Um Arrepio

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Doente que queria eutanásia morre naturalmente

Os mais recentes progressos da Medicina têm confrontado a Humanidade com novos desafios. Este caso relança o debate em torno da eutanásia, apesar de assumir contornos distintos do plano em que uma certa esquerda tem colocado a discussão pública da eutanásia.

Será legítimo manter, artificialmente, um ser humano em sofrimento contra a sua vontade? Será legítimo impôr um tratamento a um homem livre e consciente?
A verdade é que qualquer cidadão deve ter o direito de rejeitar a prestação de cuidados de saúde e toda e qualquer intervenção médica deve ser consentida (com excepção do que é obviamente excepcional). Este facto, não pode isentar-nos de tudo fazermos para dar a cada ser humano todas as condições para que a decisão seja livre e consciente e para que a inimaginável tragédia que o assola seja minimizada.
Confesso que me sinto arrepiado quando leio esta notícia.
Sou, porém, incapaz de censurar. Tanto o doente como o médico.

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7 comentários:

  1. O arrepio que sentimos é verdadeiro, mais ainda quando não somos capazes de emitir uma opinião sobre algo que desconhecemmos, ou melhor, que somos capazes de entrar no mundo do sofrimento dos outros. Tal como o aborto, há decisões pessoais que podem ser respeitadas. O limite ético está no que pode ser considerado pessoal.

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  2. Tal como no aborto, mas eu diria ainda mais do que no aborto. A eutanásia é, efectivamente, uma questão individual e não pode haver Estado, autoridades ou familiares que decidam pelo indivíduo.

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  3. Como futura médica, penso muito frequentemente nestes casos e na implicação ética de perpetuar uma situação de sofrimento e sobre qual a sua finalidade.
    E sempre tenho esta questão confusa: se um paciente pode decidir NÃO ser operado, NÃO ser tratado e se um médico pode optar por NÃO reanimar um paciente, porque razão não deixar este paciente "desistir" do seu tratamento. Se o paciente é e DEVE ser parte integrante do seu tratamento, tendo conhecimento todas as alternativas terapeuticas e optando, em conjunto com o médico, por aquela que considerar mais adequada, porquê insistir num tratamento contra a vontade do paciente.
    Porquê insistir numa vida artificial e numa morte sucessivamente adiada quando aquilo que o paciente pede é simplesmente que se desligue uma máquina e que se deixe seguir o processo biológico normal que é a morte.

    Pior que a Eutanásia é, sem dúvida, o prolongamento imoral de um final de vida sem dignidade

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  4. Acredito que paraum médico esta possa seruma decisão difícil de tomar, principalmente quando a sua função é salvar vidas...
    Sinceramente acompanhei todo o processo através dos media e digo...acho que foi melhor assim

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  5. Pois eu censuro. De que valeu prolongar-lhe a agonia? Já não somos donos da nossa própria vontade? Quem prolonga o sofrimento a quem não quer sofrer mais e só pede para o deixarem morrer para poder descansar em paz, devia ser julgado por TORTURA. Basta de hipocrisia! Morte aos torturadores! Ninguém tem o direito de decidir algo sobre uma pessoa contra a vontade dessa própria pessoa.

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  6. Estava a falar apenas do médico que lhe desligou a máquina e não dos que lhe prolongaram a vida...

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  7. Ó Marina,
    Deixa lá que vais ser boa médica. Pela amostra!

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