Lisboa é Portugal: As Eleições vistas da Paisagem (I)

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O bater de asas de uma borboleta em Lisboa tem mais impacto que um tornado em Braga. Por muito dolorosa que nos seja, esta variação da teoria de Edward Lorenz espelha o caos nacional sintetizado nestas eleições de Lisboa.
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Mas comecemos pelo princípio: no princípio era o PSD que se travestiu de apreogada independência, apoiando um candidato que iria meter as mãos... à obra. Quem também meteu mãos à obra foi o MP, criando palco para mais um me(n)diano espectáculo de seriedade inaudita. E a independência, porque não se vergou ao líder do bando, fez-se incómodo. Do incómodo nasceram as eleições. E das eleições brotaram o folclore, as acusações do costume, as demagogias de sempre, os desfiles popularuchos, as fingidas viagens de eléctrico e a desatinada subserviência dos media nacionais.
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Mas tudo isto para quê? Não sabíamos já, porventura, que os partidos não gostam de independentes? E que os independentes se não forem militantes são incómodos? E que o PS já não é socialista? E que Paulo Portas já não está nas graças do povo? E que a liderança de Marques Mendes já não é mais que o estrebuchar convulsivo do morto? E que o Estado iria propor programas de intervenção urbanística em Lisboa? E que o apoio de Júdice havia de ter um cargo de 'grande mérito' acoplado?
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Moral da história: este bater de asas, porque altamente emético (e caro), era absolutamente desnecessário.

2 comentários:

  1. A NOSSA Grande Vitória: a abstenção!!! hihihi

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  2. "media nacionais" porqu�
    O raio de ac�o � o mais limitado poss�vel, e de not�cias � a Lusa que os fornece, ao alcance de qq "regionalista".
    Falando de TV's, ent�o o raio de ac�o ainda � mais limitado. O que vai faltando � coragem para ultrapassar estes obsoletos partidos, que fazem duma vota�o geri�trica de 15% uma vit�ria!

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