Finalmente, reflexão.

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Qualquer que seja o resultado, dormirei descansado.



Pelo SIM ou pelo NÃO, estou em crer que todos temos alguns objectivos comuns:

1. Que haja menos abortos;
2. Que haja menos complicações de abortos;
3. Que haja menos sofrimento;
4. Que haja mais compreensão e menos punição.

Por tudo quanto fui escrevendo, acredito que a melhor forma de conseguir atingir estes objectivos é votar SIM. Veremos.




Pelo SIM ou pelo NÃO, estou em crer que todos temos alguns desejos comuns:

1. Que não haja ameaças divinas.
2. Que não haja apelos ao voto em dia de votar.
3. Que se respeite a vontade popular.

Por tudo quanto fui escrevendo, temo que estes desejos não se possam concretizar. Veremos.

6 comentários:

  1. Pedro, embora a minha perspectiva seja diferente da tua, a verdade é que, genericamente, estamos de acordo!
    Apesar de não considerar que a liberalização do aborto seja o caminho, almejo também pela realização dos objectivos que enuncias.
    Sei que o meu voto fará manter a lei em vigor. Mas prefiro que assim seja, do que compactuar com a concessão às mulheres portuguesas de um verdadeiro direito, sem quaisquer restrições, de disposição de uma vida (intra-uterina entenda-se), mas humana, até às dez semanas de gestação, desde que o faça num estabelecimento de saúde autorizado.
    A pena de prisão parece-me excessiva e mesmo injusta em algumas situações. Mas, para mim, a vida do embrião/feto necessita também de protecção, que a vitória do “sim”, simplesmente faria desaparecer. Acredito que os aplicadores da lei saberão, em cada situação, procurar a solução mais justa, que atenda igualmente à situação fragilizada da mulher e que atenue o seu sofrimento.
    Espero sinceramente que haja menos abortos, menos complicações daí derivadas, espero que as mulheres que abortam em situações de desespero, de angústia, de abandono, de incompreensão sejam acolhidas, auxiliadas e que não sejam punidas. Mas espero igualmente que se proteja e defenda a vida humana que se desenvolve no interior da mulher até às dez semanas de gestação, e que essa vida não seja preterida pela simples e pura vontade da mulher, sem qualquer outra razão que o justifique.

    Quanto aos teus desejos, comungo plenamente deles, esperando também a sua concretização. É fundamental haja bom-senso por parte de todos! Assim o espero…

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  2. também defendo que haja:
    - menos abortos (mas caso o SIM vença tudo indica que o número cresça de ano para ano, à semelhança do que acontece em Espanha, Inglaterra, ...);
    - menos complicaçoes dos abortos (de perferência que o feto atinja o final da gravidez, que a consequência mais grave do aborto é a morte deste);
    - menos sofrimento (tanto para a mãe como para o feto/embrião);
    - que não haja apelos ao vot no dia de votar (e que também caso os haja que não passem em claro, se não também deveria haver um referendo para despenalizar essas acções já que a lei não é cumprida);
    - se respeite a vontade popular (em parte pois caso ganhe o não gostaria que houvesse algumas alterações, e digo isto pois voto NÃO e como já aqui o defendi não sou a favor da penalização da mulher - considero que não tem autonomia para tomar decisões tanto no que é melhor para si no momento como para o ser que tem no seu seio).

    Estou em desacordo contigo quanto a à maior compreensão e menor punição. Quanto à compreensão não entendo o que queres dizer com isso, agora defendo que a punição deve ser mais aplicada e com penas mais severas. contudo esta deve ser não para as mulheres, mas sim para aqueles que se aproveitam do débil estado psiquico delas (ou seja todos os que proporcionam o aborto).

    Também não entendo o que queres dizer quando te referes a "não haja ameaças divinas".

    Que pelo menos no dia 11 haja grande afluência às urnas (pelo SIM, NÃO ou TALVEZ- branco), independentemente de quem venha a sair vitorioso.

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  3. Apenas apelo ao voto. O sítio onde cada um põe a cruzinha é consigo próprio (e ao mesmo tempo com o resto de Portugal, devido à responsabilidade que este acto implica).
    Também eu dormirei tranquilo.
    Votem.

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  4. O meu apelo vai para a reflexão. REflexão no sentido do referendo, na inevitável partidarização do referendo (não pode existir um acto democrático em Portugal sem que os partidos, os mesmos que até hoje não decidiram esta matéria na AR, se pronunciem e movimentem pessoas e meios para atingir um fim)e no que se deve fazer após o referendo (porque independentemente dos resultados, os problemas não ficam totalmente resolvidos).
    Max Mortner
    (www.guardafiscal.blogspot.com)

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  5. Eu Voto SIM!

    SIM, pela saúde mas mulheres!!!
    SIM, por uma maternidade e paternidade conscientes!!!
    SIM, pelo planeamento familiar e pela educação sexual!!!
    SIM, PELA DESPENALIZAÇÃO DA INTERUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ!!!

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