Da Nacionalização dos Prejuízos

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© wsilver

O Governo anunciou que vai propor a nacionalização do Banco Português de Negócios, cujas perdas acumuladas rondam os 700 milhões de euros. Este é o resultado da má gestão dos conhecidos ex-políticos que têm liderado o banco e que sempre se pagaram a peso de ouro. Aguarda-se o apuramento de responsabilidades e a consequente indemnização ao Estado pelos prejuízos agora vão ser suportados por todos os contribuintes.

Enquanto os Governos pediam sacrifícios, os gestores do BPN viveram de salários milionários, conseguindo ganhar em meses aquilo que a esmagadora maioria dos portugueses nunca ganhará numa vida. Na prática, esta nacionalização é um assalto ao bolso dos contribuintes.

5 comentários:

  1. nao houve uns senhores a dizer para os portugueses não terem medo, que por cá os bancos estavam de boa saúde?

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  2. Sim, realmente era melhor deixar ir o banco à falência, com prejuízo para parte dos depósitos bancários e para a economia nacional...

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  3. Caro Pedro,

    Quem são esses "conhecidos ex-políticos que têm liderado o banco" responsáveis por esta situação?

    Sobre ser esta nacionalização uma pesada compra para os contribuintes, não sei se ontem ouviste/viste/leste a reacção do banqueiro João Rendeiro (BPP), sobre esta operação... Se não, aqui ta transcrevo, segundo está no Diário Económico de hoje: "A prazo, os contribuintes vão fazer uma boa operação porque o banco tem activos imobiliários de muito significado".

    Abr.

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  4. Só que depois de recuperado o Banco não deve voltar a ser privatizado.Só assim é que os contribuintes recuperam o que agora viabilizam...
    Mas o Estado liberal vais engordar o Banco e devolve-lo-á à privada...
    É ponto de honra...

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  5. Pelo menos, a desfassatez deste governo querer nacionalizar os prejuizos resultantes dos devaneios daqueles ex-ministros, boys e demais nomeados dos cartões rosas e laranjas que sucessivamente gravitam à volta do poder politico/económico, teve uma consequência que me parece positiva,
    Essa consequência, tem a ver com o facto do governo se ver obrigado a retratar enquanto devedor que é às empresas que prestam serviços ao estado, com mêses e anos de juros de mora.
    Resta agora monitorizar, como e quando o governo vai pagar os tais 2.500.000.000,00 € a quem de direito, ou se esta foi mais uma propaganda à moda do "Magalhães", para despersar atenções.

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