A ETAR Louçã

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Do meio de um persistente e acomodado silêncio perante a consagração de um sistema local, feito de pequenas e grandes influências, de medos e cumplicidades variadas, surgiu a estupefação geral diante de uma naturalíssima demonstração de amizade a um homem que tem sido acusado publicamente sem que nada tenha sido ainda provado.

Põe-se o crédito de uma empresa da cidade na lama e, com todo esse esgoto mediático, o nome de Braga vai ficando ainda mais encardido. Sempre sedento de chafordar na porcaria, o profeta messiânico da verdade, travestido de ETAR purificadora desse lamaçal pestilento, anuncia solenemente que «os empresários de Braga são uma bandidagem».

Mas há empresário que não seja bandido para Francisco Louçã? Talvez encontrem em Salvaterra...

30 comentários:

  1. Francisco Louçã, provavelmente o político mais inteligente em Portugal.

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  2. Caro Pedro,

    Não tenho qualquer simpatia política por Franscisco Louça, irrita-me o seu moralismo hipócrita. Mas considerar aquele jantar, tendo em conta o tom das declarações proferidas, "uma naturalíssima demonstração de amizade" é quase como acreditar no Pai Natal. A verdade é que todos os bracarenses sabem bem como foi possível o crescimento de determinados grupos económicos locais.

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  3. Pelo contrário em Salvaterra, foi um empresário da noite que se queixou da Presidente de Câmara!

    O vigarista queria comprar o Sá Fernandes, bateu na porta errada.

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  4. O problema não são os empresários de Braga, o problema são os empresários do círculo...

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  5. Obviamente, koolrichy.

    Eu acho normal que os amigos se solidarizem com uma pessoa independentemente dela ter cometido algum crime. Se um amigo meu cometesse um crime (e não estou a dizer que seja este o caso) não iria virar-lhe as costas nos momentos mais difíceis.

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  6. Oh menino pedro morgado não acredito que seja assim tão ingénuo..o menino que idade tem? Anda no Paulo VI ou no Teresiano?

    Se existe figura que ignoro perfeitamente é esse tal de Louçã mas o que ele disse foi apenas a verdade. Sou de Braga e acompanhei a "evolução" de muitos que estiveram presentes nesse jantar e todos os bracarenses esclarecidos sabem de quem se trata.
    Apoiar um amigo??? Meus caro, gente de bem não tem amigos como aqueles! Gente de bem não se envolve com aquele tipo de gente. Gente de bem só deseja que essa gente seja julgada e presa. Gente de bem só quer que aquele tipo de gente desapareça da sociedade. Gente de bem nunca participaria num jantar como aquele. Quem disse o contrário é porque não é gente de bem.

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  7. nao concordo com o louçã, mas toda a gente conhece a pouca vergonha que prolifera em Braga, principalmente com o senhor névoa...

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  8. Oh meu caro Pedro Morgado, muito me espanta com esta sua deriva bairrista!

    Se um amigo meu cometesse um crime da mesma natureza daqueles de que o tal senhor Névoa tem sido acusado, lhe garanto que deixaria de ser meu amigo. Virava-lhe as costas, claro. Por uma questão de princípio. Por uma questão de educação. Por uma questão de decência.

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  9. Já que citou a Loja, venho aqui fazer-lhe uma visita e declarar algo.

    Quanto ao Névoa ( posso tratá-lo assim porque fui seu colega de escola e não o faço para o menosprezar) espero que o mesmo se defenda das acusações e já li a entrevista que deu aos jornais ( Tabu, segundo julgo)que me pareceu reveladora de muitas coisas que estão mal.

    O Névoa é um empreiteiro com sorte na vida e continuo a desejar que assim seja.

    O problema nem é o Névoa que é boa pessoa como muitas que conheço. Apesar de o sistema de valores morais que aprendeu comigo e com outros, não ser bem o que seria ideal ( apesar de o monsenhor Melo asim o achar porventura).
    O problema é o sistema político-económico em que o Névoa se inseriu, com vantagens para ele e alguns amigos.
    O problema de Braga e do Névoa é que Braga é uma cidade com esquemas de organização social semelhantes a Palermo, na Sicília. Lá, os homens de honra, têm um código particular de entendimento para os negócios. E quem é de honra e palavra e não bufa, safa-se. Quem não for, lixa-se bem lixado.

    Em Braga, a situação tem todos os ingredientes para que isso aconteça.
    E o pior é que os habitantes nem se dão conta do perigo e do mal de um sistema desses.
    Acham muito bem que uma clique, seja há anos e anos a dona de tudo o que importa em Braga: Feiras Novas, concessões públicas, bombas de gasolina, concessionários de automóveis, construções de parques e obras públicas, intervenções em tudo o que cheira a dinheiro graúdo.

    Por isto é que perguntei se nós, em Portugal e os de Braga querem uma sociedade assim, em que o Névoa possa ser uma estrela da construção civil ( que acho bem que o seja, note-se), mas seja só o Névoa e mais um ou outro.
    Pergunto apenas se o Névoa é tão esperto, tão esperto que seja capaz de tão grandes sucessos empresariais.
    Como o conheço do tempo dos estudos menores, sei que não é assim tão esperto como isso. Mesmo sendo desenrascado.

    Assim, que fique bem claro: quero o bem do Névoa e dos que o rodeiam. Não quero o sistema político-económico em que o Névoa e outros (já houve outros antes do Névoa, note-se) prosperaram.

    É uma prosperidade oca e falsa. Só isso.

    Cumprimentos aos bracarenses.

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  10. Ó josé, vou lhe dizer uma coisa. Depois de ler o seu comentário - aceite uma grande vénia de apreço da minha parte - com a referência explícita a "bombas de gasolina" e a "concessionários de automóveis" - nem lhe consigo descrever o tamanho do meu sorriso depois de ler esta sua referência -, ia jurar que o senhor é de Braga, ou então conhece muito bem os meandros por onde se cosem as teias dos nossos telhados...

    Um dia gostaria de conversar consigo sobre o facto de a maior construtora nacional (Mota-Engil) se ter visto "forçada" a vender os terrenos que tinha por cá, ali junto ao estádio Axa. Digamos que agora todos eles - os terrenos - estão em "stock"... Faço-me entender, estou certo.

    É curioso que a Mota-Engil, a ÚNICA construtora nacional com capacidade para concorrer com as grandes construtoras europeias e americanas, ao que parece, só não tem capacidade para concorrer com os "trolhas" cá do burgo... Deve ser o tão proclamado microclima bracarense.

    Ámen.

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  11. O Névoa andou na escola? Com o professor corleone?

    Quando prendem esse trolha de uma vez?

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  12. dr. etcetera:

    Para entender melhor Braga, será preciso perceber também porque é que as instituições oficiais dedicadas à investigação criminal, nesse local funcionam mal.

    Disse que funcionam mal? Pois disse e acho que sei o que estou a dizer e não é nenhuma difamação ou boato de mal intencionado Há mais de meia dúzia de anos, um político de oposição, por alturas de umas eleições, participou ao Ministério Público e PJ uma série de factos envolvendo personalidades conhecidas da autarquia local e não só.Factos graves que se fossem investigados devidamente, poriam cobro a uma série de fenómenos.

    A investigação dura, dura, dura que dura e torna a durar.
    Mas é mole, muito mole, contraditoriamente.
    Porquê? Ora, muito simplesmente porque parece não haver "meios". Eu acho que não é só uma questão de meios. É também de interesse verdadeiro, daquele que faz mexer as canetas, em sentido próprio e figurado.

    A PJ de Braga, em tempos não tinha meios para investigar tudo. A do Porto, tem mais. Mesmo assim, não se conseguiu investigar. O MP de Braga também parece um pouco parado, à espera do que vem da PJ.
    Deveria ser assim? Não. Não deveria. Mas poderá alguém criticá-los por isso,se as rotinas, os processos instalados e o ramerame não dão para mais?

    Braga é um sítio pequeno, demasiado pequeno em que as pessoas se conhecem quase todas: advogados influentes e pessoas de negócios vários, convivem sadia e alegremente com juízes, desembargadores, conselheiros, inspectores e fatalmente esse convívio traz a promiscuidade com a gente do dinheiro e do poder. O futebol e a política acaba por juntá-los, a essas forças vivas.
    Este sistema de Braga, de convívio nas faldas do monte do Bom Jesus, com o beneplácito e a benção da própria Cúria, criou um ambiente que dificilmente alguém entenderá devidamente. Um ambiente único.
    A meu ver, podre. Segundo muitos, do mais sadio que pode haver.

    Este grupo alargado de pessoas que alimenta o PicPic e lojas adjacentes, e os stands da Mercedes e BMW, tornou-se o núcleo duro do progresso e da força dos apoiantes do Névoa.

    Tinha que ser assim mesmo? Será algum crime que seja assim?

    Por mim, só tenho feito perguntas e até sou comedido com o Névoa e amigos.

    A pergunta essencial que tenho vindo a fazer é esta: a democracia em Portugal, deve estruturar-se assim?

    Se a resposta for positiva, não passarei de mais um maledicente e de um eventual invejoso.

    Mas creio que será preciso, reflectir, antes de responder.

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  13. Nao vou comentar o que esta para cima, pq sou ingenuo de mais para perceber o grandioso cerne da questao, apenas deixo um parcer.
    mas antes

    Pedro, muito bem , so se nota que este blog é de referencia.

    José- nao quer passar a comentar todos os posts deste blog? de certo que o Pedro nao se importara!:D

    eu tinha uma ideia, mas se calhar cego pelo regionalismo! mas diagam-me , se estou incorreto de todo: o eng.Mesquita tem de facto um nucleo duro, mas , nao acho que dá de comer a esse nucleo,pelo menos nao mete la a comida directamente nas boquinhas esfomeadas, apenas diz onde está a comida! e mais, vai dizendo ,em diferentes alturas, ás diferentes bocas, ate estas estarem com a barriga minimamente cheia, para descobrirem por si , onde procurar a comidinha! e depois são essas mesmas bocas(Névoa), que depois vao alimentar outras, e aí ja se percebe os amigos no tal jantar!!

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  14. Caro José,

    A sua declaração foi muito provavelmente a mais bem enunciada análise que alguma vez li sobre os contornos da vida económico-social da minha cidade.

    Confesso-lhe que não tenho idade suficiente para perceber as raízes de determinadas amizades e compadrios. Quando nasci já muita da lama se havia tornado em betão - nunca esta metáfora serviu tão bem.

    Apraz-me saber que outros vêem a autarquia como eu a vejo: um antro. E é esse mesmo ninho que, por exemplo, conduz a cidade ao marasmo cultural em que ela se encontra.

    Gostei desta sua aula de cidadania, e fico contente por saber que afinal ainda há quem não se limite a viver como se tivesse a jogar à cabra cega.

    Um abraço

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  15. Ora bem. Eu gosto de Braga, como cidade. Gosto de descer a avenida de Santa Margarida, de olhar à esquerda e ver o antigo Seminário Maior e à direita o que hoje é o edifício de um jornal da cidade. Gosto de passar na rotunda em que dantes havia a Pachancho e olhar acima o Colégio D. Diogo. Gosto, enfim, de reviver quarenta anos de infância que o Névoa ( e outros) conheceu bem.

    Gosto da Sé, da antiquíssima Sé, cheia de gente, com cheiro a incenso e cânticos gregorianos em Te Deum ou em Requiem ( quando morriam os arcebispos). Gosto dos Congregados onde cantei em coro, com o Pe Borda, que o Névoa conheceu bem, com certeza.

    Gosto da Avenida Central onde dantes havia a Sonolar e onde comprei um disco de referência ( Eldorado dos ELO) e vi outro ainda maior ( Let it Be dos Beatles). Gosto da Brasileira onde se seria café à Porto. Gosto do Avenida e das Arcadas onde comprei muitas Selecções do Reader´s Digest usadas ao alfarrabista ambulante que aí parava. Gosto da Rua do Souto, onde comprei na óptica Cruz a minha primeira bússola. Gosto do cheiro de Braga.
    Até gosto do PicPic e daqueles empregados dengosos que por lá havia. Foi em Braga que vi um dos primeiros centros comerciais, e onde comprei o meu primeiro casaco da Confélis, com tecido de algodão italiano.

    Gosto de muitos bracarenses e de alguns advogados que por aqui mencionei. Alguns deles estão entrosados até ao pescoço neste esquema de funcionamento da cidade pós-Mesquita.

    O advento de Mesquita que antes do 25 de Abril já era um menino-bem, com carro de luxo, foi uma desgraça que aconteceu à cidade? Depende do ponto de vista.

    Para a maioria que nele tem votado, legitimando o seu esquema e sistema de distribuição de poderes e benefícios aos autóctones, Mesquita é um pequeno deus que merece louvor eterno.
    A Igreja de Braga, no meio de tudo isto, é igual a si mesma: a César o que é de César; a Deus o que é de Deus. Fosse Mesquita ou fosse o Pe Sousa Fernandes ( que provavelmente ensinou o pouco inglês que o Névoa saberá) e que chegou a concorrer a eleições locais, a Igreja não seria diferente. A Igreja, seja a de Braga seja a de Roma é uma instituição admirável e que por isso mesmo tem passado os séculos sempre na mó de cima da influência real sobre quem importa: o povo.

    A igreja de monsenhor Melo, que é igual à Igreja de D. Francisco Maria da SIlva e à do actual Jorge Ortiga, faria exactamente com outro, o que fez com Mesquita: aproveitar as oportunidades que os poderes políticos lhe concede enquanto força de intervenção social muito importante.

    Tudo isso que elenquei pode ser reconduzido aos anos sessenta e setenta.
    A Braga de hoje, dura há cerca de 25 anos. No meu modesto entender, a Braga de hoje, provavelmente, saberá afastar o sistema mesquita, por causa da Universidade que soube construir.

    Levará mais uma década, mas estou certo que lá chegaremos, para bem de todos.

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  16. José,

    Está completamente enganado. A cidade de Braga que referiu já não existe. Agora está bem pior em tudo.

    Não tenha a menor dúvida ques esta promiscuidade entre igreja, câmara e empreiteiros só se deve à ruralidade que caracteriza o distrito, à ignorância e comodismo dos bracarenses e à teia de interesses instalados que favorece alguns. Isto só continua pois estamos num país que se limita a Lisboa e ás vezes ao Porto. Ninguém quer saber de Braga. Desta situação aproveita-se o gang do mesquita para fazer e desfazer. O mesquita não era menino bem nenhum antes de entrar na câmara - não é de família com posses antes bem pelo contrário. Toda a fortuna que conseguiu: quintas em Espanha e Portugal, apartamentos por todo o lado, parque automóvel mercedes e bmw, café astória, lojas no campo da vinha, etc etc etc etc etc foi com o suor do trabalho e com o parco ordenado de presidente da câmara....

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  17. Pois.., mas eu só falei da antiga Bracara: a augusta.

    Agora, esta Braga não me interessa a não ser como crónica de costumes e para se ver quem é quem no esquema que subsiste.

    Dantes foi um tal GOmes, agora é o Névoa, daqui a uns tempos, será outro.
    A Igreja de Braga, essa, não sai do tempo dos Borgias. Da Renascença, mas com laivos medievais.

    Que é feito dos animadores do Por um canudo?

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  18. Com isto tudo, esqueci-me de dizer que também subscrevo o apontamento do autor do blog, ao dizer:

    "Eu acho normal que os amigos se solidarizem com uma pessoa independentemente dela ter cometido algum crime. Se um amigo meu cometesse um crime (e não estou a dizer que seja este o caso) não iria virar-lhe as costas nos momentos mais difíceis."

    Mas a subscrição, no meu caso, não significa a absolvição do tal hipotético crime. Significa apenas que a solidariedade, se limita ao eventual sofrimento, das consequências do crime. Não creio porém que seja esse o sentido do apontamento. Ou será?

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  19. "Eu acho normal que os amigos se solidarizem com uma pessoa independentemente dela ter cometido algum crime. Se um amigo meu cometesse um crime (e não estou a dizer que seja este o caso) não iria virar-lhe as costas nos momentos mais difíceis."

    Pedro, deixa-me que te diga que se esta tua afirmação se reveste de alguma ingenuidade estás a cometer dois graves erros.
    Um deles é para com a sociedade. E diz respeito à legitimação do crime ao protegeres um indivíduo que cometeu um acto desviante punivel por lei. Estarás a dar aso a que este comportamento incorrecto continue a persistir na sociedade.
    O outro erro é para com o teu próprio amigo. A melhor maneira de o ajudares nao é passar a maozinha pela cabeça e dizendo "É pá, acontece a todos. Todos erramos na vida. E como teu amigo estou do teu lado." Isto é uma atitude completamente errada. Não digo que lhe virasses as costas (eu também nao o faria) mas solidariezares-te com ele, com o seu comportamento??? Alguém que comete um crime deve receber solidariedade? Como amigo dele como tinhas a proceder era faze-lo admitir que cometeu um grave erro, que tem de sofrer as consequências do seu comportamento desviante e, por tal, será punido. E porque nao tentar perceber o que o terá levado a cometer tal comportamento e fazer com que ele veja que ha meios de obtermos os fins sem recorrer ao crime como meio? E se nao há, nao me parece que o crime seja a melhor soluçao. Se legitimas o acto transgressor por ele cometido só fará que venha a cometer muitos outros. Isto torna-se num ciclo vicioso fazendo com que vivamos numa sociedade com várias subculturas desviantes que vão legitimando a transgressão às normas.
    O crime ocorre, muitas vezes, recorrendo a meios ilegitimos para obter aquilo que nao conseguimos pelos meios permitidos e legitimos. Nao podemos tornar permissivel e apaziguar os trangressores à lei, os criminosos.

    Com este tipo de comportamentos e com a lentidao e ineficacia da Justiça portuguesa viveremos numa sociedade que peretua o crime.

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  20. Caro José,

    Tenho apreciado muito os seus comentários. O sentido do apontamento é exactamente o mesmo a que alude. A solidariedade não significa necessariamente absolvição. O facto de censurar uma atitude de um amigo não me impede de estar solidário com ele caso ele esteja a passar por um momento difícil.

    Amiga Helena,
    As razões que enuncias nao contraditam, de modo algum, o que escrevi porque eu nunca defendi muitas das coisas que tu referes no comentário.

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  21. Helena

    na teoria é isso, muito bem. mas, e na pratica??

    "Não digo que lhe virasses as costas (eu também nao o faria) mas solidariezares-te com ele, com o seu comportamento???" sim é diferente,mas gostava , de perceber melhor a grande diferença entre as 2 atitudes( virar as costas e nao prestar solidariedade ), e principalmente como ecpressar uma e outra atitude diferenciando-as!

    quanto ao jantar, o que temos de ter noçao, é que la estiveram de certeza, 2 tipos de pessoas: quem, logo no inicio da polemica começou a sentir o estomago vazio, e quem de facto queria dar uma força, mesmo tendo presente o grande erro, a isso eu chamo: amizade!!

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  22. Todos os criminosos têm amigos nesta vida. Se forem ajudados e apoiados pelos actos desviantes e trangressores que cometem, daqui a pouco ninguem é condenado.

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  23. Exacto!
    mas, vamos supor, que desta vez tudo se confirma, e as coisas fucionam, e ele vai mesmo dentro: ir ao jantar , é o mesmo que depois ir fazer uma visita...lá dentro! e isso sao amigos! isto tudo so para dizer que nao acho a tal afirmaçao do Pedro ingenua!

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  24. Ir ao jantar não é em nada a mesma coisa que ir visita-lo à cadeia.
    Se está na cadeia está supostamente a cumprir pena por um crime que cometeu, e tu como amigo vais lá visita-lo, como amigo tens de o fazer ver que um crime tens as suas consequências e tem de viver com elas. O crime não é meio justificável para nada.
    Outra coisa é fazer um mega jantar ou uma festinha, em que ele está cá fora e sem pagar pelo crime que cometeu (no caso, se é q realmente o cometeu, pois nao sei). Mais uma vez vai de encontro à legitimação de um comportamento desviante que é uma transgressão às normas. Não podemos legitimar isto.

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  25. Tanta conversa mas a conclusão, para as pessoas inteligentes, será sempre a mesma. Trata-se de um tipo que cresceu com vigarices e prejudicando muita gente, sempre com o apoio do presidente da câmara de braga. Gente de bem não tem amigos assim nem participa nesse tipo de eventos. Solidariedade é para quem merece. Aliás a palavra solidariedade no contexto que a estão a aplicar chega a ser cómica.

    Podem ter a certeza de outra coisa: muita gente que esteve nesse jantar foi obrigada. Caso não mostrassem o rosto nessse jantar teriam consequências para o seu lado. Podem ter a certeza disso, falo com conhecimento de causa. Nem na Sicilia a coisa é assim. Em Braga é.

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  26. pois, nao deixa de ser verdade! nos aplicamos :"se fosse um amigo meu...", mas, nao podemos aplicar aqui o nosso bom senso, nem entrar em comparaçoes, pq , eles nao sao normais!"e gente dessa nao tem amigos" pensando bem, é uma boa verdade. com 20 aninhos, ja me apercebi, que ,quem é assim, passa por cima de tudo e de todos!

    *helena, obrigado pelo esclarecimento

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  27. Então lá vai mais uma achega:

    Se o Névoa fosse a um encontro de amigos e eu lá estivesse, ( o que até pode acontecer porque teremos eventualmente conhecidos e amigos comuns que podem muito bem encontrar-se um dia...) nunca seria capaz de o desconsiderar pessoalmente, porque conservo a imagem de um puto grande, meio desorientado, num dormitório comum, em que havia uma espécie de solidariedade que há entre os presos: estávamos todos na mesma condição de internos num estabelecimento de ensino e com os mesmos problemas de disciplina para resolver, tendo "inimigos" comuns que no caso eram os prefeitos e vigilantes da ordem estabelecida.
    Isso basta para ter uma enorme simpatia pelo Névoa como pessoa ( e há mais de quarenta anos que não falamos nem nos vimos).

    Tudo isso, porém, não invalida o facto de considerar que o sistema que o criou e sustentou ser um sistema errado, de cariz mafioso e altamente nocivo para a sociedade em geral.
    E essa discordância, para mim, é suficiente para procurar ser justo e imparcial.
    Mas nunca afastaria a simpatia pessoal, mesmo que eu fosse alguém com poder de o julgar e eventualmente condenar pelos crimes de que é acusado.
    Se isso acontecesse ( o que é altamente improvável senão impossível), mesmo que o tivesse de condenar, seria capaz ao mesmo tempo de o continuar a considerar como considero: um tipo, se calhar porreiro, mas vítima de um sistema implacável de sobrevivência na selva urbana em que Braga vive.

    Pensando bem, não sei se o Névoa de Rio Caldo, humilde como o colega dele, advogado com nome sonante em Braga, não concordarão com estas minhas singelas reflexões.

    Na vida, não vale tudo. E o ter coisas e poder e influência, tem os seus custos. E um deles é chegarmos ao ponto de termos de renegar os valores que nos ensinaram na infãncia, os nossos pais, os nossos professores e os nossos mestres.

    Quem já não tem capacidade de reflectir deste modo, está morto. Não para a boa vida aparente do luxo e da abundância, mas para a verdadeira vida simples dos valores sólidos, como são a honestidade, a franqueza e a vida em conformidade com as possibilidades, sem espezinhar os outros e sem matar nem esfolar.

    Será isto paleio oco de lírico romântico?

    Não me parece, embora também gostasse de ter um Mercedes sére S.
    Mas nunca aceitaria um custo que me levasse a vender a honra.
    É esse o problema, meus caros.

    Como dizia alguém por aí num filme qualquer, só há uma coisa que levamos da vida: a nossa glória. Nada mais.Casas, carros, dinheiro, amigos de ocasião, roupa cara, etc etc, ficam cá. Mas a glória dos nossos valores permanecem para além de.

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  28. Ao anónimo que diz que o Mesquita não tinha posses antes de entrar na câmara.
    NÃO FALES DO QUE NÃO SABES SOB PENA DE FAZERES FIGURA TRISTE!

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  29. O mesquita tinha posses antes de entrar na camara??? Não tinha mesmo....mas tudo bem.

    Vamos imaginar que até tinha. Então explica-me como é que ele multiplicou por 100 (no minimo)as "posses" dele com o "parco" salário de presidente da camara. Explica-me (já que dizes que ele tinha posses) como é que ele comprou o astória (apenas um exemplo entre muitos possíveis). Foi com a herança e suor do trabalho???

    Não sejamos ridiculos..cada vez me convenço que o mal de braga é mesmo a ingnorância...

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  30. Oh Louçã porque te levantas contras as ordas corruptas de empresários tão...empreendedores. Não sejas assim, está bem que que o Névoa ofereceu 200 mil euros ao Zé, bem que lucrou uns milhões com a permuta dos terrenos, mas caramba são os Névoas e Salvadores que movem a economia, criam emprego, fazem florir esta Braga de betão. Aliás, aqui pra nós, Há sempre Salvaterra,os casos são praticamente idênticos não são? Afinal, a presidente de Salvaterra de Magos tem 3 processos, logo 3, se fosse 1 ou 2 agora 3. 3 calamitosos e escandalosos processos, um já sabemos foi dono do bar que não gostou de não obter a licença e foi pra tribunal. o segundo foi o mesmo dono do bar que se sentiu ofendido e apresentou queixa por difamação, e o terceiro Louçã, o terceiro é relativo a não aplicação de uma coima num processo de uma obra particular que tinha sido alvo de embargo e contra-ordenação. Como manter a moral depois disto Louçã? tá bem que a permuta dos terrenos em Lisboa deu um lucro de 41 milhões de euros a BragaParques, mas queda-te silencioso Louçã, ainda vêm os maus da oposição ou do governo relembrar o caso do vereador de Salvaterra que também é arguido num processo, e sabes que é por causa de um orçamento para transporte de...25 euros semanais. Vá Louçã, fala do ambiente ou vai pa comentador na Tv, falas tão bem, com tanta eloquência, deixa descansado cá os empresários dinamizadores, corruptos? um poucochinho, mas eles sabem o que fazem.

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