ser novo. Mas com certeza que o sr Pedro Morgado me vai fazer o favor de explicar a origem e seu significado.
    Não quero pensar que tanta vontade em ter uns horizontes tão largos o tenham feito deixar de ter os «pés» assentes, neste caso na linguagem...

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  4. Julgo que o anónimo Miguel Braga tem perspicácia suficiente para saber o que significa o facto da palavra estar em itálico... Tal como dizia o outro no Público, «perdoem o neologismo»!

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  5. Não percebi bem qual é a dúvida do Sr. Miguel Braga

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  6. Se a Luísa se refere à palavra, a minha «dúvida» é que ela não existe.

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  7. A sinalização dessa variante é uma vergonha. Em todas as saídas há placas a indicar "Braga" e praticamente não existem placas a indicar os lugares ou freguesias contíguos às mesmas saídas.

    Uma vergonha!!

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