Mesquita Machado quer alterar a localização do novo hospital
«O presidente da Câmara de Braga pretende transferir para a Quinta dos Peões a localização do futuro hospital que estava previsto construir em terrenos situados a norte do Complexo Universitário de Gualtar. [...]
O autarca diz que o terreno da Quinta dos Peões está classificado no Plano Director Municipal como zona de equipamentos e que não lhe interessa quem é o proprietário, avisando que «o terreno tem todas as condiçõespara receber o hospital.»
[Diário do Minho, 13.08.1996]
Lembra-se Disto? (Prólogo)
A linguagem política está a tornar-se demasiado efémera. É duro constatar que as campanhas eleitorais são pouco mais do que um desfile de mentiras embrulhadas em charme. Ainda que mal tratada, a memória é um elemento essencial para o debate público.
No livro De Profundis, José Cardoso Pires faz a apologia da memória, porque «sem memória esvai-se o presente que simultaneamente já é passado morto.» Poucas cidades terão tantos problemas de amnésia como Braga. Em termos urbanísticos, o confronto com o passado é evitado em cada esquina que se destrói para semear betão e asfalto. Na política, o passado, ainda que recente, reescreve-se com uma cadência assustadora e as crises gerem-se com afirmações que, como diria o outro, são pura gelatina política.
Porque o jornalismo regional se tem furtado a fazê-lo, o Avenida Central propõe-se recuperar algumas das nossas memórias mais marcantes. Ao longo dos próximos tempos, vamos desembrulhando alguns dos «tesourinhos deprimentes», das notícias mais surpreendentes e dos momentos mais interessantes do nosso Minho. Lembrem-se Disto, vão ao baú das recordações e enviem os vossos contributos para avcentral@gmail.com.
No livro De Profundis, José Cardoso Pires faz a apologia da memória, porque «sem memória esvai-se o presente que simultaneamente já é passado morto.» Poucas cidades terão tantos problemas de amnésia como Braga. Em termos urbanísticos, o confronto com o passado é evitado em cada esquina que se destrói para semear betão e asfalto. Na política, o passado, ainda que recente, reescreve-se com uma cadência assustadora e as crises gerem-se com afirmações que, como diria o outro, são pura gelatina política.
Porque o jornalismo regional se tem furtado a fazê-lo, o Avenida Central propõe-se recuperar algumas das nossas memórias mais marcantes. Ao longo dos próximos tempos, vamos desembrulhando alguns dos «tesourinhos deprimentes», das notícias mais surpreendentes e dos momentos mais interessantes do nosso Minho. Lembrem-se Disto, vão ao baú das recordações e enviem os vossos contributos para avcentral@gmail.com.
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